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Mercado Internacional de açúcar registra queda superior a 3%, enquanto etanol recua 8,31% em novembro

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Comerciantes apontam para o “forte ritmo de produção no Brasil” como fator determinante para a defensiva do mercado, conforme relata a Agência de Notícias Reuters.

O analista Claudiu Covrig observou que uma correção era antecipada diante do constante aumento na safra brasileira. Ele destacou ainda que a substancial posição comprada dos fundos sinalizava uma possível realização de lucros em um momento oportuno. “Quando não se consegue impulsionar o mercado para cima, a alternativa é conduzi-lo para baixo. Se os fundos identificam esses pisos mais baixos, isso desencadeia a realização de lucros e uma grande liquidação,” afirmou Covrig à Reuters.

Nova York

Na Bolsa de Futuros de Nova York, o açúcar bruto apresentou quedas notáveis, com destaque para a tela março/24, que registrou uma diminuição de 3,1%, equivalentes a 82 pontos, fechando a 26,04 centavos de dólar por libra-peso. Durante a sessão, esse lote atingiu uma mínima de sete semanas, cotado a 25,90 cts/lb. A tela maio/24 teve uma desvalorização de 69 pontos em comparação com o dia anterior, sendo contratada a 25,04 cts/lb. Os demais contratos apresentaram recuos variando entre 4 e 52 pontos.

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Londres

A tendência de queda foi observada também na ICE Futures Europe de Londres, afetando todos os lotes de açúcar branco. O vencimento março/24 foi negociado a US$ 717,10 a tonelada, experimentando uma redução de 17,60 dólares, ou 2,4%, em comparação com o dia anterior. Os demais contratos apresentaram desvalorizações que variaram entre 1,70 e 16,70 dólares.

Mercado Doméstico

No cenário interno, as cotações do açúcar cristal, mensuradas pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP, também registraram baixa. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 154,99, representando uma desvalorização de 0,14% em relação ao dia anterior. No acumulado do mês, o indicador apresentou uma redução de 1,40%.

Etanol Hidratado

O etanol hidratado encerrou o mês de novembro em território negativo. O biocombustível foi negociado a R$ 2.135,50 o m³ no último dia do mês, em comparação com os R$ 2.157,50 o m³ praticados no dia anterior, indicando uma desvalorização de 1,02%. Ao longo de novembro, o Indicador Diário Paulínia para o hidratado acumulou uma queda de 8,31%.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de trigo no Rio Grande do Sul deve cair em 2026 com impacto do El Niño e custos elevados

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A safra de trigo no Rio Grande do Sul deve registrar nova retração em 2026, em meio a um cenário de custos elevados, menor atratividade econômica e aumento da percepção de risco climático associado ao fenômeno El Niño. A semeadura já teve início no Estado, acompanhando a abertura do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para as principais cultivares.

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, o cenário inicial indica redução significativa da área cultivada em relação ao ciclo anterior, com impacto direto sobre o planejamento das lavouras.

Avanço inicial do plantio ocorre com limitações de umidade

As condições de tempo seco têm favorecido operações de manejo da resteva, dessecação e preparo de solo, permitindo o avanço inicial da implantação das lavouras. No entanto, a baixa umidade do solo em diversas regiões tem dificultado a germinação e emergência das primeiras áreas semeadas, levando produtores a aguardarem chuvas mais regulares.

Na safra anterior, o Estado cultivou 1,16 milhão de hectares de trigo, com produção de 3,45 milhões de toneladas e produtividade média de 2.968 kg/ha, segundo dados do IBGE.

Fatores econômicos e climáticos pressionam decisão dos produtores

Segundo a Emater/RS-Ascar, a expectativa de redução da área está ligada a três fatores principais: custos elevados de produção, baixa rentabilidade do cereal e maior percepção de risco climático durante o inverno e a primavera.

Mesmo com esse cenário, parte dos produtores tem optado por antecipar a semeadura em áreas sem financiamento ou seguro rural, buscando posicionar fases críticas da cultura, como florescimento e enchimento de grãos, fora dos períodos de maior intensidade de chuvas da primavera.

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Regiões gaúchas apresentam comportamento desigual na safra

Na Fronteira Oeste, municípios como Manoel Viana e São Borja registram avanço lento da semeadura. Em Manoel Viana, produtores já possuem insumos e áreas preparadas, mas aguardam precipitações para melhorar a umidade do solo. Em São Borja, cresce o número de desistências do cultivo, impulsionado pela combinação entre incertezas climáticas, custos elevados e exigências de qualidade.

Na região da Campanha, produtores seguem aproveitando o tempo seco para preparo do solo, com expectativa de início mais intenso do plantio no fim de junho.

Na Serra Gaúcha, a semeadura ainda não começou. Em Caxias do Sul, o plantio deve ocorrer entre a segunda quinzena de junho e início de julho, enquanto nos Campos de Cima da Serra a concentração das atividades ocorre ao longo de julho. A estimativa regional aponta retração de aproximadamente 30% da área cultivada.

Já na regional de Frederico Westphalen, a projeção inicial indica redução próxima de 20% na área plantada.

Avanço da semeadura ainda é pontual em algumas regiões

Em Ijuí, cerca de 7% da área projetada já foi semeada. As sementes encontram-se em fase de embebição, sem emergência observada até o momento. O avanço foi favorecido pelo início do período recomendado pelo zoneamento e por melhores condições operacionais do solo, além da continuidade dos trabalhos de dessecação para controle de plantas espontâneas.

Na regional de Santa Rosa, a semeadura atinge cerca de 6% da área prevista, concentrada principalmente em lavouras sem financiamento ou cobertura de seguro rural. A expectativa de menor incidência de geadas também tem estimulado a antecipação do plantio.

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Em Soledade, a projeção é de redução superior a 30% da área cultivada, com cerca de 7% já semeada até o momento.

Mudanças estruturais e migração de culturas

O boletim da Emater destaca ainda mudanças no perfil produtivo regional. Empresas do setor energético vêm incentivando o cultivo de grãos voltados à produção de etanol, o que tem estimulado a substituição parcial do trigo destinado à indústria alimentícia.

Além disso, a baixa disponibilidade de crédito e menor acesso a sementes fiscalizadas têm levado ao aumento do uso de sementes salvas e recursos próprios, reforçando a tendência de redução da área cultivada.

Em algumas regiões, produtores também têm migrado para culturas alternativas como canola, carinata, linhaça e painço, diante da maior previsibilidade econômica dessas atividades.

Tendência de retração marca safra 2026

A combinação entre fatores climáticos, econômicos e estruturais reforça a expectativa de retração da safra de trigo no Rio Grande do Sul em 2026. Mesmo com o início do plantio dentro do período recomendado pelo ZARC, o cenário aponta para uma reconfiguração da cultura no Estado, com menor área e maior seletividade produtiva.

A evolução das chuvas nas próximas semanas e o comportamento do mercado serão determinantes para o ritmo final da semeadura e para o tamanho efetivo da safra gaúcha.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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