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Mercado Doméstico de Algodão Enfrenta Baixa Liquidez

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A comercialização de algodão no mercado físico nacional perdeu força ao longo da última semana. De acordo com a Safras Consultoria, a demanda diminuiu, e algumas tradings operaram de forma pontual, com foco na safra 2025.

Na quinta-feira (25), o preço pago ao produtor na região de Rondonópolis (MT) foi de R$ 3,84 por libra-peso (equivalente a R$ 127,15 por arroba), uma queda de 1,90% em comparação com a quinta-feira anterior (18), quando a pluma era comercializada a R$ 3,92 por libra-peso (ou R$ 129,61 por arroba). A indústria doméstica também mostrou menor atividade durante a semana, possivelmente negociando para pagamento em 8 dias. O preço do algodão no CIF de São Paulo foi em média R$ 4,03/libra-peso, uma desvalorização de 1,71% em relação aos R$ 4,10/libra-peso da semana anterior.

Custeio da Safra 2024/25 – Aumento de Custos

Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o custo de produção da safra 2024/25 de algodão teve um aumento de 0,36% em relação à estimativa de maio de 2024, atingindo R$ 9.814,96 por hectare. Esse aumento foi impulsionado principalmente pelo crescimento de 2% nos custos com fertilizantes e corretivos, com os micronutrientes e macronutrientes subindo 3,14% e 1,98%, respectivamente.

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Diante disso, a estimativa de Custo Operacional Efetivo (COE) para o ciclo 2024/25 também apresentou um acréscimo de 0,29%, alcançando R$ 13.306,56 por hectare. Para que os produtores cubram as despesas com o COE da temporada 2024/25, considerando uma produtividade de 120,94 arroba/hectare de pluma, é necessário que vendam sua fibra por pelo menos R$ 110,03/arroba, valor atualmente 19,65% inferior ao preço ponderado da comercialização do ciclo.

Com a volatilidade dos preços da fibra, é crucial que os produtores estejam atentos às melhores oportunidades de negociação. Essas informações são do Imea.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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