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Mercado de suínos mantém preços firmes em meio ao equilíbrio entre oferta e demanda, aponta relatório do Itaú BBA

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Preços estáveis e custos em queda

O mercado de suínos no Brasil manteve-se equilibrado em maio, com preços da carne e do animal firmes no mercado interno. Houve ainda uma leve redução nos custos de produção, principalmente impulsionada pela queda do preço do milho, principal componente da ração, segundo o relatório Agro Mensal da Consultoria Agro do Itaú BBA.

Preços do suíno vivo em São Paulo

Os preços do suíno vivo em São Paulo apresentaram estabilidade ao longo do mês, mas na média parcial até o dia 20, o animal registrou alta de 2% em relação a abril, chegando a R$ 8,60/kg. Este valor é 27,5% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Redução nos custos de produção e melhora nas margens

Com a queda de aproximadamente 3% no custo da ração, devido à redução do preço do milho, a suinocultura teve alívio nos gastos. Ao mesmo tempo, o valor do animal subiu 2%, considerando a média ponderada pelos abates na Região Sul e em Minas Gerais. Como resultado, o spread da atividade melhorou cerca de 4 pontos percentuais em comparação a abril, alcançando aproximadamente 24%, o que equivale a cerca de R$ 250 por cabeça terminada.

Crescimento nos abates e produção de carne

Dados preliminares do IBGE indicam alta de 1,4% no número de abates no primeiro trimestre de 2025, totalizando 14,3 milhões de cabeças. A produção de carne suína cresceu 1,9% no mesmo período, impulsionada pelo aumento do peso médio das carcaças.

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Exportações seguem em ritmo forte

As exportações de carne suína in natura em abril bateram recorde para o mês, com 111 mil toneladas embarcadas, 14% acima de abril de 2024. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o aumento é de 17% frente ao mesmo período do ano passado. Apesar disso, o spread da exportação caiu para 42%, influenciado pela redução de 0,8% no preço médio de embarque em abril. Essa queda faz parte de uma tendência desde dezembro de 2024, quando o spread estava em 49%, mas ainda permanece acima da média histórica de 39%.

Principais destinos e dinâmica do comércio externo

As Filipinas se destacaram como principal mercado, respondendo por 21% do share nas compras no quadrimestre, com um crescimento de 84% no volume adquirido. A China ocupa o segundo lugar, com 15%, mas apresentou queda de 27% nas importações.

Perspectivas positivas para a suinocultura

O cenário para a suinocultura permanece favorável, apoiado pela tendência de redução dos custos da ração, bom desempenho nas exportações e oferta equilibrada de carne suína. No entanto, a sustentação dos preços está atrelada à possibilidade de flexibilização dos embargos sobre as exportações de carne de frango, decorrentes do surto de gripe aviária.

Riscos e fatores climáticos

A expectativa é que os custos da ração continuem a recuar, especialmente com a redução dos riscos de quebra na região do cerrado. Porém, no Sul do país, a previsão de geadas para o final do mês pode gerar perdas pontuais à produção.

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Exportações com foco na Ásia e posição do Brasil no mercado global

O ritmo das exportações deve se manter positivo, com destaque para as vendas à Ásia, especialmente às Filipinas. Com previsões de queda na produção dos principais exportadores globais — União Europeia, Estados Unidos e Canadá — o Brasil está bem posicionado para ampliar sua participação no mercado internacional de carne suína.

Impactos dos embargos no curto prazo

A dinâmica do mercado de carne de frango pode influenciar o setor suinícola no curto prazo. Embargos instalados podem reduzir as exportações de frango em junho, aumentando a oferta no mercado interno e pressionando também os preços da carne suína.

Possibilidade de reversão parcial dos embargos

Até 23 de maio, não foram identificados novos casos de gripe aviária no Brasil, o que abre a possibilidade de que o país consiga reverter os embargos totais impostos por China, União Europeia e Filipinas, limitando-os apenas ao Rio Grande do Sul. Essa regionalização dos bloqueios ajudaria a minimizar a queda nas exportações e a pressão sobre os preços da carne suína.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

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O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

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Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

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Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

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