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Mercado Internacional de Café Apresenta Inversão e Sinaliza Preocupações com Oferta Imediata

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O mercado internacional de café registrou uma semana positiva nas bolsas de futuros de Nova York (ICE Futures US) para o arábica e de Londres para o robusta, este último atingindo patamares históricos de alta, os mais elevados em 16 anos. Uma característica notável é a situação “invertida” em ambas as bolsas, com os contratos mais próximos apresentando cotações mais elevadas que os mais distantes, refletindo uma preocupação iminente com a oferta.

Cenário Internacional e Tendências

O contrato de março em Nova York superou os 190 centavos por libra-peso, enquanto os demais contratos permanecem abaixo dessa marca técnica e psicológica, evidenciando a inversão no comportamento normal do mercado futuro.

O consultor de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, destaca que o mercado de café permanece agitado e altamente volátil. A vulnerabilidade financeira e as preocupações com o abastecimento de café robusta influenciam os movimentos de preços. O café arábica encontra suporte na alta do petróleo e na valorização do robusta em Londres, mas a fragilidade persiste diante de uma indústria mundial que se posiciona de forma cautelosa e dos sinais mais positivos para a próxima safra brasileira.

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Embora a volatilidade ainda possa persistir a curto prazo, impulsionada por um posicionamento conservador dos fundos de investimento em commodities, o direcionamento de médio e longo prazo deve ser influenciado pelos fundamentos, de acordo com Barabach. O tamanho da próxima safra brasileira é o determinante fundamental, com a expectativa de um aumento na produção de conilon e arábica. A perspectiva de melhora futura na oferta é indicada pelo spread invertido entre os vencimentos do café na bolsa de NY.

Para o robusta, há um quadro de maior aperto a curto prazo, sustentando os preços e afetando a arbitragem NY/Londres. Fatores como a frustração com a safra do Vietnã, problemas logísticos no Canal de Suez e uma revisão para baixo na safra de conilon do Brasil contribuem para esse cenário. O mercado, no entanto, já acumula uma forte valorização, aproximando-se do gatilho técnico de troca entre cafés arábica e robusta.

Consumo Nacional de Café Solúvel

No âmbito do café solúvel, os brasileiros consumiram um volume recorde de 24,248 mil toneladas no ano passado, representando um aumento de 5,2% em relação a 2022. As importações de café solúvel diminuíram significativamente, caindo 32,7% em relação a 2022, totalizando 423,4 toneladas.

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Os embarques de café solúvel do Brasil atingiram 86,516 mil toneladas em 2023, um leve aumento de 0,4% em comparação com o ano anterior. A receita cambial obtida com as remessas totalizou US$ 701,3 milhões, apresentando uma queda de 1,1% no mesmo período.

Os Estados Unidos foram o principal destino do café solúvel brasileiro em 2023, seguidos pela Argentina, Japão, Indonésia e Finlândia. A Rússia, tradicional cliente, caiu para o 19º lugar, impactada pelos conflitos na Ucrânia. Mesmo com restrições internacionais, a Finlândia ascendeu como comprador significativo do produto brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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