AGRONEGÓCIO

Microgeo bate recorde de instalação de Bioestações no Brasil em 2023

Publicado em

Dados divulgados revelaram um crescimento de 43% no número de novos clientes entre janeiro a outubro/2023, que optaram por incluir a Biotecnologia Microgeo® como manejo padrão da propriedade, comparado ao mesmo período do ano anterior. Além disso, houve um aumento de 108% entre os produtores já usuários da Biotecnologia que decidiram aumentar a capacidade de suas Bioestações, com o objetivo de ampliar a área de aplicação em suas fazendas.

Arthur Dias Ferreira, Diretor Comercial da Microgeo, comentou que a companhia está vivendo um momento histórico nos resultados e na expansão da Biotecnologia Microgeo por todo o Brasil. “Estamos investindo no crescimento do time comercial e ampliando em 50% a área industrial para fortalecer cada vez mais a parceria junto ao produtor rural, e levar até eles esta biotecnologia que tem contribuído fortemente na reativação do microbioma do solo brasileiro e países vizinhos como Paraguai e Uruguai, alcançando excelentes resultados em produtividade de forma sustentável”, contou.

O diretor explicou ainda que a qualidade na parceria com revendas tem facilitado a logística e garantido o reconhecimento do mercado que mesmo em um ano extremamente desafiador o comprometimento desses atores foi essencial para um resultado tão positivo.

Esse aumento expressivo de Bioestações instaladas reflete uma conscientização cada vez maior por parte dos produtores sobre a importância da melhoria da microbiota do solo para a sustentabilidade e, consequentemente, para o aumento da qualidade e produtividade das plantações.

Leia Também:  COP 28: Uma oportunidade de boas iniciativas em favor do clima

É o caso do Odair Novello, produtor da região de Piracicaba/SP, que iniciou a aplicação em 4 mil hectares e, após alcançar produtividade acima da média nacional em ambiente restritivo, decidiu inaugurar uma nova Bioestação com capacidade de 400 mil litros. “A primeira Bioestação atendia parcialmente a capacidade da nossa fazenda.” contou Renan Alecio, Gerente Agrícola da fazenda. A nova Bioestação está dimensionada para atender os 13 mil hectares de cana, área total do produtor.

Ele detalhou ainda que além do aumento médio de 12 toneladas a mais por hectare em produtividade, o que chamou muito atenção foi o enraizamento e restituição do microbioma do solo. “O que mais chama a atenção é o número de raízes na planta. Tem aí cerca de 25%, 30% a mais. Nosso pessoal, que está no dia a dia do campo, fazendo tratamento todo dia, estão vendo muito a diferença”, comemorou.

Renan Alécio disse ainda que a confiança no Microgeo, além da confirmação dos resultados, se dá pela credibilidade de instituições de pesquisa que atestam as melhorias. “Está sendo visível essa diferenciação do canavial. Coletamos amostragens de solo e aumentou muito o número de microrganismos. Além disso, especialistas como o produtor e consultor Daine Frangiosi, por exemplo, que a gente tem contato há um longo tempo, vem conduzindo testes na área dele e vimos os resultados, foi o que nos deu segurança de partir para um negócio maior”, contou o gerente.

Em uma comparação com o ano de 2022, o acumulado de 2023 revelou um aumento de 168% na capacidade do volume de produção das Bioestações instaladas, considerando tanto os produtores já usuários da Biotecnologia como os que aderiram este ano. Esse resultado expressa a confiança dos produtores em relação à eficácia dos multi benefícios proporcionados pela Biotecnologia.

Leia Também:  Ibaneis recebe Ryan Maia, o mais jovem membro da Academia de Letras do Brasil

A fidelidade dos clientes e a credibilidade conquistada junto aos novos clientes são resultados diretos do pioneirismo da Microgeo e do conhecimento associado à sua Biotecnologia, que é amplamente respeitada e comprovada por diversos estudos realizados por importantes órgãos públicos, instituições de pesquisa e pelas análises dos próprios clientes e consultores em todo o Brasil e em diferentes as culturas.

Fundada em 2000, na cidade de Limeira-SP, a Microgeo é uma empresa 100% brasileira que atua no setor de biológicos. Seu foco está na produção e comercialização da inovadora tecnologia MICROGEO®, um componente balanceado que nutre, regula e mantém o Processo de Compostagem Líquida Contínua (CLC) através das Bioestações. Essa solução é a única no mercado capaz de manejar e restabelecer o microbioma do solo. A tecnologia da Microgeo está presente em todos os estados do Brasil e também em países vizinhos, como Paraguai e Uruguai. A Biotecnologia Microgeo® pode ser aplicada via pulverização, fertirrigação, independentemente das condições climáticas, em conjunto com outros insumos, como defensivos químicos ou biológicos e fertilizantes.

Fonte: Microgeo

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Vacilos do Trump faz Brasil se aproximar da liderança mundial no agro

Published

on

A distância que durante décadas separou Brasil e Estados Unidos no comércio mundial do agronegócio praticamente desapareceu. Em 2025, os norte-americanos exportaram o equivalente a cerca de R$ 883 bilhões em produtos agrícolas, enquanto as vendas brasileiras chegaram a aproximadamente R$ 871 bilhões. Uma diferença de apenas 1,4% entre dois países que começaram este século em posições muito distantes.

Os dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram mais do que uma aproximação circunstancial. Enquanto o Brasil ampliou produção, produtividade e presença em novos mercados, as exportações norte-americanas cresceram em ritmo bem menor e passaram a enfrentar dificuldades em destinos estratégicos.

Em 2025, o agronegócio brasileiro exportou R$ 871 bilhões, considerando a conversão dos valores divulgados oficialmente. Foi o maior resultado da série histórica e representou crescimento de 3% sobre o ano anterior.

Os Estados Unidos encerraram o mesmo período com aproximadamente R$ 883 bilhões em exportações agrícolas.

A diferença de cerca de R$ 12 bilhões é pequena diante do tamanho do comércio dos dois países e mostra quanto a posição relativa mudou.

No início dos anos 2000, as exportações agrícolas americanas eram mais de duas vezes e meia superiores às brasileiras. Em apenas cinco anos, enquanto as vendas externas dos Estados Unidos cresceram aproximadamente 14%, as brasileiras avançaram 68%.

O movimento continua em 2026.

Entre janeiro e julho, o agronegócio brasileiro exportou aproximadamente R$ 533 bilhões, novo recorde para o período. Somente em julho foram cerca de R$ 84 bilhões, também a maior marca já registrada para o mês.

Parte da aproximação pode ser explicada por uma diferença estrutural entre os dois concorrentes.

Os Estados Unidos possuem uma fronteira agrícola praticamente consolidada e enfrentam limitações para aumentar significativamente sua área cultivada. Na pecuária bovina, o rebanho norte-americano está próximo dos menores níveis das últimas sete décadas, situação que reduziu a disponibilidade de animais e aumentou a necessidade de importação de carne.

O Brasil ainda possui maior capacidade de crescimento da produção, seja pela incorporação de áreas já abertas, seja principalmente pelo aumento da produtividade e pela possibilidade de realizar duas ou até três safras na mesma área durante o ano.

Leia Também:  Mato Grosso Responde por Mais da Metade das Exportações de Algodão do Brasil

Essa vantagem aparece com clareza na soja.

Brasil e Estados Unidos estão entre os grandes responsáveis pela oferta mundial da oleaginosa, mas o Brasil assumiu a liderança tanto na produção quanto nas exportações e passou a ocupar uma parcela crescente do mercado chinês.

A China é justamente onde a diferença entre os dois países se tornou mais evidente.

Em 2025, os chineses compraram aproximadamente R$ 285 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro. O país asiático respondeu sozinho por 32,7% de tudo o que o setor exportou.

No comércio agrícola norte-americano ocorreu o movimento contrário.

A China, que durante anos esteve entre os principais compradores dos Estados Unidos, caiu para a sexta posição entre os destinos do agro americano em 2025. As vendas recuaram 66% em apenas um ano, para aproximadamente R$ 43 bilhões.

O próprio USDA associa essa retração às tarifas recíprocas e à redução das compras chinesas de soja norte-americana.

A disputa comercial entre Washington e Pequim acelerou uma mudança que já vinha ocorrendo por razões produtivas. Diante das tarifas impostas aos produtos americanos, importadores chineses aumentaram a procura por fornecedores alternativos, e o Brasil estava em posição privilegiada para atender essa demanda.

O efeito ultrapassou a soja.

O Brasil ampliou participação internacional em carnes, algodão, milho e outros produtos agropecuários e passou a disputar mercados que historicamente tinham forte presença dos Estados Unidos.

Na carne bovina, a inversão é particularmente significativa. O Brasil consolidou-se como maior exportador mundial, enquanto os Estados Unidos, pressionados pela redução de seu rebanho, aumentaram as importações para abastecer o próprio mercado.

Essa situação levou recentemente o governo norte-americano a ampliar em 300 mil toneladas a quantidade de carne bovina magra que poderá entrar no país dentro da cota com tarifa reduzida até o fim deste ano, criando uma oportunidade adicional para fornecedores como o Brasil.

Leia Também:  Preços da Soja Recuam e Devolvem Ganhos na Bolsa de Chicago

A política comercial adotada pelo governo Donald Trump acrescentou uma nova variável a essa disputa.

As tarifas impostas pelos Estados Unidos atingiram também produtos brasileiros e criaram dificuldades para cadeias que dependem mais diretamente daquele mercado. Café, carnes, suco de laranja e determinados produtos industrializados estão entre os segmentos mais expostos às decisões de Washington.

O efeito sobre o conjunto do agronegócio brasileiro, entretanto, é limitado pela diversificação dos destinos.

Em 2025, os Estados Unidos compraram aproximadamente R$ 59 bilhões em produtos do agro brasileiro, equivalentes a 6,7% das exportações do setor. A China comprou quase cinco vezes esse valor.

Essa diferença ajuda a explicar por que medidas comerciais americanas podem provocar impactos severos em determinadas cadeias sem necessariamente interromper o crescimento das exportações do agronegócio como um todo.

Também mostra por que a abertura de mercados passou a ter peso estratégico para o Brasil. Quanto maior o número de compradores disponíveis para carnes, grãos, fibras, café, frutas e produtos processados, menor a dependência de decisões comerciais tomadas por um único país.

Para o produtor rural, a aproximação dos Estados Unidos no ranking mundial não representa apenas uma disputa estatística. Mercados adicionais significam mais alternativas para escoar a produção e podem aumentar a concorrência entre compradores, especialmente nas cadeias em que o Brasil já possui grande excedente exportável.

Há, porém, um risco nessa trajetória. A crescente concentração das vendas brasileiras na China aumenta a exposição às decisões do país asiático. Quase um terço das receitas do agro brasileiro no exterior depende atualmente daquele mercado.

Por isso, o próximo passo da expansão brasileira passa não apenas por vender mais, mas por diversificar compradores e aumentar o valor agregado dos produtos exportados.

A distância para os Estados Unidos, de qualquer forma, nunca foi tão pequena. Depois de décadas perseguindo o maior exportador agrícola do mundo, o Brasil chega à segunda metade de 2026 em condições de disputar uma posição que, no início deste século, parecia muito distante.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA