AGRONEGÓCIO

Mercosul Se Consolida como Líder nas Exportações Globais de Soja

Publicado em

A produção de soja no Mercosul segue em expansão e, atualmente, o bloco já responde por 56% do fornecimento global da oleaginosa. De acordo com o Informativo Mensal Céleres®, a projeção para a temporada 2024/25 é que o Mercosul exporte aproximadamente 121,7 milhões de toneladas de soja, alcançando 67% das exportações globais do produto.

Esse crescimento na produção está sendo impulsionado por fatores como a ampliação da área cultivada tanto no Brasil quanto na Argentina. No Brasil, a área plantada deve atingir um recorde de 47 milhões de hectares, com uma produção estimada em 170,1 milhões de toneladas, apesar da queda nos preços no mercado. A Argentina, por sua vez, deverá incrementar sua área plantada em 400 mil hectares, beneficiada pela desvalorização cambial, o que torna a produção mais competitiva, com expectativa de uma colheita de 52,6 milhões de toneladas.

O cenário climático, que se apresenta de neutralidade, é outro fator que contribui para a estabilidade na produção, proporcionando boas condições para a colheita de soja em 2025. Com a ampliação da produção na América do Sul, somada a uma safra robusta nos Estados Unidos, os estoques globais de soja devem atingir níveis recordes. Esse aumento na oferta, por sua vez, exerce pressão baixista sobre os preços da commodity no mercado internacional.

Leia Também:  Oferta restrita impulsiona alta nos preços da manga no Vale do São Francisco

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

Published

on

Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

Leia Também:  Cuiabá tem previsão de déficit de R$ 364 milhões no orçamento para 2026

Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

Leia Também:  Safra recorde de soja contrasta com queda nas margens e pressiona produtores no Brasil

Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA