AGRONEGÓCIO

Mercado futuro do açúcar branco valoriza-se em Londres no dia de Ação de Graças

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O contrato para março/24 foi negociado a US$ 746,10 por tonelada, representando um acréscimo de 5,20 dólares em comparação com os preços praticados no dia anterior. Já o contrato para maio/24 apresentou um aumento de 4,70 dólares, sendo negociado a US$ 726,80 por tonelada. Os demais lotes experimentaram elevações entre 2,30 e 3,30 dólares.

Conforme apontado por analistas da Czarnikow, o mercado de Londres iniciou o dia de maneira tranquila, apesar de algumas compras leves terem surgido devido à queda registrada no dia anterior, mantendo o crédito para março/24 no início da manhã. “Com muitos traders afastados de suas mesas devido ao feriado nos EUA, o volume de negociações estava consideravelmente mais leve do que o habitual. Com o lado da venda particularmente fraco, pareceu que alguns investidores aproveitaram a oportunidade para retomar a ascensão dos preços, alcançando a marca de meados de US$ 740 ao meio-dia.”

Mercado Doméstico e Etanol Hidratado

No mercado interno brasileiro, o açúcar cristal registrou, pelo segundo dia consecutivo, uma queda pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. As usinas negociaram a saca de 50 quilos a R$ 155,98, representando uma desvalorização de 0,22% em comparação com a quarta-feira.

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Após dois dias de alta, as cotações do etanol hidratado, medida pelo Indicador Diário Paulínia, apresentaram uma redução nesta quinta-feira (23). O biocombustível foi negociado a R$ 2.218,00 por metro cúbico, contra R$ 2.222,50 praticados na quarta-feira, refletindo uma queda de 0,20% no comparativo. No acumulado do mês, o indicador registra uma baixa de 4,77%.

Fonte: Portal do Agrnegócios

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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