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Mercados asiáticos: Ações na China sobem com setor imobiliário; Hong Kong recua após 10 dias de alta

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As ações chinesas fecharam em alta nesta terça-feira, impulsionadas pelo setor imobiliário, após a cidade de Shenzhen aliviar algumas restrições para compra de casas. A mudança de política gerou otimismo entre investidores, refletindo um esforço do governo para reaquecer o setor imobiliário, que vinha enfrentando desafios recentes. Entretanto, o mercado de Hong Kong teve queda após uma sequência de 10 dias de alta.

O índice imobiliário do CSI subiu 2,9% com a notícia da flexibilização em Shenzhen, acumulando agora uma alta de 16% desde seu ponto mais baixo, registrado em 24 de abril. Analistas do HSBC destacaram que sinais recentes indicam uma recuperação no setor imobiliário, apontando que valores mais baixos, medidas de suporte e a ausência de surpresas negativas nos balanços corporativos têm mantido o risco/recompensa do mercado em uma posição favorável.

O índice Shanghai Composite (SSEC) fechou com uma alta de 0,22%, enquanto o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 0,03%. Por outro lado, o índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,53%, refletindo uma correção após um período contínuo de crescimento.

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Desempenho em Outros Mercados Asiáticos

Em Tóquio, o índice Nikkei continuou a trajetória ascendente, avançando 1,57%, fechando em 38.835 pontos. Em Seul, o índice Kospi registrou uma valorização significativa de 2,16%, encerrando o dia em 2.734 pontos. Taiwan também apresentou alta, com o índice Taiex subindo 0,63% para 20.653 pontos. Sydney acompanhou a tendência positiva, com o índice S&P/ASX 200 avançando 1,44%, terminando o dia em 7.793 pontos.

Enquanto isso, Cingapura teve uma pequena queda, com o índice Straits Times recuando 0,10%, fechando em 3.300 pontos. Esses resultados mostram um cenário misto, com diferentes regiões da Ásia respondendo de forma variável aos movimentos do mercado global e às políticas internas.

O ambiente asiático segue sensível a questões locais e globais, com o setor imobiliário na China sendo um dos principais indicadores para o futuro da economia local. A resposta positiva ao anúncio em Shenzhen sugere que o mercado pode estar entrando em um período de recuperação, embora desafios estruturais ainda persistam.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações brasileiras de grãos ganham ritmo em 2026, com recorde na soja e avanço logístico global

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O comércio exterior brasileiro de grãos iniciou 2026 com forte desempenho nas exportações de soja e sinais mistos para o milho, segundo o Informativo Mensal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O relatório também destaca recordes de embarques, desafios logísticos globais e avanços na agenda de descarbonização do transporte marítimo.

Soja lidera exportações com recorde mensal em 2026

A soja manteve protagonismo no agronegócio brasileiro. Em abril de 2026, o país registrou embarque recorde de 16,1 milhões de toneladas, reforçando a posição do Brasil como principal exportador global da oleaginosa.

No acumulado do primeiro quadrimestre, as exportações somaram 43,2 milhões de toneladas, acima das 40,1 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025. Para maio, o line-up aponta embarques de aproximadamente 14,1 milhões de toneladas.

A colheita da safra 2025/26 avançou até 94,7% da área, levemente abaixo do ritmo do ano anterior (97,7%), com conclusão já registrada em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Segundo a ANEC, o desempenho reforça a projeção de exportações totais próximas de 110 milhões de toneladas em 2026, consolidando o Brasil como referência global no fornecimento da oleaginosa.

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Milho tem ritmo sazonal mais lento, mas mantém projeção elevada de produção

No mercado de milho, o escoamento seguiu o padrão sazonal mais lento em abril, com embarques de 268 mil toneladas, enquanto o line-up de maio indica cerca de 188 mil toneladas.

Apesar do ritmo moderado nas exportações recentes, a produção da segunda safra segue robusta. A CONAB estima produção total de 139,6 milhões de toneladas, em área de 22,5 milhões de hectares, ligeiramente abaixo do ciclo anterior (141,2 milhões de toneladas), refletindo expectativa de produtividade menor após uma safra anterior excepcional.

Geopolítica no Oriente Médio pressiona custos logísticos globais

O relatório da ANEC também chama atenção para o impacto das tensões no Estreito de Ormuz sobre o comércio internacional. As restrições operacionais na região aumentam a incerteza no transporte marítimo global.

Entre os principais efeitos estão:

  • Alta expressiva nos fretes marítimos
  • Aumento dos prêmios de seguro
  • Elevação do custo da tonelada exportada
  • Impactos indiretos em rotas fora da região do estreito

O cenário reforça a volatilidade do comércio global e pressiona margens do setor exportador brasileiro.

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Etanol de milho ganha espaço no transporte marítimo e avança na agenda verde

Um dos destaques do relatório é o reconhecimento do etanol de milho como biocombustível compatível com o transporte marítimo, com metodologia de intensidade de carbono aprovada pela Organização Marítima Internacional (IMO).

A medida integra esforços globais de descarbonização de um setor responsável por cerca de 2% a 3% das emissões globais de gases de efeito estufa.

Segundo a ANEC, o avanço abre novas oportunidades para o Brasil no mercado internacional de energia, ampliando o papel do milho não apenas como commodity alimentar, mas também como vetor estratégico da transição energética global.

Exportações seguem fortes e consolidam papel do Brasil no agronegócio global

O balanço da ANEC reforça o desempenho consistente do Brasil no comércio internacional de grãos, especialmente da soja, e evidencia a crescente importância da logística e da geopolítica no desempenho do setor.

Ao mesmo tempo, o avanço de biocombustíveis e a ampliação da demanda global mantêm o país em posição estratégica na segurança alimentar e energética mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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