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Atualização do Programa Nacional de Prevenção e Controle ao HLB dos Citros: Consulta Pública Abre Prazo para Sugestões

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A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) informa que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) iniciou uma consulta pública para atualizar o Programa Nacional de Prevenção e Controle ao Huanglongbing (HLB), também conhecido como Greening. A proposta de Portaria, publicada no Diário Oficial da União em 19 de julho de 2024 (Portaria SDA/Mapa nº 1.148/2024), estabelece um prazo de 60 dias para a apresentação de sugestões tecnicamente fundamentadas.

O objetivo do Programa Nacional de Prevenção e Controle ao HLB (PNCHLB) é fortalecer o sistema de produção agrícola que hospeda as pragas Candidatus Liberibacter americanus e Candidatus Liberibacter asiaticus. A nova proposta sugere diversas alterações, incluindo a ampliação das atribuições dos Órgãos Estaduais de Defesa Sanitária Vegetal (OEDSV), como a Agrodefesa em Goiás. Entre as responsabilidades adicionais previstas, estão a normatização complementar sobre o PNCHLB, a definição de procedimentos operacionais estaduais e a articulação com instâncias locais para a execução do programa.

A proposta também inclui a inclusão de ações voltadas para plantas de murta-dos-jardins (Murraya paniculata), que podem ser infectadas pelo HLB e atuar como novos vetores da doença. Além disso, a proposta prevê a remoção da limitação de idade para a destruição de pomares contaminados, permitindo a eliminação de pomares de qualquer idade após a contaminação, ao contrário da regra atual que restringe a destruição a pomares com até oito anos de plantio.

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José Ricardo Caixeta Ramos, presidente da Agrodefesa, ressalta a importância da participação dos produtores rurais e das instituições agropecuárias no processo de consulta pública: “É fundamental que nossos produtores e instituições ligadas ao agro no Estado contribuam com sugestões para aprimorar nossas ações de enfrentamento e prevenção ao HLB.”

O projeto para avaliação está disponível no site do Ministério da Agricultura e Pecuária, no link Consulta Pública, na seção Acesso à Informação, menu Participação Social, submenu Consultas Públicas. As sugestões devem ser enviadas através do Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman), acessível em Sisman com login e senha.

As sugestões serão avaliadas com base na conformidade com a legislação, relevância e impacto positivo na efetividade do Programa de Prevenção e Controle. Daniela Rézio, gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, destaca: “Acreditamos que as adequações propostas fortalecerão as ações em Goiás e em outros estados. O HLB causa grandes prejuízos às lavouras de citros em todo o mundo, e a ampliação das medidas é essencial para enfrentar a doença, que já está presente em grande parte do país.”

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O HLB, causado pela bactéria Candidatus Liberibacter spp. e transmitido pelo psilídeo Diaphorina citri, é uma das piores doenças dos citros devido à sua rápida propagação e falta de tratamento. Desde sua detecção no Brasil em 2004, a doença tem provocado severas perdas nas culturas de citros, especialmente em São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Os sintomas incluem folhas mosqueadas e amareladas, desfolha, secagem e morte de ramos, além de frutos deformados e pequenos, sementes abortadas e malformadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

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As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
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Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
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O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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