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Milho fecha semana em baixa na Bolsa de Chicago com foco no clima favorável nos EUA e ampla oferta global

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Clima favorável nos EUA pressiona cotações do milho

Os contratos futuros do milho negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerraram a sessão desta sexta-feira (1º) em baixa, refletindo as condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos. De acordo com analistas internacionais, as temperaturas mais amenas e as chuvas recorrentes no Meio-Oeste americano devem beneficiar o crescimento das plantações no início de agosto, cenário que contribui para a consolidação de uma oferta robusta.

Semana termina com perdas acumuladas

A posição com vencimento em dezembro de 2025 acumulou queda de 1,96% ao longo da semana, reforçando o viés negativo no mercado. A combinação entre clima ideal e expectativas de uma ampla produção global tem pressionado os preços da commodity na CBOT.

Negociações externas seguem ativas, apesar da baixa

Mesmo com o recuo nas cotações, a demanda internacional continua sendo monitorada pelo mercado. Exportadores privados dos Estados Unidos comunicaram ao Departamento de Agricultura do país (USDA) duas novas vendas para destinos não especificados: uma de 125 mil toneladas e outra de 227.160 toneladas, ambas com entrega programada para a temporada 2025/26.

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Desempenho dos contratos no pregão

No pregão desta sexta, os contratos com entrega em setembro de 2025 recuaram 1,14%, ou 4,50 centavos, encerrando o dia cotados a US$ 3,89 1/2 por bushel. Já os contratos com vencimento em dezembro de 2025 fecharam em queda de 3,00 centavos, ou 0,72%, a US$ 4,10 3/4 por bushel.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Confronto armado e feridos em colheita judicial reforçam urgência por segurança jurídica

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O cumprimento de uma ordem judicial para a colheita de safra em uma propriedade rural de Feliz Natal (cerca de 510 km da capital, Cuiabá) em Mato Grosso, na última sexta-feira (26.06), terminou em um confronto armado que deixou feridos e expôs a fragilidade dos protocolos atuais para a execução de mandados no meio rural.

O produtor rural Maikel Alan Tespesel, que estava acompanhado pela esposa e pelos dois filhos menores no momento da ocorrência, foi atingido por disparos de arma de fogo. O prestador de serviços contratado pela empresa credora também ficou ferido após ser atingido pela caminhonete do produtor. Ambos estão internados num hospital de Sorriso e passam bem.

O caso, que está sob investigação da Polícia Civil, coloca em debate o modelo adotado para o cumprimento de decisões judiciais que envolvem ativos agrícolas. A presença de empresas de segurança privada em diligências de alto risco, em vez de um aparato ostensivo das forças de segurança do Estado, é apontada por especialistas como um dos fatores que transformaram uma ação de natureza cível em um episódio de violência física.

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A empresa credora da produção, contratou serviços de terceiros para realizar a colheita autorizada pela Justiça. Segundo informações da Polícia Militar, o conflito teve início quando houve uma tentativa de bloqueio do veículo do produtor. Os homens contratados pela empresa teriam efetuado disparos contra a caminhonete do produtor rural.

O episódio repercutiu negativamente no setor. A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) divulgou nota oficial repudiando a violência e defendendo uma investigação rigorosa. Para a entidade, disputas comerciais e execuções de ordens judiciais precisam observar protocolos estritos de legalidade, sendo inaceitável que o ambiente de produção se torne palco de confrontos que coloquem em risco a vida de produtores e suas famílias.

O incidente em Mato Grosso reforça um pleito antigo do setor agropecuário: a necessidade de garantir que decisões judiciais sejam executadas de forma técnica e segura. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) defende sistematicamente que o cumprimento de mandados judiciais em áreas rurais ocorra com apoio das forças de segurança pública, evitando que produtores e credores sejam submetidos a situações de risco iminente.

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O episódio reflete um cenário de crescente tensão na zona rural brasileira. Dados do relatório ‘Conflitos no Campo Brasil 2025’, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), apontam a ocorrência de 1.408 episódios de conflito no último ano, atingindo mais de 715 mil pessoas.

Estados como Mato Grosso, Pará e o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) concentram as áreas de maior atrito, onde a expansão da fronteira agrícola e a complexidade na regularização de terras têm transformado disputas comerciais e possessórias em confrontos diretos.

Para a bancada do agronegócio, esses números evidenciam um vácuo de autoridade que exige solução urgente. A FPA sustenta que a insegurança jurídica e a falta de protocolos estaduais eficientes para o cumprimento de mandados judiciais impedem a pacificação no campo, transformando a resolução de litígios — que deveriam ser estritamente técnicos — em cenários de risco iminente para produtores, trabalhadores e seus familiares.

Fonte: Pensar Agro

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