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Concurso de Carcaça Carne Hereford em Santa Maria Premia Criadores de Destaque da Região Sul

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A 11ª edição do Concurso de Carcaça Carne Hereford foi realizada na unidade industrial do Frigorífico Silva, em Santa Maria (RS), reunindo cerca de 400 animais de criadores do Rio Grande do Sul. O evento, promovido pela Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), por meio do Programa Carne Hereford, tem como objetivo fortalecer as raças Hereford e Braford, além de aproximar os diferentes elos da cadeia produtiva da carne, estimulando o aprimoramento contínuo dos processos e a troca de experiências entre produtores, indústria e especialistas.

O presidente da ABHB, Eduardo Soares, destacou o sucesso da edição de 2024, evidenciando a qualidade dos novilhos apresentados. Segundo ele, o concurso reflete a sólida parceria entre os produtores, a indústria e a associação, resultando em carne de alta qualidade, com o acabamento ideal e características definidas das raças Hereford e Braford. “Essa excelente amostra de novilhos de alto padrão demonstra a parceria cada vez mais forte entre todos os envolvidos, garantindo que, em cada embalagem, o consumidor encontre uma carne de qualidade superior”, afirmou Soares.

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Felipe Azambuja, gerente executivo da ABHB, também ressaltou o sucesso da edição e a importância da parceria com o Frigorífico Silva, que já dura mais de 20 anos. “Este concurso, que já ocorre há mais de dez anos, valoriza toda a cadeia produtiva e incentiva os produtores a oferecerem carne de extrema qualidade”, completou Azambuja.

Os prêmios do concurso foram disputados em diferentes categorias, com destaque para os vencedores da raça Hereford e Braford. Com 2.830 pontos, o lote vencedor da raça Hereford foi de Marcos Silva de Marco e Outros, de Santa Vitória do Palmar (RS), que obteve o peso médio de 288,92 quilos e idade de zero dentes. O segundo lugar ficou com Ricardo Felipe Sperotto Terra, também de Santa Vitória do Palmar, com 2.790 pontos e peso médio de 299,74 quilos. Já o terceiro lugar foi para Luciano Augusto Sperotto Terra, com 2.730 pontos e peso médio de 284,52 quilos.

Na categoria Braford, o lote vencedor foi de Sérgio Renato Dias Barbieri, de Bagé (RS), com 2.470 pontos e peso médio de 257,51 quilos. Já o melhor lote na Cruza HB foi conquistado por Luís Otávio Gomes da Silva, de Santa Vitória do Palmar (RS), que obteve a pontuação de 2.585, peso médio de 291,58 quilos e idade de dois a quatro dentes.

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Além disso, foram premiados os criadores com maior pontuação em lotes fechados. Marcos Silva de Marco e Outros conquistaram o primeiro, segundo e terceiro lugares, com pontuação de 135 em todas as premiações e pesos médios de 324, 307 e 302,6 quilos, respectivamente, todos com acabamento 4 e idade de zero dentes.

Este concurso reforçou, mais uma vez, a importância da colaboração entre os envolvidos na cadeia produtiva e a busca pela excelência no setor, garantindo a qualidade da carne e o fortalecimento das raças Hereford e Braford no mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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