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Mercados recuam após novas tarifas de Trump e à espera da decisão do Fed

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Os índices futuros das bolsas de Nova York abriram em queda nesta segunda-feira (5), refletindo a inquietação dos investidores diante de novas tarifas anunciadas pelo ex-presidente Donald Trump e das expectativas em torno da próxima decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed). A nova rodada de tensões comerciais reacendeu os temores de uma guerra tarifária global, enquanto o mercado tenta prever os próximos passos da autoridade monetária dos Estados Unidos diante de sinais de desaceleração econômica.

Novas tarifas geram incertezas no mercado

No domingo (4), Trump anunciou a imposição de uma tarifa de 100% sobre filmes produzidos fora dos Estados Unidos. A medida, no entanto, foi apresentada sem detalhes sobre sua implementação, o que gerou apreensão entre investidores e empresas do setor de entretenimento.

Com isso, grandes produtoras que realizam filmagens internacionais registraram perdas nas negociações pré-mercado. A Netflix, por exemplo, recuava 3,3%. Já as ações da Walt Disney e da Warner Bros Discovery caíam 1,5% e 2,7%, respectivamente.

Futuros de Wall Street operam em baixa

O anúncio das tarifas pressionou os principais contratos futuros dos índices norte-americanos. Por volta da manhã desta segunda-feira:

  • O futuro do S&P 500 registrava queda de 0,78%,
  • O contrato futuro do Nasdaq 100 caía 0,94%,
  • O futuro do Dow Jones recuava 0,63%.
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A reação negativa ocorre após uma semana marcada por certo alívio nas tensões comerciais entre Estados Unidos e China, que haviam impulsionado os mercados globalmente.

S&P 500 teve sequência histórica de ganhos

Na última sexta-feira (2), o índice S&P 500 encerrou sua nona sessão consecutiva de valorização, algo que não ocorria desde 2004. A série positiva refletia o otimismo do mercado com uma possível trégua comercial e a expectativa de manutenção da taxa de juros pelo Fed.

No entanto, a retomada de uma retórica protecionista por parte de Trump pode inverter essa tendência, trazendo maior volatilidade aos mercados nos próximos dias.

Fed deve manter juros estáveis, mas sinalizações serão decisivas

Com a reunião do Federal Reserve agendada para esta semana, os investidores estão atentos não apenas à decisão sobre a taxa de juros — que deverá ser mantida no patamar atual —, mas também aos pronunciamentos dos dirigentes da instituição, que podem oferecer pistas sobre os rumos da política monetária nos próximos meses.

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Em meio aos impactos tarifários e à desaceleração econômica, a expectativa é de que o Fed adote uma postura mais cautelosa quanto a futuros cortes nos juros.

Economia dos EUA mostra sinais de retração

Dados divulgados na semana passada indicaram que o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos se contraiu no primeiro trimestre de 2025 — o primeiro recuo desde 2022. Segundo analistas, a retração foi influenciada por uma corrida das empresas para importar mercadorias antes que novas tarifas entrassem em vigor, o que evidencia o impacto imediato da política comercial no desempenho da maior economia do mundo.

Expectativas de cortes de juros aumentam

De acordo com dados compilados pela LSEG, os operadores do mercado já precificam um corte de 25 pontos-base na taxa de juros até julho. Além disso, as projeções indicam um total de 81 pontos-base em reduções até o final de 2025, refletindo a percepção de que o Fed poderá adotar medidas de estímulo diante do enfraquecimento da atividade econômica.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do cacau segue elevado e mantém pressão sobre o chocolate, apesar da queda nas cotações internacionais

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O mercado internacional do cacau apresenta sinais de acomodação após meses de intensa volatilidade, mas os preços continuam em um patamar elevado que mantém a pressão sobre toda a cadeia produtiva do chocolate. Mesmo com a recente correção nas bolsas internacionais, a commodity permanece acima de US$ 5 mil por tonelada, cenário que dificulta uma redução significativa dos custos para a indústria e, consequentemente, para o consumidor.

Dados da Organização Internacional do Cacau (ICCO) mostram que o preço diário da commodity foi de US$ 5.169,23 por tonelada em 1º de julho de 2026, recuando para US$ 5.116,52 por tonelada no dia seguinte. Nos contratos futuros negociados em Nova York, as cotações ficaram em US$ 5.178,33 e US$ 5.141,67 por tonelada, respectivamente. Já em Londres, os contratos encerraram os dias em £ 3.883,00 e £ 3.811,33 por tonelada.

Novo patamar de preços preocupa a indústria

Embora os valores estejam abaixo dos picos registrados recentemente, o mercado avalia que o cacau entrou em um novo nível de preços, significativamente superior ao observado em anos anteriores.

Para a indústria de chocolates e derivados, o principal desafio deixou de ser apenas a volatilidade diária e passou a ser o elevado custo estrutural da matéria-prima. Esse cenário reduz a margem das empresas, limita promoções e mantém pressionados os preços de produtos como chocolates em barra, bombons, coberturas, achocolatados e itens utilizados pela confeitaria.

Mercado brasileiro acompanha cenário externo

No Brasil, as cotações também permanecem firmes, refletindo tanto o comportamento das bolsas internacionais quanto fatores internos, como logística, disponibilidade de produto, qualidade das amêndoas e variações cambiais.

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Em 3 de julho de 2026, o cacau era comercializado a:

  • R$ 305,00 por arroba na Bahia;
  • R$ 1.220,00 por saca de 60 kg no Espírito Santo;
  • R$ 19,00 por quilo no Pará.

Na equivalência por peso, tanto a arroba negociada na Bahia quanto a saca comercializada no Espírito Santo correspondem a aproximadamente R$ 20,33 por quilo, enquanto no Pará a referência permaneceu em R$ 19,00/kg.

Apesar da estabilidade recente, os preços ainda refletem um mercado sensível às oscilações internacionais e ao comportamento do câmbio.

Correção recente não altera cenário de custos elevados

Na comparação com o final de junho, houve uma leve retração nas cotações nacionais.

No dia 26 de junho, as referências eram de R$ 320,00 por arroba na Bahia, R$ 1.280,00 por saca no Espírito Santo e R$ 21,00 por quilo no Pará.

Com isso, a redução foi de aproximadamente 4,7% na Bahia e no Espírito Santo e de cerca de 9,5% no Pará.

Apesar desse movimento, especialistas avaliam que a correção ainda é insuficiente para provocar mudanças relevantes na estrutura de custos da indústria.

Consumidor ainda não sente redução nos preços

Mesmo quando ocorre uma queda nas cotações do cacau, o impacto sobre o preço do chocolate costuma demorar a chegar ao varejo.

Isso acontece porque as indústrias trabalham com contratos antecipados, estoques já adquiridos e estratégias graduais de repasse de custos. Em muitos casos, o ajuste ocorre não apenas por meio do aumento do preço final, mas também pela redução do peso das embalagens, alterações nas formulações ou diminuição das margens de lucro.

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Dessa forma, oscilações pontuais da commodity dificilmente resultam em redução imediata dos preços encontrados pelo consumidor nos supermercados.

Cadeia produtiva vive desafios distintos

Enquanto os preços elevados favorecem a rentabilidade dos produtores, estimulando investimentos em renovação de lavouras, manejo e controle fitossanitário, o cenário representa um desafio para a indústria, que precisa ampliar o capital destinado à compra da matéria-prima.

Para o consumidor, os reflexos aparecem em uma categoria que deixou de ser predominantemente sazonal e passou a fazer parte do consumo cotidiano, aumentando o peso dos produtos derivados do cacau no orçamento das famílias.

Perspectivas para os próximos meses

O comportamento do mercado dependerá da evolução da oferta global e das condições climáticas nas principais regiões produtoras, além do câmbio e da demanda internacional.

Caso as cotações permaneçam acima de US$ 5 mil por tonelada, o espaço para uma queda significativa no preço do chocolate continuará limitado. Para que o consumidor perceba um alívio consistente, será necessária uma combinação de maior oferta mundial, recomposição dos estoques, estabilidade cambial e redução dos custos industriais.

Embora o mercado tenha deixado para trás o período mais agudo de volatilidade, o cacau ainda permanece distante de um cenário considerado confortável, mantendo a pressão sobre toda a cadeia do chocolate.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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