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Baculovírus impulsionam controle biológico com expansão de 250% no Brasil

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A adoção de produtos biológicos à base de baculovírus no Brasil registrou um crescimento significativo nos últimos dois anos. De acordo com a LIFE Biological Control, empresa brasileira pioneira na produção desses bioinseticidas, a área tratada passou de 2 milhões de hectares entre 2022 e 2024, impulsionada pela maior pressão de lagartas, especialmente na cultura do milho, e pela busca por soluções agrícolas mais sustentáveis.

Eficiência e sustentabilidade no combate às lagartas

Cristiane Tibola, CEO da LIFE Biological Control e doutora em Entomologia pela ESALQ/USP, destaca que o aumento da adesão aos baculovírus reflete a mudança na mentalidade dos produtores rurais. “Os baculovírus oferecem controle eficiente de lagartas, aumento na produtividade e redução no uso de químicos, promovendo mais segurança para o meio ambiente e para as pessoas”, explica.

Além de serem altamente tecnológicos e seletivos, esses produtos atendem a uma demanda crescente por alternativas sustentáveis no combate às pragas agrícolas, como a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), principal ameaça à cultura do milho. Segundo a Embrapa, essa praga pode reduzir a produção em mais de 50%, reforçando a necessidade de soluções eficazes.

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Expansão do mercado e novos lançamentos

A LIFE Biological Control já alcança grandes culturas como milho, soja, algodão e hortaliças, com destaque para o milho, onde a área tratada com seus produtos cresceu 250% em dois anos. Estados como Mato Grosso, Minas Gerais e Bahia lideram esse avanço.

A empresa projeta um crescimento ainda mais acelerado, com a meta de expandir sua cobertura para 10 milhões de hectares até 2026. “Estamos investindo fortemente em pesquisa e produção para atender à crescente demanda por controle biológico”, afirma Tibola.

Um dos principais lançamentos da LIFE, o Destroyer Sf, foi desenvolvido em parceria com a Embrapa Milho e Sorgo. Esse bioinseticida utiliza um baculovírus que infecta e elimina as lagartas sem oferecer riscos à saúde humana ou ao meio ambiente. Estudos da Embrapa mostram que o produto pode alcançar uma eficiência superior a 80% no controle de pragas, dependendo das condições climáticas e da densidade populacional.

Como funcionam os baculovírus?

Os baculovírus são vírus específicos que infectam insetos, em especial lagartas. O ciclo de infecção começa quando a praga consome folhas contaminadas com partículas virais. No corpo do inseto, o vírus se multiplica, destruindo suas células e interrompendo rapidamente sua alimentação. Em poucos dias, a lagarta infectada morre, liberando o vírus no ambiente e iniciando um novo ciclo de controle natural.

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Com tecnologia de ponta, sustentabilidade e eficiência comprovada, os baculovírus prometem transformar o controle de pragas no Brasil, tornando-se uma solução cada vez mais indispensável no manejo agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embrapa lança projeto estratégico para acelerar transição energética e ampliar produção de biocombustíveis no Brasil

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária deu início a um projeto estratégico voltado à aceleração da transição energética no agronegócio brasileiro. Batizada de Bioinova, a iniciativa integra cinco unidades de pesquisa da estatal para desenvolver tecnologias capazes de transformar biomassa e resíduos agroindustriais em combustíveis renováveis, bioenergia e insumos de base biológica.

Com investimento de R$ 14 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos, o projeto terá duração de três anos e prevê dez metas voltadas à produção sustentável de energia, redução de emissões e fortalecimento da competitividade da agricultura brasileira no cenário global de baixo carbono.

Participam da iniciativa a Embrapa Agroenergia, Embrapa Agroindústria Tropical, Embrapa Milho e Sorgo, Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e a Embrapa Trigo.

Projeto aposta em economia circular e biorrefinarias tropicais

Segundo a Embrapa, o Bioinova foi estruturado para acelerar soluções integradas de descarbonização da economia a partir da agricultura. O foco está no aproveitamento de resíduos agroindustriais para geração de novos combustíveis e bioprodutos com menor impacto ambiental.

O chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Agroenergia, Bruno Laviola, afirma que o projeto busca ampliar a capacidade científica e tecnológica da instituição em áreas consideradas estratégicas para o futuro energético do país.

Entre as rotas tecnológicas prioritárias estão o desenvolvimento de combustível sustentável de aviação (SAF), biohidrogênio, biometano, etanol de novas matérias-primas e bioinsumos agrícolas.

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A proposta também incorpora conceitos de economia circular em biorrefinarias tropicais, utilizando resíduos gerados na cadeia de biocombustíveis para reduzir emissões e aumentar a sustentabilidade dos processos produtivos.

Bioinova terá foco em SAF, biohidrogênio e novas matérias-primas

O projeto atuará em diferentes frentes tecnológicas para ampliar a oferta de matérias-primas renováveis e acelerar processos industriais ligados à bioenergia.

Entre as principais metas previstas estão:

  • Desenvolvimento de canola tropical adaptada às condições brasileiras para produção de biodiesel, diesel renovável e SAF;
  • Produção de bioinsumos a partir de resíduos agroindustriais;
  • Desenvolvimento de microbiomas semiartificiais voltados à produção sustentável de biomassa em áreas sujeitas à seca e salinidade;
  • Criação de compostos derivados de lignina para uso agrícola;
  • Novos processos para produção de etanol a partir de matérias-primas amiláceas;
  • Produção de biohidrogênio e biometano via biodigestão;
  • Desenvolvimento de hidrocarbonetos renováveis para combustível sustentável de aviação;
  • Modelagens de sustentabilidade ambiental e econômica das tecnologias;
  • Uso de inteligência artificial e biotecnologia avançada em culturas energéticas;
  • Desenvolvimento de extratos biocidas para controle de nematoides em cultivos voltados à bioenergia.

O pesquisador Guy de Capdeville, líder do Bioinova, destaca que a iniciativa foi concebida para conectar o campo às novas rotas tecnológicas da bioeconomia e dos combustíveis renováveis.

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Modernização da infraestrutura e contratação de pesquisadores

Além das entregas técnicas, o Bioinova prevê forte modernização da infraestrutura de pesquisa da Embrapa, incluindo aquisição de equipamentos estratégicos, ampliação da capacidade analítica e fortalecimento das estruturas multiusuárias.

O projeto também prevê contratação de aproximadamente 30 profissionais entre pesquisadores, cientistas, estudantes de graduação e pós-graduação.

Segundo a Embrapa, os investimentos em infraestrutura e manutenção serão fundamentais para acelerar o desenvolvimento tecnológico e ampliar a conexão entre pesquisa científica e setor produtivo.

Agricultura ganha protagonismo na transição energética

A expectativa da Embrapa é ampliar significativamente o portfólio nacional de soluções em biocombustíveis avançados, biogás, biometano, bioinsumos e matérias-primas renováveis.

Além de contribuir para a descarbonização das cadeias agroindustriais, o projeto busca fortalecer a segurança energética, ampliar a competitividade brasileira em mercados de baixo carbono e fornecer suporte técnico para formulação de políticas públicas ligadas à transição energética.

Ao final dos três anos, a instituição pretende entregar tecnologias validadas com análises completas de desempenho, sustentabilidade ambiental, viabilidade econômica e impactos de ciclo de vida, fortalecendo o papel da agricultura brasileira como fornecedora estratégica de energia renovável e soluções de baixo carbono.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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