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Mercado de Milho Enfrenta Dificuldades com Negócios Travados e Preços em Queda

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O mercado brasileiro de milho tem enfrentado desafios com a retração nos preços em comparação à semana anterior, acompanhada por um ritmo de negócios bastante travado.

De acordo com a Safras Consultoria, o interesse dos compradores permanece limitado, refletindo a expectativa de novas quedas nos preços do cereal. O movimento de queda no câmbio também influenciou essa postura, com a moeda norte-americana recuando de R$ 5,80 na semana passada para valores abaixo de R$ 5,50. Além disso, os consumidores monitoram os movimentos do mercado futuro de milho, tanto na Bolsa de Chicago quanto na B3, que têm mostrado pouca variação.

No mercado, há especulações de que muitos produtores enfrentam dívidas vencendo tanto no final de agosto quanto em setembro, o que pode estimular a fixação de ofertas de venda nas próximas semanas. Apesar disso, nesta semana os produtores adotaram uma postura cautelosa, evitando fixar grandes volumes de milho para venda. Esse comportamento ocorre em meio ao bom desempenho das exportações do cereal, que chegaram a oferecer indicações de até R$ 62,00 por saca para entrega em setembro nos portos.

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Cenário Internacional e Condições Climáticas

No cenário internacional, o mercado acompanhou as vendas líquidas semanais dos Estados Unidos, que se mostraram fracas. As condições climáticas, de forma geral, permanecem favoráveis, o que tem mantido as lavouras de milho em bom estado, contribuindo para a expectativa de uma grande colheita no país.

Preços Internos

No mercado interno, o valor médio da saca de milho foi cotado a R$ 57,75 em 15 de agosto, uma queda de 1,02% em relação aos R$ 58,34 registrados na semana anterior. Em Cascavel, Paraná, o preço do milho caiu 1,69%, de R$ 59,00 para R$ 58,00. Em Campinas/CIF, a queda foi mais acentuada, com a cotação recuando 6,15%, de R$ 65,00 para R$ 61,00. Na região da Mogiana, em São Paulo, o preço caiu 3,51%, de R$ 57,00 para R$ 55,00.

Em Rondonópolis, Mato Grosso, o preço da saca registrou queda de 4,17%, passando de R$ 48,00 para R$ 46,00. Em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço permaneceu estável em R$ 66,00. Já em Uberlândia, Minas Gerais, houve um avanço de 1,82% no preço, de R$ 55,00 para R$ 56,00. Em Rio Verde, Goiás, o preço da saca permaneceu inalterado em R$ 50,00.

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Exportações

As exportações brasileiras de milho geraram uma receita de US$ 407,954 milhões em agosto (7 dias úteis), com uma média diária de US$ 58,279 milhões. O volume total exportado foi de 1,938 milhão de toneladas, com uma média diária de 276,976 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 210,40.

Comparando com agosto de 2023, houve uma queda de 40,1% no valor médio diário das exportações, uma redução de 32% na quantidade média diária exportada e uma desvalorização de 11,9% no preço médio. Esses dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mulheres do Projeto Lutadoras iniciam jornada de defesa pessoal e fortalecimento em Cuiabá

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O primeiro dia de aulas gratuitas de defesa pessoal para as alunas do Projeto Lutadoras, na Secretaria da Mulher, nesta segunda-feira (20), foi marcado por acolhimento e conscientização. Nesta semana, o projeto inicia atividades em todas as unidades distribuídas por Cuiabá, reunindo 866 mulheres inscritas em uma das maiores edições já realizadas.

Sob as instruções do profissional de educação física e faixa-preta de jiu-jítsu Gilson de Oliveira, as alunas receberam orientações. Ele explicou que o trabalho começa antes mesmo das técnicas. “Hoje fizemos um acolhimento, falando sobre o que é o abuso, quais enfrentamentos existem dentro de casa e na rua e como evitar que a situação aconteça. Esse é o primeiro momento do treinamento”, afirmou.

De acordo com Gilson de Oliveira, nas próximas aulas serão trabalhados condicionamento físico, técnicas de aproximação e afastamento e alguns golpes específicos. “O principal é mostrar como evitar a situação e dar condições para que a mulher saia dela, caso aconteça, e saiba para quem ligar e como pedir ajuda.”

Para Eduarda Butakka, diretora de Políticas Públicas para Mulheres da Secretaria da Mulher de Cuiabá, a preparação também tem efeito preventivo. “Quando o agressor sabe que a mulher está preparada para se defender, ele pensa duas vezes. Uma mulher preparada tem mais meios de se proteger.”

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Entre as participantes, o sentimento é de entusiasmo e fortalecimento. A servidora Roserlene Ciqueira, professora da rede municipal, resume o novo momento: “Agora sou lutadora. Lutando para ter qualidade de vida e equilíbrio no corpo físico e mental.”

Ela convidou as mulheres a participar e destacou que o aprendizado começa na prevenção. “Quando a violência começa, seja psicológica ou física, precisamos evitar o confronto. Mas, se for necessário, precisamos saber nos defender e também pedir ajuda.”

Moradora do bairro Baú e trabalhadora do comércio, Glaucileia Basana afirmou que gostou muito da aula. Segundo ela, mesmo sem experiência, já aprendeu dois golpes. “É uma aula prática, e o professor ensina de uma forma que a gente aprende de primeira. Conheci o projeto pelas redes sociais da Prefeitura e estou aqui. Achei muito interessante, principalmente pela violência que as mulheres sofrem. É uma forma de ter mais segurança para andar pela cidade”, contou.

Para 2026, o projeto foi ampliado com a criação de 32 novas turmas, distribuídas em 16 polos nas regiões Sul, Norte, Leste e Oeste da capital, com duas turmas por unidade e média de 60 alunas por polo. As participantes frequentarão os polos e horários escolhidos no ato da inscrição. As inscritas na Praça Rachid Jaudy e no Centro de Referência da Mulher terão aulas na Secretaria da Mulher, conforme informado previamente.

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O projeto é realizado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, liderada pela secretária Hadassah Suzannah. Idealizada pela primeira-dama Samantha Iris, a iniciativa se transformou em uma política pública permanente de fortalecimento e proteção às mulheres da capital.

A instrutora faixa-preta de jiu-jítsu Polyanna Souza de Araújo afirmou que a base de suas aulas é o jiu-jítsu, modalidade que permite imobilizações e técnicas de defesa mesmo contra adversários fisicamente mais fortes. “O foco principal é imobilizar e se defender. A mulher precisa estar preparada para reagir, se for necessário”, ressaltou.

Além de técnicas de jiu-jítsu, nas diferentes unidades as alunas terão aulas de judô, taekwondo, wrestling, capoeira, muay thai, kickboxing e karatê. A iniciativa se consolida como estratégia de prevenção à violência contra a mulher, indo além da prática esportiva ao promover segurança, saúde física, equilíbrio emocional e fortalecimento da autoestima.

A Secretaria Municipal da Mulher informa que, nesta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, não haverá aulas nos polos. Na quarta-feira e na quinta-feira, as atividades seguem normalmente. Clique AQUI e veja onde será sua jornada

https://cuiaba.mt.gov.br/storage/webdisco/2026/04/17/outros/2026-04-17-22-36-planilha-completa-com-todos-os-nomes-das-lutadoras-69e2ee197e092.pdf

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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