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Mercado projeta Selic a 12,25% em 2026, segundo relatório Focus

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Expectativas do mercado para a Selic sobem para 2026

O mercado financeiro revisou para cima a projeção da taxa básica de juros (Selic) em 2026, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (22). A mediana das estimativas aponta agora para uma Selic de 12,25% no final de 2026, ante 12,13% na pesquisa anterior.

Para o encerramento de 2025, o levantamento manteve a previsão de estabilidade dos juros na primeira reunião do ano, em 15%, indicando que o ciclo de cortes ainda deve demorar a ocorrer de forma mais significativa.

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, reforçou que as decisões de política monetária continuam sendo dependentes de dados econômicos, destacando que “não há portas fechadas” nem “setas dadas” sobre os próximos passos da autoridade monetária.

Inflação tem nova queda nas projeções

Mesmo com a alta esperada para a Selic, o mercado reduziu, pela sexta semana consecutiva, as estimativas para a inflação. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025 recuou 0,03 ponto percentual, para 4,33%.

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Para 2026, o IPCA esperado passou de 4,10% para 4,06%, enquanto as previsões para 2027 e 2028 permaneceram em 3,80% e 3,50%, respectivamente.

O centro da meta de inflação definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3,00%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. O IBGE deve divulgar nesta terça-feira (23) o resultado de dezembro do IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial.

PIB mantém ritmo estável de crescimento

As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) também apresentaram estabilidade. O Focus mostra expectativa de crescimento de 2,26% em 2025, ligeira alta de 0,01 ponto percentual em relação à semana anterior, e de 1,80% para 2026, sem alterações.

Na semana passada, o Banco Central já havia elevado sua própria estimativa para a atividade econômica deste ano, projetando avanço de 2,3%. A autarquia também indicou que a inflação deve atingir o centro da meta de 3% apenas no primeiro trimestre de 2028, permanecendo acima do objetivo durante todo o ano de 2027 — período considerado decisivo para o ajuste monetário.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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