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Exportações do agronegócio brasileiro caem 3,6% em junho, mas mantêm estabilidade no primeiro semestre

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As exportações do agronegócio do Brasil totalizaram US$ 14,6 bilhões em junho, registrando uma queda de 3,6% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. A redução foi impulsionada principalmente pela queda nos embarques de soja e seus derivados, além da receita menor na carne de frango, informou o Ministério da Agricultura nesta sexta-feira (12).

Complexo soja sofre queda de quase 13%

O complexo soja — que inclui grão, farelo e óleo — teve exportações de US$ 6,2 bilhões, o que representa uma redução anual de quase 13%. O resultado reflete uma combinação de preços internacionais mais baixos e volumes de vendas menores no mercado externo.

Carne de frango registra queda de 21%

As exportações de carne de frango somaram US$ 615 milhões, queda de 21% em relação a junho do ano passado. O recuo está ligado ao impacto de um episódio de gripe aviária, que já está encerrado, mas afetou temporariamente as vendas internacionais do produto.

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Reduções também em açúcar e produtos florestais

Além da soja e frango, junho registrou retração nas exportações de açúcar e produtos florestais, refletindo desafios em seus mercados específicos no período.

Carne bovina e café puxam alta nas exportações

Em contrapartida, a carne bovina teve um desempenho forte, com exportações atingindo US$ 1,4 bilhão, enquanto o café alcançou cerca de US$ 1 bilhão, apresentando altas expressivas que ajudaram a equilibrar o desempenho do setor.

Primeiro semestre mostra estabilidade nas exportações do agronegócio

No acumulado do primeiro semestre de 2025, o agronegócio brasileiro exportou US$ 82 bilhões, mantendo-se praticamente estável em relação ao mesmo período do ano anterior, com leve queda de 0,2%.

O Ministério da Agricultura ressaltou que, apesar da redução nos preços internacionais, o setor manteve sua importância na balança comercial do país, respondendo por 49,5% do total das exportações brasileiras no semestre.

Compensações entre produtos equilibram receita no semestre

As altas nas vendas de carne bovina e café contribuíram para compensar as perdas do complexo soja, que sofreu queda superior a 10% nos preços. Isso ocorreu mesmo diante de uma safra recorde no Brasil, o maior produtor e exportador global desses produtos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Cuiabá mantém cenário de normalidade para meningite e reforça vacinação na rede municipal

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, divulgou nesta quinta-feira (30) a Nota Informativa nº 02/2026 com o panorama da meningite na capital. O documento, elaborado pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), indica que o município segue em situação de normalidade epidemiológica, apesar da confirmação de casos e óbitos neste ano.

Até abril de 2026, foram registrados sete casos confirmados de meningite, com três mortes. A taxa de incidência é de 1,01 caso por 100 mil habitantes, índice inferior à média nacional, que é de 1,4.

Em Cuiabá, os registros são predominantemente de meningites não meningocócicas, que apresentam menor letalidade em comparação aos tipos mais graves da doença.

A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, e pode ser causada por vírus, bactérias, fungos e outros agentes. No Brasil, a doença é considerada endêmica, com ocorrência contínua ao longo dos anos.

A transmissão ocorre principalmente por meio de gotículas respiratórias, como secreções do nariz e da garganta, além da via fecal-oral, por ingestão de água ou alimentos contaminados ou contato com fezes infectadas.

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Por atingir o sistema nervoso central, a doença pode evoluir rapidamente e causar complicações graves, podendo levar à morte.

Os casos registrados em 2026 atingiram diferentes faixas etárias, incluindo bebês, adultos e idosos. Entre as causas identificadas estão vírus, bactérias como Staphylococcus e fungos como Cryptococcus. Há registros de pacientes que receberam alta, óbitos e também casos em investigação.

No mês de abril, até a data de publicação do boletim, não houve novos registros da doença na capital.

Entre os principais sintomas estão febre alta, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos e prostração. Sinais mais graves incluem rigidez na nuca, sensibilidade à luz, manchas na pele, convulsões e alterações respiratórias, que exigem atendimento imediato. Em bebês, irritabilidade e choro persistente também são indicativos de alerta.

A vacinação é a principal forma de prevenção contra a meningite, especialmente nos casos mais graves. Em Cuiabá, as doses estão disponíveis em 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) distribuídas por toda a capital.

Algumas unidades contam com horário estendido, garantindo maior acesso da população:

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Região Leste (07h às 19h):
Bela Vista/Carumbé; Terra Nova/Canjica; Jardim Eldorado; Dom Aquino; Pico do Amor; Areão; Jardim Imperial.

Região Norte:
Jardim Vitória I (07h às 19h); CPA I e II (07h às 21h); Paiaguás (07h às 19h); CPA IV (07h às 19h); CPA III (07h às 19h); Ilza Terezinha Piccoli (07h às 21h).

Região Oeste (07h às 19h):
Despraiado; Ribeirão da Ponte; Novo Terceiro; Sucuri; Jardim Independência.

Região Sul:
Tijucal (07h às 21h); Parque Ohara (07h às 21h); Pedra 90 II, III e CAIC (07h às 19h); Parque Cuiabá (07h às 19h); Cohab São Gonçalo (07h às 17h); Santa Laura/Jardim Fortaleza (07h às 19h); Industriário (07h às 19h); Residencial Coxipó I e II (07h às 19h).

Zona Rural (07h às 19h):
Distrito de Nossa Senhora da Guia.

Em caso de suspeita, a orientação é procurar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde, UPA ou policlínica. A notificação deve ser feita em até 24 horas à Vigilância Epidemiológica.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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