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Milho Recuou em Chicago e na B3 Após Avanço no Plantio nos EUA

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Nesta quarta-feira (29), os preços futuros do milho começaram o dia em baixa na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações variavam entre R$ 58,80 e R$ 68,83 por volta das 10h14 (horário de Brasília).

Os contratos com vencimento em julho de 2024 eram cotados a R$ 58,80, uma queda de 0,34%. Já para setembro de 2024, o valor era de R$ 62,06, com uma diminuição de 0,23%. O contrato de novembro de 2024 estava negociado a R$ 65,65, com perda de 0,18%, e para janeiro de 2025, o preço era de R$ 68,83, uma baixa de 0,29%.

Mercado Externo

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços internacionais do milho futuro também registraram movimentações negativas na abertura das atividades desta quarta-feira.

Por volta das 09h44 (horário de Brasília), o contrato de julho de 2024 era cotado a US$ 4,60, uma desvalorização de 2,50 pontos. O contrato de setembro de 2024 estava a US$ 4,69, com perda de 2,00 pontos. Para dezembro de 2024, o preço era de US$ 4,83, uma queda de 2,25 pontos, e o contrato de março de 2025 era negociado a US$ 4,95, uma baixa de 2,50 pontos.

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Segundo o site internacional Farm Futures, a pressão negativa nos futuros do milho deve-se ao progresso do plantio nos Estados Unidos, que garante uma safra robusta. O relatório de progresso de safra do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indicou que, até o dia 26 de maio, o plantio do milho nos 18 principais estados produtores atingiu 83%, um ponto percentual acima da média dos últimos cinco anos.

Esta confirmação de um plantio avançado nos EUA impactou negativamente os preços futuros do milho, tanto no mercado interno brasileiro quanto no mercado internacional, refletindo as expectativas de uma oferta maior e mais segura para o próximo ciclo agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do boi gordo perde força antes do Dia das Mães e mercado aponta acomodação da arroba

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O mercado físico do boi gordo encerrou a semana em ritmo mais lento e com sinais de acomodação nos preços, mesmo diante da proximidade do Dia das Mães, uma das datas mais importantes para o consumo de carnes no Brasil. O cenário reflete uma combinação de demanda doméstica moderada, maior competitividade das proteínas concorrentes e cautela das indústrias frigoríficas nas compras de animais para abate.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, frigoríficos de estados como São Paulo, Goiás e Minas Gerais tentaram alongar escalas de abate com ofertas em patamares mais baixos. Em contrapartida, em Mato Grosso houve encurtamento das escalas, levando parte da indústria local a reajustar preços para garantir abastecimento.

Mercado acompanha limite da cota chinesa

Além do comportamento do consumo interno, o setor pecuário monitora com atenção a evolução da cota de exportação de carne bovina para a China. A expectativa é de que o limite atual seja atingido em meados de junho, o que aumenta as incertezas sobre o ritmo dos embarques brasileiros durante o terceiro trimestre de 2026.

A China segue como principal destino da carne bovina brasileira e qualquer alteração no fluxo de exportações tende a impactar diretamente a formação de preços da arroba no mercado doméstico.

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Preço da arroba do boi gordo por estado

Na modalidade a prazo, os preços da arroba do boi gordo apresentaram estabilidade na maior parte das praças pecuárias monitoradas até o dia 7 de maio:

  • São Paulo (Capital): R$ 350,00 por arroba, queda de 2,78% frente aos R$ 360,00 da semana anterior;
  • Goiás (Goiânia): R$ 340,00 por arroba, recuo de 1,45%;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 340,00 por arroba, estável;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 350,00 por arroba, sem alterações;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 360,00 por arroba, estável;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 330,00 por arroba, sem mudanças em relação ao mês anterior.
Carne bovina perde competitividade no atacado

No mercado atacadista, os preços também apresentaram acomodação, mesmo em um período tradicionalmente favorável ao consumo, impulsionado pela entrada dos salários e pelas compras relacionadas ao Dia das Mães.

Segundo Iglesias, os atuais níveis de preços da carne bovina limitam novas altas mais intensas, já que parte da população encontra dificuldade para absorver reajustes adicionais no varejo.

A carne bovina continua perdendo competitividade frente às proteínas mais acessíveis, principalmente a carne de frango, que segue ganhando espaço no consumo doméstico.

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Os cortes bovinos registraram os seguintes preços médios na semana:

  • Quarto do dianteiro: R$ 23,00 por quilo, queda de 2,13%;
  • Cortes do traseiro: R$ 28,00 por quilo, recuo de 1,75%.
Exportações de carne bovina seguem fortes em abril

Apesar da acomodação do mercado interno, as exportações brasileiras de carne bovina seguem em ritmo robusto.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 251,944 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada em abril, considerando 20 dias úteis.

A receita obtida pelo país somou US$ 1,572 bilhão, com média diária de US$ 78,625 milhões. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 6.241,50.

Na comparação com abril de 2025, os números mostram:

  • Alta de 29,4% na receita média diária;
  • Crescimento de 4,3% no volume médio diário embarcado;
  • Avanço de 24,1% no preço médio da tonelada.

O desempenho das exportações segue sendo um dos principais fatores de sustentação para o setor pecuário brasileiro, especialmente em um momento de maior cautela no consumo doméstico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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