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Milk Summit Brazil 2025 discute estratégias para aumentar a produção e competitividade do leite gaúcho

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O Milk Summit Brazil 2025 começou nesta terça-feira (14/10), em Ijuí (RS), com foco em elevar a produção e a qualidade do leite gaúcho. O encontro, que contou com casa cheia, trouxe debates sobre competitividade, gestão e mercados internacionais. Segundo Darlan Palharini, coordenador do evento e secretário-executivo do Sindilat, o objetivo é “retomar o protagonismo do Rio Grande do Sul nas discussões do setor e criar um espaço diferenciado de construção e debate”.

Competitividade e foco no leite em pó

Palharini destacou que a palavra-chave do setor é competitividade. “Temos mercado para crescer e todas as condições para atender à demanda”, afirmou, ressaltando a importância do leite em pó como commodity estratégica, viável por meio da redução de custos e aumento da produtividade.

Gestão eficiente e coordenação setorial impulsionam resultados

O pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Glauco Carvalho, explicou que o crescimento sustentável depende da integração entre coordenação setorial e gestão eficiente das propriedades. Enquanto a coordenação promove avanços em políticas públicas e comércio internacional, a gestão interna das propriedades garante maior produtividade e melhores resultados econômicos e técnicos. “Muitas vezes o produtor foca apenas na parte técnica, mas é com gestão que se avança”, acrescentou Carvalho.

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Reforma Tributária é vista como essencial para o setor

Na mesa de abertura, o presidente do Sindilat, Guilherme Portella, ressaltou que a reforma tributária é fundamental para garantir competitividade e manter o leite gaúcho em diferentes mercados. “Precisamos falar de reforma tributária para continuarmos levando leite para fora do estado e evitar que produtos estrangeiros conquistem espaço no mercado interno”, afirmou.

Políticas públicas fortalecem a produção

O secretário de Agricultura do RS, Edivilson Brum, detalhou programas estratégicos como o Bônus Mais Leite, com subvenção financeira de operações de crédito no Plano Safra 2025/2026, e a liberação do Fundoleite. Luciano Schwerz, presidente da Emater/RS-Ascar, reforçou que, apesar da redução no número de produtores, a produção cresceu graças à tecnificação e qualificação do setor.

Importância do Noroeste gaúcho na produção nacional

Dados do Ministério da Agricultura indicam que o Noroeste do RS responde por 7% do leite produzido no Brasil, sendo responsável por 5 milhões de litros dos 12,5 milhões monitorados no estado. O prefeito de Ijuí, Andrei Cossetin Sczmanski, comemorou a realização do evento na cidade e já anunciou a próxima edição.

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Quatro eixos norteiam o Milk Summit Brazil 2025

O evento, integrado à Expofest de Ijuí, segue com debates sobre competitividade, consumo, sustentabilidade e inovação até quarta-feira (15/10). A programação é transmitida ao vivo pelo canal da Secretaria da Agricultura no YouTube: https://www.youtube.com/@AgriculturaGOVRS. Mais informações podem ser conferidas no site oficial: www.milksummitbrazil.com.

Realização, patrocínio e parceiros

O Milk Summit Brazil é realizado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do RS, Sindilat, Prefeitura de Ijuí, Emater/RS-Ascar, Suport D Leite e Impulsa Ijuí, com patrocínio de empresas como Laticínios Deale, Italac, Lactalis Brasil, Piracanjuba, Cooperativa Santa Clara e Tetra Pak. Entre os parceiros estão ExpoFest Ijuí, Sebrae, Embrapa, UPF, Unijuí, Unicruz, Instituto Federal de Farroupilha e diversas associações do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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