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Mercados Asiáticos Sentem o Peso de Resultados Corporativos Desfavoráveis na China

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Os mercados acionários da China completaram seu terceiro dia consecutivo de perdas nesta quarta-feira, enquanto as ações de Hong Kong também recuaram. O movimento de baixa foi impulsionado por resultados corporativos decepcionantes nos setores de bebidas e restaurantes, que evidenciam os riscos de deflação na segunda maior economia do mundo.

A Nongfu Spring, maior fornecedora de água engarrafada da China, viu suas ações caírem mais de 10%. A queda foi reflexo do crescimento mais lento nos lucros da empresa no primeiro semestre, em meio a uma intensa guerra de preços no mercado interno, pressionando o índice Hang Seng, de Hong Kong, para baixo.

Na bolsa chinesa, as ações da fabricante de bebidas alcoólicas Shanxi Xinghuacun Fen Wine Factory recuaram 5,8%, após a empresa registrar uma queda de 60% em seus lucros no segundo trimestre.

Outros mercados asiáticos apresentaram performances mistas. Em Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,22%, fechando a 38.371 pontos. Por outro lado, em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 1,02%, encerrando o dia a 17.692 pontos. Em Xangai, o índice SSEC perdeu 0,40%, fechando a 2.837 pontos, enquanto o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,57%, terminando o dia a 3.286 pontos.

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Em outros mercados da região, o índice KOSPI de Seul teve uma leve valorização de 0,02%, fechando a 2.689 pontos. Em Taiwan, o índice TAIEX subiu 0,84%, encerrando o pregão a 22.370 pontos. Em Cingapura, o índice Straits Times registrou uma queda de 0,22%, fechando a 3.391 pontos. Por fim, em Sydney, o índice S&P/ASX 200 manteve estabilidade, fechando a 8.071 pontos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ação do MPT na Justiça Federal pede proibição do glifosato em todo o País

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O Ministério Público do Trabalho (MPT) protocolou na sexta-feira (22.05) uma ação civil pública contra a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a União pedindo a proibição imediata, em todo o território nacional, de produtos à base de glifosato. O composto é o herbicida mais comercializado no Brasil e o principal insumo utilizado no manejo de pragas nas safras de grãos, cana-de-açúcar e culturas perenes.

Por se tratar de uma ação proposta por um órgão de abrangência federal contra a União e uma autarquia regulatória, o processo tramita na Justiça Federal de Brasília. Uma eventual decisão favorável ao pedido terá efeito imediato sobre todo o território nacional, afetando diretamente as regras de comercialização em todos os estados produtores.

A petição exige o cancelamento de todos os registros vigentes e veda novas autorizações para produção, importação, comercialização e uso da substância e de seus derivados. Caso a Justiça Federal acate o pedido, a Anvisa e a União terão um prazo de transição de até 180 dias para aplicar o banimento, sob pena de multa diária de R$ 1 milhão. Representantes do setor produtivo apontam risco de impacto financeiro sobre o Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário e na competitividade das commodities brasileiras.

Dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) confirmam o volume do uso do defensivo no País: o glifosato lidera o ranking de ingredientes ativos mais vendidos no mercado doméstico, com 231,9 mil toneladas comercializadas no último ano consolidado.

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Especialistas em agronomia afirmam que a retirada do princípio ativo geraria dificuldades técnicas no controle de plantas daninhas no sistema de plantio direto. O argumento do setor é que as alternativas químicas disponíveis hoje na indústria possuem custo superior, demandam maior número de aplicações e registram menor eficácia em lavouras geneticamente modificadas, o que elevaria o custo de produção.

O MPT fundamenta o pedido no princípio da precaução, apresentando relatórios sobre riscos à saúde ocupacional de trabalhadores rurais e contaminação de mananciais de água potável. A peça jurídica cita a classificação de 2015 da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), que enquadrou o herbicida como “provavelmente carcinogênico para humanos”.

O órgão também aponta a recente retratação acadêmica de um artigo científico do ano 2000 que atestava a inocuidade do produto, alegando que houve quebra de integridade na publicação original.

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A Anvisa mantém o parecer de sua última reavaliação oficial do ativo, na qual concluiu que o glifosato não preenche os critérios legais para proibição total no mercado brasileiro. A agência optou por manter a liberação do ingrediente, mas estabeleceu restrições de dispersão e novos parâmetros de referência toxicológica para a proteção dos trabalhadores que manejam o produto no campo.

A disputa amplia a pressão jurídica sobre empresas do setor químico, com destaque para a alemã Bayer, detentora da marca Roundup, que enfrenta processos semelhantes nos Estados Unidos movidos por trabalhadores que alegam ter desenvolvido linfoma não-Hodgkin após exposição crônica ao produto. A companhia defende a segurança do defensivo quando utilizado de acordo com as instruções da bula.

No Brasil, o embate nacional soma-se a ações regionais movidas pelo Ministério Público em estados como Mato Grosso, maior produtor de grãos do País. Entidades como a Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja) e a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) contestam as tentativas de restrição, apontando falta de alternativas exequíveis no curto prazo.

Fonte: Pensar Agro

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