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Mesmo com perspectiva de queda na safra da cana-de-açúcar, estoque é suficiente, diz Unica

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À EPTV, afiliada da TV Globo, ele disse que isso acontece porque a região de Ribeirão Preto está bem abastecida, muito por conta da safra recorde 2023/24, que termina no dia 31 de março.

“O estoque das usinas é maior do que o estoque da safra passada. Nós estamos falando de uma condição climática que pode impactar um pouco a safra desse ano, mas a expectativa é que ela continue sendo maior do que a safra, por exemplo, de 2021/22. É 2023 que, de fato, foi excepcional”, afirma.

Responsáveis por mais de 90% da produção brasileira, as indústrias da região Centro-Sul devem moer 592 milhões de toneladas de cana-de-açúcar até abril do ano que vem, de acordo com expectativas do setor.

A safra 2023/24, por sua vez, deve terminar com 656 milhões de toneladas moídas. “Foi uma safra recorde, excepcional em termos de produção. Nós devemos processar, aqui no Centro-Sul, mais de 650 milhões de toneladas de cana de açúcar”, diz Rodrigues.

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Segundo o diretor da Unica, mesmo com expectativa de queda, a safra 2024/25 continua sendo boa. “É uma safra com volume suficiente para atender todo o volume de etanol e combustível no Brasil. O preço do etanol é super convidativo. Desde o início do segundo semestre do ano passado, está muito abaixo do preço da gasolina na maior parte do mercado consumidor no estado de São Paulo. A diferença é muito grande”, observa.

Na semana passada, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Brasil (ANP) registrou diferença superior a R$ 2,20 entre etanol e gasolina. “O consumidor está optando pelo biocombustível desde o início do segundo semestre do ano passado e, especialmente agora, tem uma economia significativa na hora de abastecer”, completa.

Diminuição da produção

No começo de março, a consultoria agrícola Datagro apontou diminuição da produção de açúcar e etanol por conta da queda da safra para o próximo ano, mas reforçou que, apesar das reduções, haverá pouco impacto na oferta de produto.

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A fabricação de açúcar deve cair das 42,5 milhões de toneladas esperadas para 2023/24 para 40,4 milhões de toneladas em 2024/25. Já o etanol deve passar de 33,5 bilhões de litros na temporada que está se encerrando para 30,4 bilhões de litros na safra que começa no dia 1º de abril.

Fonte: RPANews

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtora de Manhuaçu transforma cafeicultura familiar em referência em cafés especiais nas Matas de Minas

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Diretamente das Matas de Minas para o mercado de cafés especiais, a trajetória da produtora Reinildes Raposo de Barros, de Manhuaçu (MG), é marcada por desafios, aprendizado e conquistas. À frente do Sítio Manhuaçuzinho, ela construiu, ao lado da família, um negócio sólido baseado na qualidade do café.

A propriedade foi adquirida em 1999 por Reinildes e o marido, Nilson, quando ambos atuavam como safristas. Anos depois, em 2013, a decisão de investir em uma nova variedade de café iniciou uma transformação significativa na vida da família.

Agricultura familiar sustenta produção no Sítio Manhuaçuzinho

Com 32 anos de casamento, três filhos e três netos, Reinildes conduz a produção com forte participação da família. O filho Mateus e a nora Larissa também atuam na lavoura, e todas as decisões — da colheita à comercialização — são tomadas de forma conjunta.

Esse modelo reforça a importância da agricultura familiar, predominante na região e fundamental para a sustentabilidade da atividade cafeeira nas Matas de Minas.

Entrada no mercado de cafés especiais marcou virada no negócio

A virada ocorreu em 2020, quando a família decidiu investir na produção de cafés especiais com a marca “Café da Neide”. O incentivo veio após Mateus realizar um curso de degustação.

No mesmo ano, um especialista certificado (Q-Grader) avaliou o café da família com nota 83,5. Pela classificação internacional, cafés acima de 80 pontos já são considerados especiais, abrindo espaço para um mercado mais exigente e valorizado.

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Matas de Minas é referência em cafés de alta qualidade

O Sítio Manhuaçuzinho está localizado na região das Matas de Minas, reconhecida nacionalmente pela produção de cafés de alta qualidade. A área abrange 64 municípios em meio à Mata Atlântica, no leste de Minas Gerais.

Com cerca de 275 mil hectares cultivados, a região reúne aproximadamente 36 mil produtores e gera cerca de 75 mil empregos diretos e 156 mil indiretos durante o período de colheita.

Desafios na comercialização e fortalecimento via associativismo

Apesar da qualidade do produto, o início da comercialização foi desafiador, com diversas negativas no processo de inserção no mercado de cafés especiais.

A mudança ocorreu por meio de conexões estratégicas. Reinildes passou a integrar a Associação de Mulheres do Café das Matas de Minas e Caparaó, ampliando sua visão sobre o setor e identificando novas oportunidades. Atualmente, ela também faz parte da diretoria da entidade.

Premiações consolidam reconhecimento do “Café da Neide”

A dedicação da família passou a ser reconhecida em concursos. Reinildes conquistou o segundo lugar em sua primeira participação em uma competição regional e, posteriormente, alcançou o terceiro lugar.

Em 2023, o “Café da Neide” ganhou destaque nacional ao conquistar a 11ª colocação na 6ª edição do Concurso 3 Corações Florada Premiada, na categoria Melhores Cafés Arábicas Via Seca, com nota 87,56.

Tecnologia e capacitação elevam padrão de produção

A participação em feiras e eventos, com apoio do Sebrae Minas, foi fundamental para ampliar o conhecimento e a visibilidade da marca. A produtora esteve presente em iniciativas no Rio de Janeiro, Curitiba e na Semana Internacional do Café, em Belo Horizonte.

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Após essas experiências, Reinildes passou a realizar degustações na própria comunidade, incentivando outros produtores a investirem em cafés especiais.

Em 2025, a família enfrentou desafios relacionados à perda de qualidade do café, o que impactou a participação em concursos. A solução foi o investimento em tecnologia, com a aquisição de um secador que substituiu o método tradicional de secagem em terreiro de cimento, garantindo mais controle no pós-colheita.

Certificação e expansão marcam nova fase do negócio

O “Café da Neide” avançou ainda na profissionalização, com a reformulação da marca e a certificação pelo programa Certifica Minas, que assegura padrões de qualidade e sustentabilidade.

Os próximos passos incluem a participação no projeto Central de Negócios, em parceria com o Sebrae, com foco na ampliação da comercialização e no fortalecimento da produção.

Empreendedorismo rural com propósito e persistência

Para quem deseja iniciar no empreendedorismo rural, Reinildes reforça a importância da persistência e da busca constante por conhecimento.

“Não desista, por mais difícil que pareça, e procure sempre aprender mais sobre sua área de atuação”, destaca.

A trajetória da produtora evidencia como dedicação, inovação e apoio técnico podem transformar a cafeicultura familiar em um negócio competitivo no mercado de cafés especiais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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