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Mercado internacional de café inicia 2024 com atenção especial para safra brasileira

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O ano de 2024 se inicia no mercado internacional de café com o foco direcionado à safra brasileira que será colhida a partir de abril/maio. Após um sólido desempenho em 2023 na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica, as atenções se voltam para o tamanho da safra no Brasil, com especial preocupação em relação às condições climáticas.

Segundo Gil Barabach, consultor da SAFRAS & Mercado, apesar dos fundamentos não sustentarem totalmente o recente rally na ICE US, o mercado externo permanece otimista em relação à safra brasileira. A safra de 2023 foi robusta, proporcionando uma sensação de tranquilidade no abastecimento global. Barabach destaca que os temores produtivos ganham visibilidade, mas o sentimento externo permanece positivo quanto à próxima safra brasileira, especialmente a de café arábica.

A proteção climática que os fundos têm mantido, ampliando suas posições compradas em café em NY, pode diminuir com um clima favorável, gerando oscilações nos preços. Esse movimento, típico do mercado de café, normalmente ocorre entre a florada e a granação, mas a recente volatilidade é incomum para esse período.

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No cenário financeiro, as atenções estão voltadas para a política monetária do Fed (Banco Central norte-americano) e seus impactos na economia mundial em 2024. Barabach destaca um entusiasmo inicial, especialmente em commodities, que pode se dissipar com o tempo, seguindo a calmaria natural do mercado. O consultor aponta para a possibilidade de volatilidades nos primeiros meses do novo ano, principalmente se o Fed reavaliar suas decisões sobre cortes de juros.

Quanto aos fatores fundamentais, Barabach avalia que não há mudanças significativas na demanda que justifiquem uma saída da zona de conforto. O abastecimento permanece tranquilo, com a indústria estendendo posições e trabalhando com estoque na mão do produtor. Ele enfatiza que a mudança de comportamento da indústria só ocorrerá se houver riscos percebidos no abastecimento futuro, algo que ainda não está no radar dos compradores, mas sim dos fundos e alguns agentes de curto prazo.

O consultor conclui que um sinal mais positivo sobre a safra brasileira pode impactar as cotações internacionais do café para baixo, mas ressalta a cautela na tomada de decisões no início de 2024. Ele destaca que seria necessário um indicativo mais forte de perdas na safra brasileira ou em outra origem importante para romper a linha de US$ 2,00 a libra-peso para cima.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bolsas globais avançam com tecnologia chinesa, enquanto Ibovespa opera sob pressão de tensões geopolíticas e tarifas dos EUA

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Os mercados financeiros iniciaram esta terça-feira (2) divididos entre o otimismo gerado pelo avanço das empresas de tecnologia e inteligência artificial na Ásia e a cautela provocada pelo agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelas novas ameaças tarifárias dos Estados Unidos.

Na China, os principais índices acionários encerraram o pregão em alta. O índice de Xangai avançou 0,4%, enquanto o CSI 300 registrou valorização de 1,5%, refletindo o fortalecimento das ações ligadas à inovação tecnológica e ao setor de inteligência artificial.

O destaque da sessão ficou para Hong Kong, onde o índice Hang Seng disparou 2,5%, impulsionado principalmente pela forte valorização da Tencent. As ações da gigante chinesa saltaram mais de 10% após notícias sobre o desenvolvimento de uma nova ferramenta de inteligência artificial integrada ao WeChat, plataforma com centenas de milhões de usuários.

Tensões entre EUA e Irã mantêm investidores em alerta

Apesar do bom desempenho das bolsas asiáticas, o cenário internacional continua marcado pela aversão ao risco.

Os investidores acompanham com atenção o aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, após a interrupção das negociações indiretas entre os dois países e a troca de novas ameaças diplomáticas e militares. O conflito tem provocado volatilidade nos mercados globais e sustentado os preços internacionais do petróleo em patamares elevados.

Além do Oriente Médio, o mercado segue monitorando os desdobramentos das políticas comerciais americanas e possíveis novas tarifas de importação que podem impactar fluxos globais de comércio e crescimento econômico.

Ibovespa busca estabilidade após sequência de quedas

No Brasil, o Ibovespa iniciou o pregão próximo da estabilidade, operando na faixa dos 172 mil pontos, após encerrar a sessão anterior no menor nível desde janeiro. O mercado doméstico continua refletindo o ambiente de cautela observado no exterior, especialmente diante do cenário geopolítico e das incertezas sobre a economia global.

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Na segunda-feira (1º), o principal índice da B3 fechou em queda de 0,91%, aos 172.197 pontos, acumulando cinco pregões consecutivos de perdas. O movimento foi influenciado principalmente pela realização de lucros, pela pressão sobre ações de mineração e bancos e pelo aumento da busca por ativos considerados mais seguros.

Petrobras lidera negócios e acompanha alta do petróleo

Entre as ações mais negociadas da bolsa brasileira, a Petrobras voltou a ocupar posição de destaque.

Os papéis da estatal são beneficiados pela valorização do petróleo no mercado internacional, sustentada pelas incertezas envolvendo a oferta global da commodity. A companhia aparece como um dos principais fatores de suporte ao Ibovespa neste início de semana.

Já a Vale opera com viés mais cauteloso, acompanhando oscilações do mercado de commodities metálicas e preocupações com o ritmo da atividade econômica global.

No setor financeiro, ações de grandes bancos como Itaú Unibanco e Banco do Brasil apresentam desempenho mais moderado, contribuindo para limitar uma recuperação mais consistente do índice.

Tecnologia e varejo lideram altas na B3

Entre os destaques positivos do pregão, empresas ligadas à tecnologia e ao consumo apresentam desempenho superior ao mercado.

A Totvs figura entre as maiores altas do índice, impulsionada por revisões positivas de instituições financeiras e pela perspectiva de crescimento da demanda por soluções digitais. O setor de varejo também registra avanço, com destaque para as ações da Lojas Renner.

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Na ponta negativa, empresas ligadas à siderurgia, mineração e proteínas animais enfrentam maior pressão dos investidores. Entre os destaques de baixa aparecem CSN e Minerva, refletindo ajustes de mercado e oscilações nas expectativas para demanda global.

Dólar recua e agenda econômica segue no radar

No mercado de câmbio, o dólar comercial voltou a operar próximo de R$ 5,01, mantendo a trajetória de enfraquecimento observada ao longo de 2026.

A valorização do petróleo tem favorecido moedas de países exportadores de commodities, como o Brasil, ajudando a sustentar o real mesmo em um ambiente internacional mais turbulento.

Ao longo do dia, investidores permanecem atentos aos indicadores de inflação da Zona do Euro e aos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, considerados fundamentais para as próximas decisões de política monetária das principais economias do mundo.

Agronegócio acompanha impacto dos mercados globais

Para o agronegócio brasileiro, o comportamento dos mercados internacionais continua sendo um fator estratégico. A evolução do dólar, dos preços das commodities, do petróleo e do ambiente geopolítico influencia diretamente os custos de produção, os preços agrícolas, a competitividade das exportações e o fluxo de investimentos para o setor.

Com a volatilidade global em alta, produtores rurais, exportadores e agentes financeiros seguem monitorando atentamente os desdobramentos econômicos e políticos que podem definir o rumo dos mercados nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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