AGRONEGÓCIO
CMN aprova novas regras ambientais para crédito rural
Publicado em
22 de dezembro de 2024por
Da Redação
Enquanto MT põe fim à moratória, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, na última quinta-feira (19.12), uma nova resolução que endurece as regras para a concessão de crédito rural, incluindo restrições ambientais mais rigorosas.
A medida busca alinhar o financiamento do setor agropecuário ao combate ao desmatamento ilegal. Ao mesmo tempo, no estado de Mato Grosso, a recém-sancionada Lei Estadual nº 12.709/2024 segue no sentido oposto, ao abolir exigências como a Moratória da Soja e reafirmar o Código Florestal Brasileiro como único parâmetro para a atividade agrícola.
Esse cenário coloca em evidência um contraste significativo entre as políticas estaduais e federais, levantando questionamentos sobre como equilibrar os interesses do agronegócio e a preservação ambiental.
Pontos Convergentes com a lei mato-grossense: Ambas as iniciativas reconhecem o Código Florestal como a base legal para as atividades agropecuárias e ambientais. A resolução do CMN permite que produtores comprovem a legalidade de desmatamentos realizados por meio de autorizações específicas, enquanto a lei de Mato Grosso reforça que nenhuma exigência além do Código pode ser imposta aos agricultores.
Combate ao Desmatamento Ilegal – Tanto o CMN quanto o estado de Mato Grosso manifestam preocupação com o desmatamento ilegal. A resolução federal cria mecanismos para bloquear o crédito de quem não cumpre as regras ambientais, enquanto a legislação estadual busca fortalecer a segurança jurídica para quem segue a lei.
Regularização Ambiental como Solução – Os dois textos também incentivam a regularização ambiental. O CMN permite que produtores com áreas embargadas acessem crédito desde que estejam em processo de adequação, enquanto Mato Grosso argumenta que o Código Florestal já fornece instrumentos robustos para a regularização.
Pontos Divergentes: A principal divergência está na inclusão, pela resolução do CMN, de mecanismos como a “lista negativa” de desmatamento e a proibição de financiamento para áreas desmatadas, mesmo que legalmente, sem a devida comprovação. A lei mato-grossense, por outro lado, busca eliminar restrições adicionais, como listas ou acordos que extrapolem o Código Florestal.
Impacto sobre o Crédito Rural – A resolução federal cria barreiras para o acesso ao crédito em situações onde a regularidade ambiental não está totalmente comprovada, o que pode gerar dificuldades burocráticas, especialmente para pequenos e médios produtores. Em Mato Grosso, a legislação estadual se posiciona contra qualquer restrição ao crédito que vá além do cumprimento das leis brasileiras.
Prazos e Alcance das Medidas – Enquanto o CMN prevê uma aplicação gradual das novas exigências, com plena implementação em 2026, a lei de Mato Grosso já entrou em vigor, com efeitos imediatos, ao extinguir a Moratória da Soja e outras restrições semelhantes.
A coexistência de regras estaduais e federais pode criar conflitos operacionais e jurídicos. Mato Grosso é o maior produtor de soja do Brasil e desempenha um papel central na balança comercial do país. A nova legislação estadual reflete a pressão por menos burocracia e maior autonomia para o agronegócio.
Por outro lado, as regras do CMN indicam uma tentativa de preservar a credibilidade ambiental do Brasil no mercado internacional, onde a rastreabilidade e a conformidade com critérios ambientais são exigências crescentes.
A grande questão é como unificar essas abordagens para evitar insegurança jurídica e prejuízos aos produtores, enquanto se mantém o compromisso com a sustentabilidade. O desafio será encontrar um equilíbrio que permita ao Brasil fortalecer sua liderança no agronegócio global sem comprometer sua imagem ambiental.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Monitoramento via satélite passa a ser exigência para exportações do agronegócio brasileiro
Published
21 minutos agoon
29 de junho de 2026By
Da Redação
O agronegócio brasileiro encerrou 2025 com um resultado histórico nas exportações. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o setor alcançou US$ 169,2 bilhões em vendas externas, consolidando sua posição como um dos principais motores da economia nacional.
Entretanto, a manutenção desse desempenho em mercados estratégicos, especialmente na União Europeia, dependerá da capacidade das cadeias produtivas de se adequarem às novas exigências internacionais de rastreabilidade e sustentabilidade.
A partir de 30 de dezembro deste ano, entra em vigor para grandes operadores o Regulamento Antidesmatamento da União Europeia (EUDR), legislação que exigirá comprovação técnica de que produtos agrícolas comercializados no bloco não estão associados a áreas desmatadas.
Entre as cadeias mais impactadas estão as de soja e carne bovina, segmentos que possuem grande relevância na pauta exportadora brasileira e que contam com estruturas complexas de fornecimento.
Rastreabilidade digital será obrigatória
Segundo Diogo Bochnia Zuliani, professor do curso de Agronegócio da EAD UniCesumar, a nova regulamentação representa uma mudança significativa nos processos de fiscalização e validação da origem dos produtos.
Atualmente, a comprovação de conformidade é baseada em documentos como Cadastro Ambiental Rural (CAR), notas fiscais e auditorias presenciais. Com a nova norma, a validação passará a exigir evidências digitais associadas à localização exata das propriedades rurais.
“Exportadores de commodities como carne bovina e soja precisarão apresentar provas técnicas e georreferenciadas da origem de seus produtos. Sem uma rastreabilidade robusta, os produtos poderão ser classificados como de risco, comprometendo o acesso ao mercado europeu”, explica o especialista.
O novo modelo prevê o cruzamento de coordenadas geográficas das propriedades com imagens de satélite e bases de dados ambientais. Além disso, toda a movimentação da produção deverá manter um vínculo documental e digital contínuo desde a fazenda até a exportação.
“Na prática, a geolocalização da área produtiva será confrontada com mapas de cobertura florestal e imagens de monitoramento ambiental. A carga precisará manter uma trilha digital completa ao longo de toda a cadeia logística”, detalha Zuliani.
Brasil possui estrutura para atender às exigências
Apesar dos desafios, especialistas avaliam que o Brasil possui condições técnicas para atender às novas demandas internacionais.
Um estudo realizado em maio de 2026 por universidades norte-americanas, por meio da ferramenta Fields of the World, demonstrou que sistemas de inteligência artificial foram capazes de identificar corretamente 97% das áreas agrícolas brasileiras utilizando dados espaciais e monitoramento remoto.
O resultado reforça a capacidade do país de implementar sistemas de rastreabilidade em larga escala, utilizando tecnologias já disponíveis no mercado.
Além do monitoramento via satélite, ferramentas de inteligência artificial, geoprocessamento e integração de bancos de dados têm ampliado a precisão das informações utilizadas para comprovação da origem da produção agropecuária.
Sustentabilidade se transforma em vantagem competitiva
Para grandes produtores e empresas exportadoras, o processo de adequação já está em andamento. No caso dos pequenos produtores, a implementação dependerá de maior suporte técnico, assistência especializada e atuação das cooperativas para organização das informações exigidas.
Segundo Zuliani, a principal função da tecnologia não é apenas atender às exigências regulatórias, mas proteger os produtores que atuam dentro da legalidade.
“O papel mais estratégico da tecnologia é separar o produtor regular daquele que insere na cadeia produtos de origem duvidosa. A rastreabilidade fortalece a transparência e protege quem produz de forma responsável”, afirma.
Na avaliação do especialista, a integração entre dados públicos, monitoramento ambiental e plataformas digitais pode transformar a sustentabilidade em um diferencial competitivo para o agronegócio brasileiro.
“A garantia de origem transforma a sustentabilidade em uma evidência verificável. Se o Brasil utilizar a integração de dados e o monitoramento ambiental como estratégia nacional, poderá demonstrar ao mercado internacional que produz em escala, com segurança jurídica e responsabilidade ambiental. Mais do que uma exigência regulatória, essa conformidade tende a se consolidar como uma vantagem competitiva para as exportações brasileiras”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Monitoramento via satélite passa a ser exigência para exportações do agronegócio brasileiro
Várzea Grande recebe ambulância e novos equipamentos para fortalecer a rede municipal de saúde
Polícia Militar prende homem por porte ilegal de arma de fogo e apreende munições
Polícia Militar deflagra operações para intensificar policiamento nos 142 municípios do Estado
Polícia Militar apreende adolescente suspeito por estupro e roubo em Novo Mundo
CUIABÁ
MATO GROSSO
Polícia Militar prende homem por porte ilegal de arma de fogo e apreende munições
Um homem de 32 anos foi preso em flagrante, na madrugada desta segunda-feira (29.6), por policiais militares do 8º Comando...
Polícia Militar deflagra operações para intensificar policiamento nos 142 municípios do Estado
A Polícia Militar de Mato Grosso deflagrou, nesta segunda-feira (29.6), a 6ª edição da Operação Centro Seguro e à 28ª...
Polícia Militar apreende adolescente suspeito por estupro e roubo em Novo Mundo
Policiais militares do 15º Comando Regional apreenderam, neste domingo (28.6), um adolescente, de 17 anos, suspeito de estupro, roubo e...
POLÍCIA
Polícia Militar prende homem por porte ilegal de arma de fogo e apreende munições
Um homem de 32 anos foi preso em flagrante, na madrugada desta segunda-feira (29.6), por policiais militares do 8º Comando...
Polícia Militar deflagra operações para intensificar policiamento nos 142 municípios do Estado
A Polícia Militar de Mato Grosso deflagrou, nesta segunda-feira (29.6), a 6ª edição da Operação Centro Seguro e à 28ª...
Polícia Militar apreende adolescente suspeito por estupro e roubo em Novo Mundo
Policiais militares do 15º Comando Regional apreenderam, neste domingo (28.6), um adolescente, de 17 anos, suspeito de estupro, roubo e...
FAMOSOS
Sabrina Sato e Nicolas Prattes revelam sexo do bebê e emocionam familiares: ‘Mágico’
Sabrina Sato, de 44 anos de idade, e Nicolas Prattes, de 29 anos, revelaram neste domingo (28), o sexo do bebê...
Lauana Prado e Tati Dias oficializam união em cerimônia intimista à beira-mar: ‘Sim’
A cantora Lauana Prado, de 37 anos, e a influenciadora Tati Dias disseram “sim” neste domingo (28), durante uma cerimônia...
Wanessa Camargo prestigia ‘Roda Sambay’ agarradinha com Bruno Bevan: ‘Especial’
A cantora Wanessa Camargo, de 43 anos, marcou presença na edição de três anos do Roda Sambay, realizada na noite...
ESPORTES
Brasil avança como líder e define confronto contra o Japão no mata-mata da Copa
A Seleção Brasileira confirmou o favoritismo e carimbou a vaga para a segunda fase da Copa do Mundo na liderança...
Dembélé brilha com hat-trick histórico e França vence a Noruega
O atacante Ousmane Dembélé foi o grande protagonista da vitória da França sobre a Noruega nesta sexta-feira, em partida válida...
Copa do Mundo 2026: 18 seleções garantem vaga e primeiros duelos do mata-mata são definidos
A Copa do Mundo de 2026 atinge seu momento de maior tensão com o encerramento da fase de grupos e...
MAIS LIDAS DA SEMANA
-
AGRONEGÓCIO6 dias agoPIB de Minas Gerais recua 0,5% no 1º trimestre de 2026 e acende alerta para desaceleração econômica, aponta FIEMG
-
FAMOSOS6 dias agoPoliana Rocha homenageia cantor Leandro nos 28 anos de sua morte: ‘Parou o Brasil’
-
Saúde6 dias agoMinistério da Saúde leva equipes e equipamentos para realizar mais de 16 mil cirurgias e exames no interior do país nesta semana
-
Saúde5 dias agoMinistério da Saúde abre audiência pública para criação de teste portátil de diagnóstico de tuberculose




