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Mercados da China e Hong Kong Enfrentam Queda Antes da Eleição Americana

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Os índices acionários da China e de Hong Kong apresentaram queda nesta quarta-feira, refletindo um clima de cautela entre os investidores em virtude da iminente eleição presidencial nos Estados Unidos. Adicionalmente, os mercados aguardam uma reunião de autoridades chinesas na próxima semana, que poderá trazer detalhes sobre potenciais estímulos fiscais.

A recente decisão da União Europeia de elevar significativamente as tarifas sobre veículos elétricos produzidos na China também impactou negativamente o sentimento do mercado, resultando em perdas para as ações de empresas do setor de novas energias. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, recuou 0,9%, enquanto o índice SSEC de Xangai caiu 0,61%. Por sua vez, o índice Hang Seng, em Hong Kong, registrou uma perda de 1,55%.

Na terça-feira, a Reuters noticiou que a China está considerando aprovar a emissão de mais de 10 trilhões de iuanes (equivalente a aproximadamente 1,4 trilhão de dólares) em dívidas extras nos próximos anos como parte de um esforço para reanimar a economia. Contudo, esse possível pacote não conseguiu causar uma impressão significativa nos mercados, com analistas observando que o montante está em linha com as expectativas, enquanto o suporte ao consumo continua modesto.

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Mais informações sobre o pacote de estímulo fiscal poderão ser divulgadas em uma reunião do Congresso Nacional do Povo da China, agendada para a próxima semana. Os investidores também se mostram apreensivos em relação à acirrada disputa pela Casa Branca, uma vez que o candidato republicano, Donald Trump, prometeu impor uma taxa de 60% sobre todas as importações provenientes da China, o que poderia ter repercussões significativas nas relações econômicas entre os dois países.

Na Ásia, o índice Nikkei, em Tóquio, avançou 0,96%, alcançando 39.277 pontos. Enquanto isso, os índices em outros mercados asiáticos apresentaram quedas: o Hang Seng caiu para 20.380 pontos, o SSEC perdeu 3.266 pontos, o CSI300 retrocedeu para 3.889 pontos, o KOSPI em Seul desvalorizou 0,92%, situando-se em 2.593 pontos, o TAIEX em Taiwan registrou uma baixa de 0,46%, atingindo 22.820 pontos, e o índice Straits Times em Cingapura recuou 0,88%, alcançando 3.558 pontos. Em Sydney, o S&P/ASX 200 também apresentou queda de 0,83%, encerrando o dia em 8.180 pontos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado

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Dólar cai com redução das tensões geopolíticas

O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.

Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.

Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

Os dados indicam que:

  • O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
  • O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas

Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.

Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana

O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.

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De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.

Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.

Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar

Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.

O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.

Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.

Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção

Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.

O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.

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A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.

Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança

Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.

Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:

  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
  • Turbulências políticas internas nos EUA
  • Níveis elevados de déficit público

Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.

Mercado global segue sensível a dados e geopolítica

O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.

Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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