AGRONEGÓCIO

Minas Gerais lidera produção de eucalipto e reforça protagonismo no setor florestal brasileiro

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O setor florestal brasileiro segue em expansão e com forte presença no mercado internacional. Dados recentes apontam que o país alcançou 10,5 milhões de hectares de árvores plantadas para fins industriais e de restauração, além de superar a marca de 7 milhões de hectares de florestas nativas conservadas.

As informações fazem parte do relatório anual da Indústria Brasileira de Árvores, que reúne os principais indicadores do segmento no Brasil.

Setor florestal brasileiro cresce em área e produção

De acordo com o levantamento, o setor também registrou desempenho expressivo na produção e nas exportações. Ao todo, foram produzidas 25,5 milhões de toneladas de celulose, enquanto as exportações de produtos florestais somaram US$ 15,7 bilhões.

Entre os itens exportados estão celulose, papéis, painéis de madeira e outros derivados, com destinos distribuídos em diversos mercados internacionais.

Brasil mantém liderança global na celulose

No cenário global, o Brasil se mantém como o maior exportador de celulose do mundo e ocupa a segunda posição entre os maiores produtores.

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Esse desempenho reforça a competitividade do setor florestal brasileiro, impulsionado por fatores como clima favorável, tecnologia e produtividade das florestas plantadas.

Minas Gerais se destaca na produção de eucalipto

No recorte estadual, Minas Gerais ocupa posição de destaque como o maior produtor de eucalipto do país. O estado concentra cerca de 2,2 milhões de hectares cultivados, o equivalente a aproximadamente 27% da área total nacional.

A liderança mineira é resultado de uma tradição consolidada na produção de carvão vegetal e celulose, além de investimentos contínuos no setor.

Brasil lidera produção mundial de carvão vegetal

Outro destaque do relatório é a produção de carvão vegetal. O Brasil lidera o ranking global, com volume de 6,6 milhões de toneladas.

Na sequência aparecem Etiópia e Nigéria, com produções de 5 milhões e 4,9 milhões de toneladas, respectivamente, voltadas majoritariamente ao consumo interno.

Tecnologia e inovação fortalecem o setor

O relatório da Ibá conta com apoio da ESG Tech e parceria com a Canopy Remote Sensing Solutions, responsável pelo mapeamento das áreas plantadas e conservadas por meio de imagens de satélite.

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O uso de tecnologia tem sido fundamental para o monitoramento, a gestão sustentável e a expansão das florestas no país.

Perspectivas para o setor florestal

Com demanda global aquecida por produtos sustentáveis e renováveis, o setor florestal brasileiro tende a manter trajetória de crescimento.

A combinação entre alta produtividade, preservação ambiental e inovação tecnológica posiciona o Brasil — e especialmente Minas Gerais — como referência mundial na produção florestal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

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“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

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O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

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