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Mercado de Soja no Brasil Segue Lento Mesmo com Reação em Chicago

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O mercado brasileiro de soja deve permanecer com pouca movimentação nesta quarta-feira, refletindo o comportamento observado nos últimos dias. Embora haja uma leve reação nos preços acompanhando a alta na Bolsa de Chicago, o movimento não tem sido suficiente para atrair os negociadores de volta ao mercado. Com o dólar operando próximo à estabilidade, abaixo de R$ 5,50, e os prêmios de exportação também apresentando poucas variações, a atividade de comercialização segue em ritmo lento.

No pregão anterior, o mercado esteve praticamente paralisado, com os preços recuando devido ao movimento negativo na Bolsa de Chicago e à estabilidade do dólar. Os produtores continuam retraídos, buscando preços muito superiores aos que estão sendo oferecidos atualmente.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 125,00 para R$ 123,00. Na região das Missões, a cotação baixou de R$ 124,00 para R$ 122,00 a saca. No Porto de Rio Grande, o preço desvalorizou de R$ 132,00 para R$ 129,00 a saca.

Em Cascavel, no Paraná, a saca recuou de R$ 123,00 para R$ 120,00. No Porto de Paranaguá (PR), o preço teve uma baixa de R$ 131,00 para R$ 127,00.

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Em Rondonópolis (MT), a saca caiu de R$ 122,00 para R$ 120,00. Em Dourados (MS), o preço passou de R$ 119,00 para R$ 118,00 a saca. Já em Rio Verde (GO), a saca teve recuo de R$ 118,00 para R$ 117,00.

Chicago

Os contratos de soja para entrega em novembro registraram alta de 0,67%, com a cotação atingindo US$ 9,68 ¾ por bushel. O mercado busca uma correção técnica após ter alcançado os níveis mais baixos de preços desde 2020, pressionado pelas expectativas de uma colheita recorde nos Estados Unidos e pela demanda fraca da China. A recuperação dos preços tem sido sustentada pela desaceleração do dólar frente a outras moedas e pelo bom desempenho das bolsas de valores na Europa.

Prêmios

A acentuada queda nos contratos futuros da Bolsa de Chicago também impactou os preços FOB da soja nos portos brasileiros, que apresentaram estabilidade nos prêmios. A movimentação foi limitada, com apenas uma operação reportada para março. A lentidão reflete a baixa disposição dos produtores em negociar no mercado físico, especialmente porque as pedidas estão acima dos patamares praticados no mercado americano.

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Os prêmios de exportação da soja para agosto estavam entre +110 e +140 centavos de dólar sobre Chicago no final da terça-feira no Porto de Paranaguá. Para setembro de 2024, o prêmio era de +115 a +145. Já para fevereiro de 2025, o prêmio estava em +30 a +45 pontos, conforme dados da Safras & Mercado.

O preço FOB (flat price) para setembro variou entre US$ 390,30 e US$ 401,30 a tonelada na terça-feira, enquanto no dia anterior oscilou entre US$ 402,80 e US$ 410,20.

Câmbio

O dólar comercial opera em leve alta de 0,06%, cotado a R$ 5,4526. O dollar index (DXY) registra uma ligeira baixa de 0,02%, marcando 102,53 pontos.

Indicadores Financeiros

As principais bolsas da Ásia fecharam mistas, com Xangai caindo 0,60% e Tóquio registrando alta de 0,58%. Na Europa, as bolsas operam em alta: Paris (+0,37%), Frankfurt (+0,44%) e Londres (+0,20%). O petróleo também registra alta nas cotações, com o WTI para setembro subindo 0,24%, alcançando US$ 78,54 o barril.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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