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Minas Gerais atinge recorde na compra de alimentos da agricultura familiar para a alimentação escolar em 2024

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Em 2024, o estado superou a marca de R$ 249 milhões, um crescimento significativo em relação aos anos anteriores. Este avanço é resultado de uma parceria estratégica entre a Emater-MG e a Secretaria de Estado de Educação (SEE), e demonstra o compromisso do Governo de Minas com o fortalecimento da agricultura familiar e a melhoria da qualidade da alimentação escolar.

Recorde de investimentos em 2024

De acordo com dados da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG), em 2024, foram investidos R$ 249,7 milhões na compra de produtos de pequenos produtores para as escolas públicas estaduais. Deste total, R$ 162,7 milhões vieram dos recursos do Governo de Minas, enquanto o restante foi repassado pelo Governo Federal, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Esse valor representa um crescimento expressivo em comparação com anos anteriores. Em 2019, o Pnae destinou R$ 80 milhões para a compra de alimentos da agricultura familiar no estado, valor que subiu para R$ 160 milhões em 2022 e R$ 216 milhões em 2023.

Superação da meta estabelecida pelo Pnae

Um dos principais marcos deste ano foi a superação da meta estabelecida pela legislação do Pnae, que determina que pelo menos 30% dos recursos destinados à alimentação escolar sejam investidos em produtos da agricultura familiar. Em 2024, as compras da agricultura familiar representaram 37% de tudo o que foi oferecido aos alunos mineiros. A ampliação das compras reflete o êxito do trabalho conjunto entre a Emater-MG e a Secretaria de Educação.

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Parceria com a Emater-MG impulsiona as compras

Desde 2021, a parceria entre a Emater-MG e a Secretaria de Estado de Educação tem sido um fator-chave para o aumento das compras de alimentos da agricultura familiar. Nesse período, mais de 22 mil agricultores familiares receberam orientação para comercializar seus produtos para cerca de 3.400 escolas públicas estaduais.

A assistência técnica oferecida pela Emater-MG também incluiu a organização e regularização de empreendimentos de pequeno porte, permitindo que os produtores atendam aos requisitos das chamadas públicas para a compra de alimentos pelas escolas.

Benefícios para os produtores rurais

O contrato entre a Emater-MG e a SEE, renovado até 2026, tem garantido estabilidade aos pequenos produtores. Um exemplo disso é o produtor Genésio Pereira Miguel, do município de Aiuruoca, no Sul de Minas. Ele estruturou um pequeno laticínio que fornece leite, queijos, manteiga e iogurtes para a alimentação escolar. “É muito bom vender para as escolas estaduais por meio do Pnae, porque o preço pago é justo e a organização é excelente”, afirmou Genésio.

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Qualidade da alimentação escolar é aprimorada

O diretor técnico da Emater-MG, Gelson Soares Lemes, destaca que Minas Gerais nunca havia alcançado a meta de 30% de compras da agricultura familiar até 2021. “É mais um programa da Emater que serve de exemplo para todo o Brasil. A melhoria da qualidade da alimentação escolar é nítida e tem beneficiado tanto os alunos quanto os pequenos produtores”, afirmou Lemes.

Minas Gerais tem demonstrado um forte compromisso com a agricultura familiar e com a qualidade da alimentação escolar, alcançando um recorde de investimentos em 2024. Com a continuidade do trabalho conjunto entre o Governo de Minas, a Emater-MG e a Secretaria de Estado de Educação, espera-se que o estado mantenha a tendência de crescimento e ampliação das compras de produtos locais, promovendo tanto o desenvolvimento rural quanto a saúde e o bem-estar dos alunos mineiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Pesquisas com drones agrícolas na Ufes buscam aumentar eficiência em lavouras estratégicas do Espírito Santo

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O avanço da agricultura de precisão no Espírito Santo ganha novo impulso com pesquisas desenvolvidas pela Universidade Federal do Espírito Santo em parceria com a Fotus Agro. Os estudos investigam o uso de drones agrícolas em culturas estratégicas para a economia capixaba, como café conilon e pimenta-do-reino, com foco no aumento da eficiência operacional e na melhoria da aplicação de insumos no campo.

As pesquisas estão sendo conduzidas no campus da Ufes em São Mateus, uma das principais regiões produtoras do estado, e buscam gerar conhecimento técnico aplicável à realidade do produtor rural.

O projeto ganha relevância em um momento de forte valorização do agronegócio capixaba. Segundo dados da Seag, o valor da produção de café no Espírito Santo cresceu quase 77% em 2024, alcançando R$ 16,7 bilhões. Já a pimenta-do-reino, segmento no qual o estado lidera a produção nacional, ultrapassou R$ 2,2 bilhões em valor de produção.

Drones agrícolas ampliam eficiência e precisão no manejo

De acordo com Edney Leandro da Vitória, professor responsável pelos estudos na Ufes, o objetivo central é transformar a tecnologia em soluções práticas para o agronegócio.

“Os estudos têm como foco gerar conhecimento aplicado, que possa futuramente orientar o uso mais eficiente dessas tecnologias no campo”, destaca.

As pesquisas analisam diferentes frentes da aplicação de drones agrícolas, incluindo eficiência da deposição de gotas, uniformidade da pulverização e tecnologia de aplicação em taxa variável.

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Esse modelo permite direcionar defensivos e insumos conforme a necessidade específica de cada área da lavoura, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência operacional.

Estudos avaliam custos, logística e viabilidade econômica

Além da pulverização de precisão, os pesquisadores também investigam aspectos operacionais do uso de drones no dia a dia das propriedades rurais.

Entre os fatores analisados estão tempo de operação, logística de campo, consumo de baterias e custo por hectare aplicado.

Segundo os especialistas, essas informações são fundamentais para que os produtores consigam avaliar a viabilidade econômica da tecnologia em diferentes cenários produtivos.

Outro foco importante da pesquisa é a utilização dos drones para dispersão de materiais sólidos, como fertilizantes e sementes, ampliando o potencial de aplicação da tecnologia além da pulverização convencional.

Topografia do Espírito Santo favorece uso da tecnologia

Os estudos desenvolvidos pela Ufes consideram diferentes culturas agrícolas e áreas de relevo acidentado, característica comum no Espírito Santo e que frequentemente limita o uso de maquinário tradicional.

Nesse contexto, os drones agrícolas surgem como alternativa para operações em terrenos de difícil acesso, oferecendo maior flexibilidade operacional e redução de impactos sobre a lavoura.

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A iniciativa foi viabilizada após a doação de um drone modelo EAVision pela Fotus Agro à universidade. O equipamento possui sensores de alta precisão e capacidade de operação em áreas complexas.

Para Rodolfo Stanke, Head da empresa, a aproximação entre universidade e setor produtivo fortalece a evolução tecnológica no agronegócio.

“O objetivo é estar cada vez mais conectado com a pesquisa e com a realidade do campo. Essa troca com a universidade permite evoluir o produto com base em evidências técnicas, ao mesmo tempo em que apoia a formação de novos profissionais”, afirma.

Agricultura de precisão ganha espaço no agronegócio brasileiro

O avanço das pesquisas reforça a tendência de expansão da agricultura de precisão no Brasil, especialmente em culturas de alto valor agregado e regiões com desafios operacionais mais complexos.

A expectativa é que os resultados obtidos pela Ufes sejam transformados em recomendações práticas para produtores rurais, contribuindo para maior eficiência, redução de custos e uso mais sustentável de insumos agrícolas nas principais cadeias produtivas do Espírito Santo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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