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Mercados globais e Ibovespa refletem tensões geopolíticas e dados econômicos; bolsas caem no exterior e bolsa brasileira avança com volatilidade

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Bolsas internacionais em queda com geopolítica e dados econômicos

Os mercados acionários globais registraram queda nesta sexta‑feira, influenciados pela continuidade das tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelo sentimento cauteloso dos investidores diante de perspectivas econômicas. Em Wall Street, os principais índices futuros apontavam perdas: o S&P 500 recuava cerca de 0,3%, o Dow Jones tinha leve queda de 0,2% e o Nasdaq caía 0,5% antes da abertura do mercado norte‑americano.

O petróleo Brent manteve estabilidade após alta recente, cotado em torno de US$ 107,87 por barril, com investidores monitorando possíveis impactos sobre o fornecimento global de energia.

Europa também sofre pressão com inflação e juros

As bolsas europeias fecharam em baixa em sessões recentes refletindo o clima de cautela com a inflação e a guerra no Oriente Médio. No Reino Unido, o Banco da Inglaterra manteve a taxa de juros inalterada por unanimidade, mas dirigentes sinalizaram potenciais novas altas devido ao cenário inflacionário, pressionando os títulos públicos de curto prazo e contribuindo para vendas em ações e mercados de dívida.

Os principais índices europeus — FTSE 100 (Reino Unido), DAX (Alemanha) e CAC 40 (França) — registraram perdas significativas nos últimos pregões em meio ao sentimento de aversão ao risco.

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Ásia registra maiores quedas; ações chinesas sofrem com declínio semanal

Os mercados da Ásia também fecharam majoritariamente em queda, com destaque para os índices chineses. Os principais índices de Xangai e Shenzhen recuaram, registrando a maior queda semanal desde novembro, pressionados pelo prolongamento do conflito no Oriente Médio e pelo fortalecimento do dólar, que reduz expectativas de cortes nas taxas de juros por bancos centrais.

O índice SSEC caiu 1,24% e o CSI300 recuou 0,35% na sexta‑feira, enquanto o Hang Seng recuou 0,88% em Hong Kong.

Outros mercados da região também tiveram movimentações negativas, com destaque para o fechamento em baixa de importantes bolsas como Austrália e Taiwan.

Ibovespa fecha em alta apesar de volatilidade

No Brasil, o B3 apresentou desempenho positivo em um pregão com forte volatilidade. O Índice Ibovespa fechou em alta de 0,35%, aos 180.270 pontos, revertendo perdas iniciais após virada no final do dia, impulsionado por expectativas positivas no cenário geopolítico e pela recuperação de ações como as da Petrobras.

O dólar comercial caiu 0,58%, sendo cotado a cerca de R$ 5,21, em um movimento de maior apetite ao risco e após a atuação de bancos centrais para acalmar mercados. O mercado segue com viés de cautela no curto prazo, monitorando questões externas e ruídos fiscais domésticos, segundo análises técnicas.

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Entre os destaques de ações, Hapvida registrou forte alta, enquanto os papéis da Vale (VALE3) foram pressionados pela queda do minério de ferro.

Cenário atual dos mercados e expectativas

Analistas destacam que, mesmo com oscilações intradiárias, os mercados globais seguem sensíveis ao cenário geopolítico, especialmente no que se refere à continuidade das tensões no Oriente Médio e seus reflexos nos preços de energia e inflação.

No exterior, dados como pedidos de auxílio‑desemprego nos Estados Unidos — que recentemente caíram para 205 mil — mostram um mercado de trabalho resiliente, apesar das incertezas macroeconômicas, e tendem a influenciar as expectativas em torno de decisões de política monetária nas principais economias.

Enquanto isso, investidores continuam avaliando o impacto da inflação, dos preços de commodities e dos riscos geopolíticos na formação de preços dos ativos financeiros em todas as regiões.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mulheres do Projeto Lutadoras iniciam jornada de defesa pessoal e fortalecimento em Cuiabá

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O primeiro dia de aulas gratuitas de defesa pessoal para as alunas do Projeto Lutadoras, na Secretaria da Mulher, nesta segunda-feira (20), foi marcado por acolhimento e conscientização. Nesta semana, o projeto inicia atividades em todas as unidades distribuídas por Cuiabá, reunindo 866 mulheres inscritas em uma das maiores edições já realizadas.

Sob as instruções do profissional de educação física e faixa-preta de jiu-jítsu Gilson de Oliveira, as alunas receberam orientações. Ele explicou que o trabalho começa antes mesmo das técnicas. “Hoje fizemos um acolhimento, falando sobre o que é o abuso, quais enfrentamentos existem dentro de casa e na rua e como evitar que a situação aconteça. Esse é o primeiro momento do treinamento”, afirmou.

De acordo com Gilson de Oliveira, nas próximas aulas serão trabalhados condicionamento físico, técnicas de aproximação e afastamento e alguns golpes específicos. “O principal é mostrar como evitar a situação e dar condições para que a mulher saia dela, caso aconteça, e saiba para quem ligar e como pedir ajuda.”

Para Eduarda Butakka, diretora de Políticas Públicas para Mulheres da Secretaria da Mulher de Cuiabá, a preparação também tem efeito preventivo. “Quando o agressor sabe que a mulher está preparada para se defender, ele pensa duas vezes. Uma mulher preparada tem mais meios de se proteger.”

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Entre as participantes, o sentimento é de entusiasmo e fortalecimento. A servidora Roserlene Ciqueira, professora da rede municipal, resume o novo momento: “Agora sou lutadora. Lutando para ter qualidade de vida e equilíbrio no corpo físico e mental.”

Ela convidou as mulheres a participar e destacou que o aprendizado começa na prevenção. “Quando a violência começa, seja psicológica ou física, precisamos evitar o confronto. Mas, se for necessário, precisamos saber nos defender e também pedir ajuda.”

Moradora do bairro Baú e trabalhadora do comércio, Glaucileia Basana afirmou que gostou muito da aula. Segundo ela, mesmo sem experiência, já aprendeu dois golpes. “É uma aula prática, e o professor ensina de uma forma que a gente aprende de primeira. Conheci o projeto pelas redes sociais da Prefeitura e estou aqui. Achei muito interessante, principalmente pela violência que as mulheres sofrem. É uma forma de ter mais segurança para andar pela cidade”, contou.

Para 2026, o projeto foi ampliado com a criação de 32 novas turmas, distribuídas em 16 polos nas regiões Sul, Norte, Leste e Oeste da capital, com duas turmas por unidade e média de 60 alunas por polo. As participantes frequentarão os polos e horários escolhidos no ato da inscrição. As inscritas na Praça Rachid Jaudy e no Centro de Referência da Mulher terão aulas na Secretaria da Mulher, conforme informado previamente.

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O projeto é realizado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, liderada pela secretária Hadassah Suzannah. Idealizada pela primeira-dama Samantha Iris, a iniciativa se transformou em uma política pública permanente de fortalecimento e proteção às mulheres da capital.

A instrutora faixa-preta de jiu-jítsu Polyanna Souza de Araújo afirmou que a base de suas aulas é o jiu-jítsu, modalidade que permite imobilizações e técnicas de defesa mesmo contra adversários fisicamente mais fortes. “O foco principal é imobilizar e se defender. A mulher precisa estar preparada para reagir, se for necessário”, ressaltou.

Além de técnicas de jiu-jítsu, nas diferentes unidades as alunas terão aulas de judô, taekwondo, wrestling, capoeira, muay thai, kickboxing e karatê. A iniciativa se consolida como estratégia de prevenção à violência contra a mulher, indo além da prática esportiva ao promover segurança, saúde física, equilíbrio emocional e fortalecimento da autoestima.

A Secretaria Municipal da Mulher informa que, nesta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, não haverá aulas nos polos. Na quarta-feira e na quinta-feira, as atividades seguem normalmente. Clique AQUI e veja onde será sua jornada

https://cuiaba.mt.gov.br/storage/webdisco/2026/04/17/outros/2026-04-17-22-36-planilha-completa-com-todos-os-nomes-das-lutadoras-69e2ee197e092.pdf

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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