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Mercado de Suínos: Negociações Avançam com Oferta Ajustada

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A semana foi marcada por negociações dinâmicas no mercado de suínos, com preços estáveis tanto para o quilo do suíno vivo quanto para os cortes principais no atacado. Allan Maia, analista da Safras & Mercado, destacou a boa fluidez nas transações envolvendo suínos vivos, impulsionada por uma oferta de animais ajustada e pela ativa participação dos frigoríficos.

Maia expressou otimismo em relação às perspectivas para o consumo final e reposição entre atacado e varejo. “O cenário atual é favorável para as margens, com preços firmes e custos evoluindo sem grandes sobressaltos. As exportações também têm desempenhado um papel crucial, contribuindo para o equilíbrio da oferta doméstica”, afirmou o analista.

Evolução dos Preços e Exportações

Segundo levantamento da Safras & Mercado, o preço médio do quilo do suíno vivo no país teve um aumento de 2,33% na semana, encerrando em R$ 6,50. Os cortes de pernil no atacado apresentaram alta de 3,19%, alcançando R$ 11,79, enquanto a carcaça teve um avanço de 4,26%, chegando a R$ 10,85.

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A análise semanal revelou que em São Paulo, a arroba suína subiu de R$ 136,00 para R$ 141,00. No Rio Grande do Sul, o preço do quilo vivo na integração passou de R$ 5,40 para R$ 5,50, e no interior do estado aumentou de R$ 6,60 para R$ 6,90.

Em Santa Catarina, houve elevação de R$ 5,40 para R$ 5,55 na integração e de R$ 6,55 para R$ 6,85 no interior. No Paraná, o quilo vivo subiu de R$ 6,65 para R$ 6,80 no mercado livre, enquanto na integração permaneceu estável em R$ 5,35.

No Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, o preço aumentou de R$ 6,40 para R$ 6,50, e na integração, de R$ 5,35 para R$ 5,45. Em Goiânia, os preços cresceram de R$ 6,90 para R$ 7,00. No interior de Minas Gerais, os valores subiram de R$ 7,30 para R$ 7,50, e no mercado independente, de R$ 7,50 para R$ 7,60. Em Mato Grosso, o quilo vivo em Rondonópolis passou de R$ 6,40 para R$ 6,50, e na integração do estado, de R$ 5,30 para R$ 5,40.

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Desempenho das Exportações

As exportações de carne suína “in natura” do Brasil geraram US$ 221,602 milhões em junho, com média diária de US$ 11,080 milhões. O total exportado foi de 93,879 mil toneladas, com média diária de 4,694 mil toneladas. O preço médio alcançou US$ 2.360,50 por tonelada.

Comparado a junho de 2023, houve uma redução de 10,6% no valor médio diário exportado, uma queda de 3,2% na quantidade média diária e uma retração de 7,6% no preço médio, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do trigo no Brasil fecha primeiro semestre de 2026 em alta, mas junho registra desaceleração nas negociações

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O mercado brasileiro de trigo encerrou o primeiro semestre de 2026 com tendência de valorização nos preços, apesar da desaceleração observada nas negociações em junho. O cenário foi sustentado principalmente pela baixa disponibilidade de produto da safra velha, estoques internos apertados e maior necessidade de importação para suprir a demanda doméstica.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o comportamento dos preços reflete um equilíbrio ainda frágil entre oferta e demanda.

“O primeiro semestre foi marcado pela recomposição dos preços. A menor disponibilidade de trigo no mercado interno e a necessidade de importação deram sustentação às cotações, mesmo em um ambiente de liquidez bastante limitada”, destacou.

Mercado do trigo acumula altas expressivas no semestre

Apesar da pressão de baixa registrada em junho, o desempenho acumulado do semestre foi positivo nas principais praças do país.

No Paraná, a média dos preços FOB interior encerrou junho em R$ 1.407 por tonelada, com alta acumulada de 19,9% em relação ao fechamento de 2025. No entanto, o mês registrou recuo de 1,6%, influenciado pela menor demanda dos moinhos e pelo enfraquecimento das referências internacionais.

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No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais intenso no semestre, com avanço de 24,9%. Em junho, porém, houve queda de 5,1%, levando a média para R$ 1.290 por tonelada FOB. Mesmo com a correção, o estado segue sustentado pela escassez de trigo remanescente da safra anterior e pelo forte ritmo de exportações ao longo do período.

Ajuste em junho não muda tendência de alta, diz analista

De acordo com Elcio Bento, a retração observada em junho não representa mudança estrutural no mercado, mas sim um ajuste técnico após meses de valorização.

“O que vimos em junho foi muito mais um ajuste técnico do que uma mudança de tendência. A oferta continua limitada, os estoques seguem apertados e isso impede uma queda mais acentuada dos preços”, analisou.

O ambiente de baixa liquidez continua sendo uma característica marcante do mercado físico brasileiro de trigo. Produtores seguem retendo parte do produto, aguardando melhores condições de preços na entressafra, enquanto os moinhos realizam compras pontuais devido à dificuldade de repasse dos custos ao preço da farinha.

Esse desalinhamento entre oferta e demanda mantém o mercado travado e com negociações limitadas.

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Mercado internacional sustenta cenário de preços no Brasil

No mercado externo, o trigo negociado em Kansas acumulou valorização de 15,5% no primeiro semestre de 2026, mesmo com correções pontuais registradas em junho. Já o trigo argentino, referência importante para a paridade de importação brasileira, avançou 6,7% no período.

Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar ao longo do semestre contribuiu para reduzir parte da pressão altista que poderia ter sido transmitida ao mercado doméstico.

Perspectivas para o segundo semestre seguem atreladas ao clima e ao câmbio

Para os próximos meses, o mercado brasileiro de trigo deve permanecer sensível a fatores externos e internos. Entre os principais vetores de atenção estão o desenvolvimento da safra nacional, as condições climáticas na Argentina, o comportamento das bolsas internacionais e as oscilações cambiais.

Segundo o analista, esse conjunto de variáveis continuará sendo determinante para a formação de preços no mercado.

“Esse conjunto de fatores continua oferecendo sustentação estrutural aos preços”, concluiu Elcio Bento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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