AGRONEGÓCIO

Mercado de trigo apresenta contrastes no Sul do Brasil: excesso de oferta no RS pressiona preços, enquanto SC mantém estabilidade

Publicado em

Enquanto o Rio Grande do Sul enfrenta queda nos preços devido ao aumento nas vendas por parte dos produtores, Santa Catarina e Paraná apresentam estabilidade e valores firmes, influenciados por diferentes dinâmicas de oferta e demanda.

Rio Grande do Sul: excesso de oferta pressiona preços

Nas duas últimas semanas, produtores gaúchos intensificaram as vendas de trigo às cooperativas, que por sua vez abasteceram os moinhos locais. Como resultado, o mercado está saturado para o consumo de maio e parte de junho, o que provocou a retração dos preços.

Atualmente, o mercado se mantém com perfil vendedor, com cerca de 50 mil toneladas ainda disponíveis. Negociações pontuais foram registradas a R$ 1.400,00 por tonelada, e há ofertas chegando a R$ 1.390,00/t para trigo com PH 76. Para a safra futura, os preços permanecem em R$ 1.340,00/t sobre rodas no porto, mas os moinhos ainda não demonstram interesse em novas compras. Em Panambi, a saca caiu novamente, agora cotada a R$ 72,00.

Leia Também:  Brasil bate recorde de registros de agrotóxicos em 2024
Santa Catarina: pouca oferta e preços estáveis

Em contrapartida, o cenário em Santa Catarina é de escassez de oferta e estabilidade nos preços. Nas últimas quatro a cinco semanas, os valores praticados no balcão não sofreram alterações relevantes, e a movimentação no mercado segue tímida.

Durante a semana, uma oferta de trigo gaúcho foi registrada a R$ 1.450,00/t FOB, e uma compra de trigo melhorador no Rio Grande do Sul foi feita a R$ 1.510,00/t FOB. As pedidas no estado catarinense variam entre R$ 1.500,00 e R$ 1.520,00/t FOB. Já os preços pagos aos produtores locais continuam inalterados: R$ 78,00/saca em Canoinhas, R$ 75,00 em Chapecó, R$ 79,00 em Joaçaba e R$ 80,00 em Rio do Sul e Xanxerê.

Paraná: demanda mantém preços altos, mas margens recuam

No Paraná, a dificuldade em encontrar trigo nacional no mercado tem impulsionado a procura por trigo e farinha importados da Argentina, fator que mantém os preços em níveis elevados.

Para a safra atual, compradores estão pagando R$ 1.600,00/t com entrega em junho e pagamento previsto para julho. Vendedores, por sua vez, pedem entre R$ 1.600,00 e R$ 1.650,00/t FOB, mas o volume de negócios concretizados segue baixo. A nova safra ainda não movimenta o mercado, e os compradores indicam preços entre R$ 1.450,00 e R$ 1.500,00 CIF moinho.

Leia Também:  Mercado Financeiro: Ações Chinesas Caem com Dados Decepcionantes sobre Consumo

Apesar do cenário de preços firmes, o lucro do produtor paranaense recuou. Segundo o Deral, a média semanal do preço subiu 0,33%, alcançando R$ 80,16/saca. No entanto, o custo de produção estimado está em R$ 73,53/saca, o que resulta em um lucro médio de 8,85% — uma queda em relação aos 13,39% registrados anteriormente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações brasileiras de soja e milho aceleram em maio e reforçam protagonismo do agro global

Published

on

As exportações brasileiras de grãos seguem em ritmo acelerado em 2026, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores globais de alimentos e biocombustíveis. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) apontam forte crescimento nos embarques de soja, farelo de soja e milho ao longo dos primeiros meses do ano, com destaque para o avanço previsto em maio.

Exportações de soja avançam e podem superar 16 milhões de toneladas em maio

Segundo a ANEC, os embarques de soja do Brasil devem atingir aproximadamente 16,1 milhões de toneladas em maio, volume superior aos 14,18 milhões registrados no mesmo período do ano passado.

No acumulado do ano até maio, as exportações brasileiras da oleaginosa já somam cerca de 59,2 milhões de toneladas, mantendo o país em posição estratégica no abastecimento global.

A China continua liderando as compras da soja brasileira, respondendo por cerca de 70% das importações entre janeiro e abril de 2026. Espanha, Turquia, Tailândia e Paquistão aparecem na sequência entre os principais destinos do produto brasileiro.

Leia Também:  Clima Favorável Impulsiona Safra de Mandioca no Rio Grande do Sul
Milho ganha força nas exportações brasileiras

O milho também apresenta crescimento expressivo no mercado externo. A previsão da ANEC indica embarques de aproximadamente 419,6 mil toneladas em maio, número significativamente superior ao registrado no mesmo mês do ano passado.

Entre os principais compradores do milho brasileiro em 2026 estão Egito, Vietnã e Irã, que juntos concentram grande parte da demanda internacional pelo cereal nacional.

O movimento reforça a competitividade do milho brasileiro no mercado global, especialmente diante da crescente demanda por ração animal e biocombustíveis em diversos países.

Farelo de soja mantém ritmo forte no comércio internacional

As exportações de farelo de soja também seguem aquecidas. A projeção para maio é de aproximadamente 2,78 milhões de toneladas, acima das 2,12 milhões embarcadas no mesmo período de 2025.

Os principais destinos do farelo brasileiro entre janeiro e abril foram Indonésia, Tailândia, Irã e países europeus, consolidando a presença do produto brasileiro em mercados estratégicos da indústria global de proteína animal.

Portos do Arco Sul e Norte sustentam fluxo recorde

Os dados da ANEC mostram ainda que os portos de Santos, Paranaguá, Barcarena, Itaqui e Rio Grande seguem liderando os embarques brasileiros de grãos.

Leia Também:  STOXX 600 atinge menor patamar em 16 meses em meio a tensões comerciais entre EUA e China

O Porto de Santos permanece como principal corredor logístico do agronegócio brasileiro, concentrando grande parte dos embarques de soja e milho. Já os terminais do Arco Norte seguem ampliando participação estratégica nas exportações, especialmente para mercados asiáticos e europeus.

Agro brasileiro amplia protagonismo no mercado global

O avanço das exportações ocorre em um cenário de forte demanda mundial por alimentos, proteínas e biocombustíveis. A combinação entre alta produção, capacidade logística e competitividade cambial mantém o Brasil em posição de destaque no comércio agrícola internacional.

Além da soja e do milho, o país também registra movimentação relevante em produtos como DDGS, sorgo e trigo, ampliando a diversificação da pauta exportadora do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA