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Mercado Internacional de Café: Correção Segue, Mas Preços Sobem Novamente

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O mercado internacional de café vivenciou uma semana marcada por ampla volatilidade, com as cotações na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) para o café arábica, referência para a comercialização, registrando uma correção para baixo após atingirem os níveis mais altos em 47 anos. No entanto, os preços voltaram a subir com força, mantendo ganhos também nesta sexta-feira (6/12).

A correção observada foi considerada técnica, resultado de um mercado sobrecomprado, mas os fundamentos que sustentam o preço do grão não mudaram. As incertezas persistem principalmente em relação à safra brasileira de café de 2025, que sofre com o impacto da seca prolongada até outubro de 2024 e das altas temperaturas. Este fator continua a dar suporte às cotações globais, o que justifica a recuperação dos preços após os ajustes realizados na semana anterior.

Reação do mercado e impactos nos preços no Brasil

Após uma forte queda, especialmente na segunda-feira (2/12), o mercado de café reagiu positivamente a partir de quarta-feira (4/12), seguindo a tendência de valorização também observada nesta quinta-feira e sexta-feira. No Brasil, os preços para os arábicas de melhor qualidade voltaram a superar facilmente a marca de R$ 2.000,00 por saca, acompanhando a alta nas bolsas internacionais. Os produtores aproveitaram o momento para realizar vendas, embora de forma pontual, diante das cotações mais elevadas.

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Exportações de café e dados da OIC

As exportações de café em grão (verde) dos países membros e não-membros da Organização Internacional do Café (OIC) totalizaram 11,13 milhões de sacas de 60 quilos em outubro, primeiro mês da safra mundial 2024/25. Esse número representa um aumento de 15% em relação às 9,67 milhões de sacas registradas no mesmo mês de 2023.

De acordo com a OIC, as exportações de café arábica somaram 85,67 milhões de sacas no período de 12 meses até outubro, contra 73,8 milhões no ano anterior. Já os embarques de robusta totalizaram 53,6 milhões de sacas, frente a 49,37 milhões no mesmo período de 2023.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

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As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
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Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
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O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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