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Mercado do trigo no Sul segue travado enquanto Chicago reage com atenção ao clima nos EUA e Rússia

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O mercado brasileiro de trigo encerra a semana em ritmo lento no Sul do país, com poucos negócios efetivados e forte distanciamento entre as pedidas dos vendedores e as indicações de compra dos moinhos. Ao mesmo tempo, o mercado internacional acompanha uma recuperação técnica dos contratos futuros na Bolsa de Chicago (CBOT), sustentada pelas preocupações climáticas nos Estados Unidos e na Rússia.

No Brasil, o cenário segue marcado pela cautela da indústria moageira, dificuldades na comercialização de farinha e farelo e custos elevados de produção e logística, fatores que continuam limitando o avanço das negociações.

Mercado de trigo trava no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, o mercado permaneceu praticamente paralisado ao longo da semana. Produtores e vendedores seguem firmes nas pedidas, buscando valores ao redor de R$ 1.350 por tonelada no interior do estado, enquanto os moinhos avaliam que os custos não fecham nesses níveis.

Com parte das necessidades de maio já cobertas e algumas compras antecipadas para junho, as indústrias reduziram o ritmo de aquisição, evitando pressionar ainda mais a demanda em um ambiente de baixa liquidez.

Além disso, os moinhos enfrentam dificuldades para repassar custos ao mercado consumidor. O setor relata baixa remuneração do farelo, vendas lentas de farinha e resistência a reajustes, enquanto despesas com trigo, frete e embalagens continuam elevadas.

Para a safra nova, foram registrados negócios pontuais ao redor de R$ 1.250 por tonelada CIF porto e CIF moinhos. Estimativas indicam que aproximadamente 40 mil toneladas já foram negociadas antecipadamente, somando operações para moagem e exportação.

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No mercado de balcão, o preço pago ao produtor em Panambi permaneceu estável em R$ 62,04 por saca pela segunda semana consecutiva.

Santa Catarina e Paraná mantêm mercado lento

Em Santa Catarina, o mercado também segue em ritmo moderado, acompanhando a lentidão das vendas de farinha. As ofertas chegam do próprio estado, além do Rio Grande do Sul e Paraná, com elevação nas pedidas ao longo da semana.

O trigo catarinense segue sendo negociado próximo de R$ 1.300 por tonelada FOB, enquanto lotes do Paraná e do Rio Grande do Sul aparecem na faixa de R$ 1.400 por tonelada FOB.

No mercado de balcão catarinense, os preços permaneceram estáveis em Rio do Sul, Xanxerê e São Miguel do Oeste. Já regiões como Canoinhas, Chapecó e Joaçaba registraram elevação nas cotações.

No Paraná, o cenário também permanece estável e com poucos negócios novos. Os moinhos indicam preços entre R$ 1.370 e R$ 1.430 por tonelada CIF para entrega em junho, mas vendedores continuam pedindo valores superiores.

No trigo importado, há ofertas concentradas no cereal argentino, com alguns negócios reportados a US$ 280 por tonelada nacionalizada em Paranaguá. Para a safra nova, compradores trabalham com referências entre R$ 1.320 e R$ 1.350 por tonelada FOB para setembro.

Chicago reage após sequência de perdas

No mercado internacional, os contratos futuros do trigo operaram em alta nesta sexta-feira (8) na Bolsa de Chicago, após as perdas registradas nas últimas sessões.

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O movimento de recuperação acontece em meio às preocupações com o clima seco em importantes regiões produtoras dos Estados Unidos, especialmente nas áreas das Planícies, onde o trigo de inverno enfrenta impactos do calor e do déficit hídrico.

Além disso, o mercado continua monitorando as condições das lavouras na Rússia, um dos maiores exportadores globais do cereal, fator que mantém elevada a atenção sobre a oferta mundial.

Nos primeiros negócios do dia, o contrato julho/26 era negociado a US$ 6,14 por bushel, enquanto o setembro/26 operava a US$ 6,29/bu. O vencimento dezembro/26 trabalhava próximo de US$ 6,49/bu.

Oferta restrita sustenta preços no Brasil

No mercado brasileiro, a entressafra segue dando sustentação aos preços internos. A oferta disponível continua limitada, enquanto compradores com necessidade imediata permanecem ativos no mercado spot.

O setor também acompanha o avanço da nova safra nacional. No Sul do país, produtores monitoram as condições climáticas e os custos de produção, enquanto no Cerrado aumenta a atenção sobre o crescimento do trigo irrigado, cultura que vem ampliando espaço nos últimos anos.

Apesar das recentes reações em Chicago, analistas avaliam que a forte concorrência do trigo importado ainda limita movimentos mais intensos de valorização no mercado interno brasileiro. Além disso, a volatilidade do dólar e os custos logísticos seguem como fatores centrais para a formação dos preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Boletim aponta queda nos casos de dengue e chikungunya em Cuiabá em 2026

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), divulgou o Boletim Epidemiológico nº 24/2026, com dados atualizados sobre a situação das arboviroses no município. O levantamento, elaborado pela Diretoria de Vigilância em Saúde, mostra uma redução nas médias semanais de casos de dengue e chikungunya ao longo de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Na 25ª Semana Epidemiológica, Cuiabá registrou nove casos notificados de dengue e três de chikungunya. No acumulado do ano, a média semanal de notificações de dengue caiu de 75,6 casos em 2025 para 51,8 em 2026. Já a chikungunya apresentou uma redução ainda mais significativa, passando de 434,9 notificações semanais no ano anterior para apenas 4,8 neste ano.

Até 2 de julho de 2026, o município contabilizou 1.295 notificações de dengue, das quais 568 foram confirmadas. Houve um óbito confirmado pela doença e outro permanece em investigação. A incidência é de 70,5 casos por 100 mil habitantes, considerando apenas os casos autóctones.

Em relação à chikungunya, foram registradas 121 notificações e 115 confirmações, sem óbitos. A incidência da doença é de 7,8 casos por 100 mil habitantes. Já a zika contabilizou oito notificações, com três casos confirmados e incidência de 0,4 por 100 mil habitantes.

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Além do monitoramento epidemiológico, a Secretaria Municipal de Saúde mantém ações permanentes de combate ao mosquito Aedes aegypti. Desde o início do ano, as equipes de vigilância realizaram vistoria em 574.889 imóveis em toda a capital.

Durante as inspeções, foram realizados tratamentos em 60.826 imóveis, 68.063 depósitos com água receberam tratamento adequado e 17.104 depósitos considerados de risco foram eliminados de forma definitiva.

A secretária municipal de Saúde, Lúcia Helena Barboza Sampaio, destaca que os indicadores demonstram o impacto das ações de vigilância, mas reforça que a prevenção continua sendo responsabilidade compartilhada entre o poder público e a população.

“A redução dos casos é um resultado importante, fruto do trabalho contínuo das equipes de vigilância e da atenção básica. No entanto, o combate ao mosquito precisa ser diário. A maior parte dos criadouros ainda está dentro das residências, por isso contamos com o apoio da população para eliminar qualquer recipiente que possa acumular água”, afirmou.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a principal forma de prevenção continua sendo a eliminação dos criadouros do mosquito. A orientação é manter quintais limpos, eliminar recipientes que possam acumular água, tampar caixas d’água e realizar inspeções frequentes em calhas, vasos de plantas, pneus e outros objetos.

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Outra medida importante é a vacinação contra a dengue. A vacina Qdenga está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, conforme o calendário do Ministério da Saúde, sendo aplicada em duas doses.

Em caso de sintomas como febre, dores no corpo, dor de cabeça, manchas na pele ou dor intensa nas articulações, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação médica, evitando a automedicação. A identificação precoce da doença contribui para o tratamento adequado e reduz o risco de complicações.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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