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Desaceleração nas negociações e demanda do mercado de feijão pós-carnaval

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O mercado brasileiro de feijão experimentou uma semana de negociações mais lentas após o feriado de Carnaval. O analista e consultor de Safras & Mercado, Gabriel Vianna, destacou que, embora a demanda dos compradores tenha apresentado alguma recuperação em fevereiro, o ritmo de transações foi afetado pelo feriado, empurrando as negociações para os próximos dias.

Vianna observou que as cotações subiram durante a semana, impulsionadas por compradores que buscavam repor estoques. O feijão preto, em particular, voltou a ter uma oferta mais significativa após sessões anteriores com disponibilidade limitada e preços elevados.

Ainda segundo o analista, a expectativa é de que os preços apresentem leves elevações, influenciados pelo retorno dos compradores ao mercado e pela menor disponibilidade de grãos de qualidade.

Colheita Nacional e Regiões Específicas

A colheita da 1ª safra 2023/24 atingiu 34,3% da área no Brasil até 10 de fevereiro, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na região de Caxias do Sul, o feijão apresenta desenvolvimento satisfatório, enquanto em Santa Maria, 90% das lavouras da 1ª safra já foram colhidas. Em Ijuí, a 1ª safra está no final da colheita, e o plantio da 2ª safra avança. Em Soledade, a seca dificulta a semeadura da 2ª safra, mas as áreas plantadas estão com bom estabelecimento. Em Frederico Westphalen, a colheita da 1ª safra atinge 93% das áreas, com boas condições climáticas e manejo eficiente dos agricultores contribuindo para produtividades satisfatórias. As informações são do boletim semanal da Emater/RS.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Drones reduzem uso de inseticidas na cana-de-açúcar com tecnologia de controle biológico apoiada pela Embrapii

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Inovação leva drones ao controle biológico na cana-de-açúcar

Uma tecnologia desenvolvida com apoio da Embrapii está transformando o manejo de pragas na cultura da cana-de-açúcar no Brasil. O sistema utiliza drones para realizar a liberação mecanizada de agentes biológicos no campo, reduzindo a necessidade de inseticidas químicos.

A solução foi criada pela empresa Sardrones em parceria com a Unidade Embrapii da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), com foco no controle da broca-da-cana, uma das principais pragas que afetam a produtividade do setor sucroenergético.

Controle biológico deixa de ser manual e ganha escala com drones

O projeto surgiu a partir de um desafio operacional comum no campo: o controle biológico tradicional exige grande esforço humano e apresenta limitações de escala.

Segundo o agrônomo Gustavo Scarpari, fundador da Sardrones, o método manual expõe trabalhadores a condições adversas e baixa eficiência operacional.

“É um trabalho perigoso, com calor, presença de animais e esforço físico elevado com baixo rendimento”, explica.

Para superar esse cenário, a proposta foi mecanizar o processo por meio de drones capazes de distribuir vespas da espécie Cotesia flavipes, inimigas naturais da broca-da-cana.

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Tecnologia garante liberação precisa e rastreabilidade no campo

O sistema utiliza embalagens biodegradáveis acopladas a dispensers instalados nos drones, que realizam a liberação controlada dos agentes biológicos sobre a lavoura.

Durante o voo, as aeronaves sobrevoam os canaviais e liberam os insetos de forma programada, garantindo maior uniformidade na aplicação.

Todo o processo é monitorado por mapas de voo, permitindo rastreabilidade completa das áreas atendidas e maior controle sobre a eficiência da operação.

Parceria com Embrapii e Esalq/USP acelerou desenvolvimento

O avanço da tecnologia contou com o apoio da Embrapii e da parceria com pesquisadores da Esalq/USP, que contribuíram para a otimização do sistema de aplicação.

Segundo o professor e entomologista José Maurício Bento, o trabalho envolveu a definição de parâmetros técnicos fundamentais para a eficiência do método.

“Trabalhamos na definição da melhor forma de aplicação, número ideal de liberações, horários e custo-benefício, além de avaliar a eficiência do método”, afirma.

Redução de defensivos químicos e ganhos em sustentabilidade

Um dos principais impactos da tecnologia é a redução do uso de inseticidas químicos na lavoura de cana-de-açúcar.

De acordo com os especialistas, o controle biológico contribui para a preservação de organismos benéficos e reduz a pressão ambiental associada ao uso de defensivos.

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“O principal ganho é evitar aplicações químicas”, destaca Bento.

Solução também gera impacto econômico para o setor sucroenergético

Além dos benefícios ambientais, a tecnologia também pode gerar ganhos econômicos para produtores e usinas.

A redução do uso de insumos químicos e a eficiência do controle biológico contribuem para a melhoria da rentabilidade da produção.

Segundo Scarpari, o avanço pode até influenciar a valorização do produto final no mercado.

“Quanto mais biológico se usa, maior a chance de obter prêmio no preço do açúcar”, afirma.

Tecnologia já avança para outras culturas agrícolas

Embora inicialmente aplicada na cana-de-açúcar, a tecnologia já começa a ser utilizada em outras cadeias produtivas, como soja, milho, café e fruticultura.

A expansão reforça o potencial de escalabilidade da solução e sua adaptação a diferentes sistemas agrícolas.

Para especialistas, iniciativas como essa mostram como a integração entre pesquisa científica, demanda do setor produtivo e investimento em inovação acelera a transformação tecnológica no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

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