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Mercados asiáticos têm desempenho misto com queda na China pressionada por montadoras e mineradoras

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Os mercados acionários asiáticos apresentaram desempenho misto nesta terça-feira (27), com destaque para a queda das bolsas chinesas, influenciada por perdas nos setores automotivo e de mineração de ouro. Em contrapartida, outras praças da região, como Tóquio, Hong Kong e Sydney, fecharam em alta.

Setor automotivo pressiona mercado chinês

As ações das montadoras chinesas ampliaram as perdas nesta terça-feira, após a divulgação de que o Ministério do Comércio da China se reunirá com órgãos do setor e fabricantes de veículos — como a BYD e a Dongfeng Motor — para debater a crescente oferta de veículos seminovos que nunca foram utilizados.

O Índice Automobilístico onshore recuou mais de 1%, refletindo a pressão sobre o setor. A BYD, listada em Shenzhen, viu suas ações caírem 2,3%, aprofundando as perdas de 6% registradas no pregão anterior. O movimento ocorre em meio à intensificação da guerra de preços no mercado de veículos elétricos e ao alerta de um executivo do setor quanto à deterioração do cenário para o segmento.

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Mineradoras de ouro também pesam sobre os índices

Outro fator negativo foi o desempenho das empresas ligadas aos metais não ferrosos. O setor recuou cerca de 2%, com destaque para a Zijin Mining, cujas ações caíram 3,7%. A queda veio após o anúncio de que a companhia pretende separar suas minas de ouro no exterior para uma nova listagem em Hong Kong, o que gerou cautela entre os investidores.

Bolsas asiáticas: destaques do dia
  • Xangai (SSEC): queda de 0,18%, aos 3.340 pontos
  • CSI300 (Xangai e Shenzhen): recuo de 0,54%, aos 3.839 pontos
  • Hong Kong (Hang Seng): alta de 0,43%, aos 23.381 pontos
  • Tóquio (Nikkei): avanço de 0,51%, aos 37.724 pontos
  • Seul (Kospi): baixa de 0,27%, aos 2.637 pontos
  • Taiwan (Taiex): queda de 0,93%, aos 21.336 pontos
  • Cingapura (Straits Times): alta de 0,53%, aos 3.896 pontos
  • Sydney (S&P/ASX 200): valorização de 0,56%, aos 8.407 pontos

Apesar do desempenho negativo na China continental, outras bolsas da Ásia e Oceania encerraram o dia em território positivo, sinalizando um ambiente misto nos mercados da região. A volatilidade nos setores automotivo e de mineração continua sendo um ponto de atenção para os investidores.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em maio e receita supera US$ 1,3 bilhão

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte ritmo de crescimento em maio de 2026, impulsionadas pela valorização da proteína animal no mercado externo e pelo avanço consistente dos embarques. Até a terceira semana do mês, o faturamento acumulado das vendas externas alcançou US$ 1,321 bilhão, superando todo o resultado obtido em maio de 2025, quando a receita somou US$ 1,134 bilhão.

O desempenho reforça a competitividade da carne bovina brasileira no comércio global e mantém o setor pecuário atento aos impactos positivos da demanda internacional sobre o mercado interno.

Preço médio da carne bovina exportada registra forte valorização

O principal fator por trás do crescimento da receita foi a expressiva valorização do preço médio pago pela carne bovina brasileira no exterior.

Até a terceira semana de maio de 2026, a tonelada da proteína exportada foi negociada, em média, a US$ 6.492,4. No mesmo período do ano passado, o valor médio era de US$ 5.202,2 por tonelada.

A alta demonstra maior valorização da carne brasileira nos mercados compradores e amplia a rentabilidade das exportações realizadas pelos frigoríficos nacionais.

Outro indicador que reforça o bom momento do setor é a receita média diária. Em maio deste ano, o faturamento diário das exportações chegou a US$ 88,072 milhões, avanço de 63,1% em relação aos US$ 54,005 milhões registrados em maio de 2025.

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Embarques de carne bovina mantêm ritmo acelerado

Além da valorização dos preços, o volume exportado também segue elevado em 2026.

Até a terceira semana de maio, o Brasil embarcou 203,480 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada. O volume já se aproxima do total exportado durante todo o mês de maio do ano passado, quando os embarques fecharam em 218,003 mil toneladas.

Na média diária, os embarques atingiram 13,565 mil toneladas em maio de 2026, acima das 10,381 mil toneladas por dia registradas no mesmo período de 2025.

O desempenho confirma a continuidade da demanda internacional aquecida pela proteína brasileira, mesmo diante de um cenário global ainda marcado por oscilações econômicas e custos elevados de produção em diferentes países.

Demanda externa fortalece pecuária brasileira

A valorização da carne bovina exportada impacta diretamente toda a cadeia pecuária nacional. Com maior rentabilidade nas vendas externas, os frigoríficos exportadores tendem a intensificar a demanda por animais prontos para abate no mercado interno.

O movimento é acompanhado de perto pelos pecuaristas, já que o mercado internacional exerce forte influência sobre os preços do boi gordo e sobre a dinâmica de compra da indústria frigorífica.

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Além disso, o aumento do valor agregado da proteína brasileira reforça a posição do Brasil entre os principais fornecedores mundiais de carne bovina, sustentado pela escala de produção, competitividade e capacidade de atender grandes mercados consumidores.

Mercado acompanha fechamento das exportações de maio

O setor pecuário segue atento ao desempenho das exportações nas próximas semanas, já que o fechamento completo de maio poderá consolidar um dos melhores resultados recentes para a carne bovina brasileira.

A expectativa do mercado é de continuidade da demanda externa firme ao longo de 2026, especialmente diante da necessidade global de abastecimento regular de proteínas animais.

Com preços mais altos e embarques em ritmo forte, a carne bovina brasileira mantém protagonismo no comércio internacional e fortalece a geração de receita para a cadeia exportadora do agronegócio nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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