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Mercados globais sobem com Nikkei e bolsas europeias, enquanto Ibovespa recua e dólar avança no Brasil

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Nikkei lidera alta em mercados internacionais

Os principais índices acionários globais operaram em alta nesta quarta-feira (18), impulsionados pelo desempenho do Nikkei 225, que avançou cerca de 1%, cotado próximo de 57.131 pontos. O movimento positivo reflete otimismo com projetos de investimento no Japão e indicadores econômicos favoráveis.

Na Europa, bolsas como o DAX e o FTSE 100 registraram ganhos superiores a 0,5%, apoiadas por setores estratégicos e ajustes após recentes quedas. Nos Estados Unidos, os futuros de índices como Dow Jones e S&P 500 mostram alta moderada, sinalizando recuperação gradual do sentimento do investidor.

Ibovespa registra recuo em meio à cautela

Diferentemente do desempenho global, o Ibovespa, principal índice da B3, apresentou leve queda nesta quarta-feira, oscilando em torno de 186.464 pontos, com recuo de aproximadamente 0,7%. A desvalorização reflete a cautela dos investidores frente à volatilidade internacional e ao comportamento dos mercados de commodities.

Analistas destacam que o mercado brasileiro sofre pressão devido a ajustes técnicos nos mercados externos e à busca por ativos mais seguros em momentos de incerteza econômica global.

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Dólar comercial segue valorizado no Brasil

No mercado cambial, o dólar comercial apresentou alta frente ao real, cotado próximo a R$ 5,23, mantendo tendência de valorização em função da volatilidade global e da demanda por proteção cambial.

O fortalecimento da moeda norte-americana também é influenciado pelas expectativas em relação à política monetária do Federal Reserve e às decisões de juros nos Estados Unidos, que impactam o diferencial de taxas e atraem capital para ativos em dólar.

Cenário global reforça volatilidade nos investimentos

Especialistas apontam que, apesar das altas em bolsas internacionais, o cenário permanece incerto. Setores como tecnologia e commodities apresentam movimentos assimétricos, e investidores seguem atentos a fatores econômicos e políticos globais que podem alterar rapidamente o humor do mercado.

O momento exige cautela, com monitoramento constante das decisões de bancos centrais, indicadores macroeconômicos e fluxos de capitais internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pressão sobre preços nos EUA abre nova oportunidade para o agronegócio brasileiro

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A escalada do custo dos alimentos e dos combustíveis nos Estados Unidos começa a produzir uma mudança que pode favorecer o agronegócio brasileiro. Pressionado pela inflação e pela proximidade das eleições legislativas de novembro, o governo de Donald Trump passou a adotar medidas para ampliar a oferta de produtos e tentar reduzir preços ao consumidor. Na carne bovina, a decisão já abre uma nova janela para exportadores do Brasil.

Trump autorizou nesta semana a entrada adicional de 300 mil toneladas de carne bovina magra pelas condições mais favoráveis da cota tarifária americana. O volume será dividido em três parcelas de 100 mil toneladas, entre setembro e novembro, e ficará disponível para países enquadrados na categoria de “outros países ou áreas”, na qual o Brasil disputa espaço com outros fornecedores.

A mudança é relevante porque a cota compartilhada à qual a carne brasileira tem acesso normalmente é preenchida rapidamente. Depois de esgotado o limite, os embarques passam a enfrentar uma tarifa extra-cota de 26,4%, reduzindo a competitividade do produto.

Com a ampliação temporária, abre-se espaço para que mais carne brasileira chegue ao mercado norte-americano sem essa tarifa adicional. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) considera a medida uma oportunidade comercial, embora ressalte que o Brasil terá de disputar o novo volume com outros países habilitados.

O momento é particularmente favorável porque os Estados Unidos enfrentam falta de animais. O rebanho bovino americano caiu para o menor nível em cerca de 75 anos, depois de anos de seca, custos elevados e redução do número de matrizes. Como a recomposição do plantel leva tempo, aumentar as importações tornou-se uma das alternativas de curto prazo para ampliar a oferta.

O Brasil chega a essa abertura em posição importante. Entre janeiro e julho deste ano, os Estados Unidos compraram 233,8 mil toneladas de carne bovina brasileira, 17,1% mais que no mesmo período de 2025, tornando-se o segundo maior destino do produto nacional.

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No total, o Brasil exportou 1,97 milhão de toneladas de carne bovina nos primeiros sete meses de 2026, crescimento de 9,9%. A China continua como principal compradora, mas a abertura de espaço adicional nos Estados Unidos ganha importância justamente porque permite ao setor reduzir a dependência do mercado chinês.

Para o pecuarista brasileiro, uma demanda externa maior significa mais competição pela matéria-prima dentro do País. O efeito sobre a arroba não é automático, mas novos canais de exportação tendem a ampliar as alternativas comerciais dos frigoríficos e, principalmente em períodos de oferta mais ajustada de animais, podem contribuir para dar sustentação aos preços pagos pelo boi.

Combustível entra na mesma pressão

A carne não é o único produto que levou o governo americano a buscar alternativas para aumentar a oferta. A guerra contra o Irã elevou fortemente os preços do petróleo e levou a gasolina comum nos Estados Unidos para acima de US$ 4 por galão, cerca de US$ 1 a mais que há um ano.

Trump deve se reunir na próxima semana com representantes de refinarias e grandes redes de combustíveis para discutir formas de reduzir o preço nas bombas. O petróleo chegou a superar US$ 110 por barril durante o conflito, principalmente depois das restrições ao tráfego pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passava aproximadamente 20% do petróleo mundial.

Nesta sexta-feira (28), as cotações internacionais recuavam e caminhavam para encerrar a semana em queda, acompanhando a retomada parcial do fluxo de navios pela região. Ainda assim, o petróleo permanece bem acima dos níveis anteriores à guerra.

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A situação colocou também os biocombustíveis no centro da disputa. Os Estados Unidos possuem uma das maiores indústrias de etanol do mundo e adotaram neste ano metas recordes de incorporação de combustíveis renováveis. Ao mesmo tempo, refinarias pressionam por dispensas que reduziriam temporariamente suas obrigações de mistura.

O governo Trump discute justamente como aliviar os custos das refinarias sem prejudicar agricultores e produtores de biocombustíveis. Uma das possibilidades avaliadas é compensar eventuais dispensas concedidas agora com aumento das metas de combustíveis renováveis em 2027.

Para o Brasil, maior utilização de etanol nos Estados Unidos seria positiva para o mercado internacional, mas ainda não há uma decisão que permita afirmar que haverá aumento das compras do produto brasileiro. Ao contrário da carne bovina, portanto, a oportunidade para o etanol ainda é potencial.

O ponto em comum entre os dois mercados está na mudança de prioridade em Washington. Com alimentos e combustíveis mais caros pressionando o orçamento das famílias, o governo americano passou a procurar rapidamente formas de aumentar a oferta e reduzir custos.

Na carne, essa necessidade já derrubou parcialmente uma barreira que limitava o acesso ao maior mercado consumidor do mundo. Para o Brasil, que já é o maior exportador global de carne bovina e tem capacidade para ampliar embarques, a crise de preços americana pode se transformar em uma oportunidade adicional para pecuaristas e frigoríficos nos últimos meses de 2026.

Fonte: Pensar Agro

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