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Safra recorde de soja contrasta com queda nas margens e pressiona produtores no Brasil

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Produção recorde esconde cenário econômico desafiador

A safra brasileira de soja 2025/26 caminha para atingir um novo recorde de produção, mas o avanço expressivo no volume colhido contrasta com um ambiente econômico mais desafiador para os produtores.

De acordo com análise da pesquisadora Joana Colussi, do Purdue Center for Commercial Agriculture, o Brasil deve alcançar 6,5 bilhões de bushels na temporada. Apesar disso, as margens de lucro tendem a atingir o menor nível em quase duas décadas.

Custos elevados e preços mais baixos comprimem a rentabilidade

O aumento da produção ocorre em meio a uma combinação de fatores negativos para a rentabilidade. Entre eles estão a queda nos preços da soja, o enfraquecimento dos prêmios de exportação e a manutenção de custos elevados.

No Mato Grosso, principal polo produtor do país, os custos de produção vêm crescendo de forma consistente ao longo dos últimos anos, com aceleração mais intensa a partir da safra 2021/22.

O principal fator de pressão é o encarecimento dos fertilizantes. Como o Brasil depende de importações para cerca de 85% desses insumos, a valorização do dólar tem impacto direto sobre os custos, aumentando a vulnerabilidade do produtor às oscilações cambiais.

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Receitas mais voláteis reduzem margem de lucro

Enquanto os custos seguem elevados, as receitas têm apresentado maior volatilidade, acompanhando as oscilações do mercado internacional de commodities.

Após atingirem picos durante períodos de forte valorização global, os preços voltaram a recuar, estreitando a diferença entre receitas e despesas. Como consequência, o lucro por acre, que alcançou níveis elevados durante a pandemia, segue em queda e pode atingir cerca de US$ 10 por acre na atual safra.

Expansão da produção pode perder ritmo nos próximos anos

Segundo projeções da Companhia Nacional de Abastecimento, a produção brasileira deve crescer cerca de 4% na safra 2025/26, impulsionada por uma área plantada recorde e boa produtividade média.

Apesar disso, o ambiente econômico menos favorável tende a desacelerar a expansão da área cultivada, que vinha em crescimento contínuo desde o início dos anos 2000.

Demanda global mais moderada influencia o cenário

A desaceleração também reflete sinais de moderação na demanda global, especialmente por parte da China, principal importadora da soja brasileira.

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Com margens mais apertadas e menor dinamismo do mercado internacional, o ritmo de crescimento da produção brasileira pode perder força nos próximos anos.

Impactos podem alcançar o mercado global

A combinação de custos elevados, preços mais baixos e demanda internacional mais contida tende a influenciar não apenas o setor produtivo nacional, mas também a dinâmica global de oferta e preços.

Mesmo com uma safra recorde, o cenário indica um período de maior cautela para o agronegócio, em que eficiência operacional e gestão de custos serão determinantes para a sustentabilidade dos produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safrinha de milho avança no Centro-Sul e produção brasileira deve se aproximar de 140 milhões de toneladas

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A colheita da segunda safra de milho 2026 segue avançando no Centro-Sul do Brasil e alcançou 4,4% da área cultivada até o início de junho, segundo levantamento da AgRural. O índice representa um avanço significativo em relação aos 2,4% registrados na semana anterior e supera o percentual de 1,9% observado no mesmo período da safra passada.

O desempenho dos trabalhos é liderado por Mato Grosso, principal produtor nacional do cereal, onde as condições de campo têm favorecido o avanço das colheitadeiras. Enquanto isso, Paraná e Mato Grosso do Sul começam a ganhar participação na colheita, embora em ritmos distintos.

Mato Grosso lidera colheita da safrinha

O estado de Mato Grosso continua puxando o ritmo da colheita nacional. Beneficiado pelo bom desenvolvimento das lavouras e pelas condições climáticas mais favoráveis, o estado apresenta perspectivas de produtividade acima da média e deve novamente responder por uma parcela importante da produção brasileira de milho.

No Paraná, segundo maior produtor da safrinha, os trabalhos ainda avançam lentamente devido aos elevados níveis de umidade nas áreas produtoras, o que dificulta a entrada das máquinas no campo.

Já em Mato Grosso do Sul, a colheita começou em áreas isoladas, marcando o início dos trabalhos no estado e ampliando a participação da região Centro-Oeste na oferta nacional do cereal.

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Estiagem reduz potencial em alguns estados

Apesar do bom desempenho observado em Mato Grosso, a revisão mais recente da AgRural trouxe ajustes negativos para algumas regiões produtoras.

A consultoria reduziu suas estimativas para Goiás, Minas Gerais e São Paulo em razão da estiagem registrada durante fases importantes do desenvolvimento das lavouras. A falta de chuvas comprometeu parte do potencial produtivo nesses estados, limitando os ganhos esperados para a temporada.

Mesmo assim, as perdas foram parcialmente compensadas pelos excelentes resultados projetados para outras áreas do Centro-Sul, especialmente em Mato Grosso, onde as produtividades seguem surpreendendo positivamente.

Produção da safrinha permanece acima de 108 milhões de toneladas

Após a revisão de maio, a estimativa da AgRural para a produção da safrinha 2026 passou para 108,2 milhões de toneladas, uma redução de apenas 900 mil toneladas em comparação com a projeção anterior.

O ajuste é considerado relativamente pequeno diante das dificuldades climáticas enfrentadas em algumas regiões e reforça o cenário de ampla oferta para o mercado interno e para as exportações brasileiras.

Brasil caminha para uma safra recorde de milho

Somando os volumes previstos para a primeira, segunda e terceira safras, a produção total de milho do Brasil na temporada 2025/26 deverá atingir 139,9 milhões de toneladas.

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O número representa crescimento em relação à estimativa anterior, de 138,9 milhões de toneladas, e um salto expressivo frente às 113,2 milhões de toneladas colhidas na safra 2024/25.

Caso o potencial produtivo seja confirmado, o país consolidará uma das maiores colheitas de milho de sua história, fortalecendo sua posição entre os principais exportadores globais do cereal.

Mercado acompanha avanço da oferta

Com a intensificação da colheita nas próximas semanas, o mercado passa a monitorar o impacto do aumento da oferta sobre os preços internos. Além disso, o comportamento das exportações, a demanda da indústria de etanol de milho e o consumo do setor de proteína animal serão fatores decisivos para a formação dos preços no segundo semestre.

A expectativa do setor é de que a entrada gradual da nova safra amplie a disponibilidade do cereal no mercado brasileiro, mantendo o país em posição estratégica para atender tanto o consumo doméstico quanto a demanda internacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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