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Mercado de Hong Kong Cai com Frustração sobre Pacote de Alívio da Dívida Chinesa

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As ações de Hong Kong registraram queda para o menor patamar em três semanas nesta segunda-feira, após o pacote de alívio da dívida para governos locais na China decepcionar investidores, que aguardavam medidas de estímulo econômico mais expressivas. Em contraste, o setor de semicondutores apresentou valorização, gerando um leve impulso nos mercados chineses.

Ao fechamento dos mercados, o índice de Xangai subiu 0,51%, enquanto o índice CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,66%, com destaque para a alta de 6,8% nas ações do setor de semicondutores. Por outro lado, o índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,45%, alcançando seu nível mais baixo desde 18 de outubro.

O setor de semicondutores se beneficiou após a Reuters divulgar que os Estados Unidos instruíram a gigante taiwanesa TSMC a suspender o envio de chips avançados para clientes chineses. A notícia foi interpretada pelos investidores como um sinal de incentivo para que as autoridades chinesas reforcem o apoio ao setor local, elevando as ações da Semiconductor Manufacturing International Corp em 4,7%, atingindo um recorde.

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No contexto das tensões comerciais, analistas acreditam que a recente eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos pode favorecer setores estratégicos da economia chinesa, ao atrair suporte governamental. Avalia-se ainda que a China esteja mais preparada para lidar com as tensões comerciais em comparação a 2016.

Em Hong Kong, entretanto, o cenário foi mais desanimador. Um pacote de 10 trilhões de iuanes (cerca de 1,4 trilhão de dólares), anunciado após o fechamento do mercado na última sexta-feira, foi lançado com o objetivo de aliviar a pressão financeira dos governos locais e sustentar o crescimento econômico em desaceleração. Contudo, a medida não incluiu estímulos diretos ao consumo, o que vinha sendo amplamente aguardado pelos investidores desde que o governo chinês intensificou suas promessas de recuperação econômica no final de setembro.

“O mercado está começando a aceitar que o foco não será o consumo”, disse Sat Duhra, gerente de portfólio da Janus Henderson.

Principais Índices na Ásia:

  • Tóquio (Nikkei): Alta de 0,08%, para 39.533 pontos.
  • Hong Kong (Hang Seng): Queda de 1,45%, para 20.426 pontos.
  • Xangai (SSEC): Alta de 0,51%, para 3.470 pontos.
  • CSI300 (Xangai e Shenzhen): Alta de 0,66%, para 4.131 pontos.
  • Seul (Kospi): Queda de 1,15%, para 2.531 pontos.
  • Taiwan (Taiex): Baixa de 0,10%, para 23.529 pontos.
  • Cingapura (Straits Times): Alta de 0,41%, para 3.739 pontos.
  • Sydney (S&P/ASX 200): Queda de 0,35%, para 8.266 pontos.
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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Congresso reúne cadeia do algodão após safra recorde de 4,14 milhões de toneladas

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O Brasil chega ao 15º Congresso Brasileiro do Algodão com a maior produção de pluma de sua história e posição de liderança no comércio mundial. Entre os dias 22 e 24 de setembro, produtores, pesquisadores, consultores, exportadores e representantes da indústria estarão reunidos no Expominas, em Belo Horizonte, para discutir como transformar esse crescimento em rentabilidade, qualidade e novos mercados.

A Companhia Nacional de Abastecimento estima que a safra 2025/26 alcance 4,14 milhões de toneladas de pluma, alta de 1,5% sobre o ciclo anterior. O recorde foi obtido mesmo com redução de 3,2% na área cultivada, resultado do aumento de 4,9% na produtividade média das lavouras.

Os números mostram que a cotonicultura conseguiu produzir mais em uma área menor, mas o avanço físico não elimina os desafios econômicos. Custos elevados, preços internacionais pressionados, necessidade de controle fitossanitário, qualidade da fibra, logística e exigências de rastreabilidade continuam influenciando a margem dos produtores.

É nesse ambiente que o congresso deverá concentrar as discussões. A programação inclui manejo de pragas e doenças, biotecnologia, melhoramento genético, fertilidade do solo, agricultura de precisão, inteligência artificial, colheita, beneficiamento, qualidade da pluma e destruição da soqueira.

Também serão debatidos cenários de mercado, sustentabilidade, demanda da indústria têxtil e estratégias para ampliar a presença brasileira no exterior. A programação foi organizada em plenárias técnicas, painéis estratégicos, núcleos temáticos, minicursos e atividades práticas.

O evento ocorre em um momento no qual o Brasil precisa preservar a competitividade conquistada. O país ampliou a produção, profissionalizou a classificação da fibra e avançou na rastreabilidade, fatores que ajudaram o algodão brasileiro a ganhar espaço entre compradores internacionais.

O desempenho das exportações também aumentou a responsabilidade do setor. O produto precisa chegar ao mercado externo com regularidade, qualidade homogênea e documentação capaz de comprovar sua origem e as práticas empregadas na produção.

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Para o produtor, isso significa que produtividade já não é o único indicador relevante. Comprimento, resistência, uniformidade, índice de fibras curtas, contaminação e condições de beneficiamento podem interferir no preço obtido e na aceitação dos lotes pela indústria.

O manejo fitossanitário será outro ponto importante. O algodão possui ciclo longo e exige acompanhamento constante contra pragas como o bicudo-do-algodoeiro, a mosca-branca, lagartas e percevejos. Falhas no controle dentro de uma propriedade podem elevar a pressão sobre áreas vizinhas e aumentar o custo de toda a região produtora.

A destruição correta da soqueira e das plantas voluntárias reduz a disponibilidade de alimento e abrigo para o bicudo durante a entressafra. O cumprimento do vazio sanitário, associado ao monitoramento das lavouras e ao uso racional de defensivos, é considerado essencial para evitar o crescimento das populações resistentes.

Os debates sobre nematoides, doenças e plantas daninhas também ganham importância diante da sucessão entre soja, milho e algodão. Sem diagnóstico adequado, o produtor pode repetir culturas hospedeiras, aumentar a população de organismos presentes no solo e enfrentar perdas nas safras seguintes.

Na área de tecnologia, o congresso deverá apresentar aplicações de sensores, imagens, máquinas conectadas, inteligência artificial e sistemas de agricultura de precisão. Essas ferramentas podem melhorar a distribuição de sementes e fertilizantes, orientar aplicações localizadas e identificar falhas antes que elas comprometam parcelas maiores da lavoura.

O desafio é fazer com que a inovação produza retorno econômico. Em períodos de margem apertada, a adoção de uma tecnologia precisa considerar o custo por hectare, a capacidade da equipe, a compatibilidade entre equipamentos e o ganho efetivo de produtividade ou eficiência.

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A programação científica contempla pesquisas em produção vegetal, nutrição, fisiologia, agricultura digital, controle de pragas, fitopatologia, nematologia, melhoramento genético, biotecnologia, colheita, beneficiamento e qualidade da fibra. Os trabalhos serão apresentados em formato digital, com espaço para reconhecimento de pesquisas desenvolvidas por estudantes, professores e profissionais do setor.

O encontro também aproxima o campo da indústria têxtil. Essa integração permite que o produtor compreenda quais características são valorizadas na fabricação de fios e tecidos e ajuda a indústria a acompanhar as condições enfrentadas nas lavouras.

O tema desta edição será “Algodão brasileiro: fibra natural. Uma jornada com propósito, qualidade e transparência”. A proposta está relacionada à necessidade de diferenciar o produto brasileiro em um mercado no qual fibras naturais disputam espaço com materiais sintéticos e compradores cobram informações sobre origem, impactos ambientais e condições de produção.

Realizado a cada dois anos pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, o congresso tornou-se o principal encontro técnico e comercial da cotonicultura nacional. A edição anterior, realizada em Fortaleza, reuniu mais de 4,2 mil participantes de 20 países, 114 palestrantes, 62 patrocinadores e 288 trabalhos científicos.

Ao reunir pesquisa, produção, beneficiamento, exportação e indústria, o encontro em Belo Horizonte deverá mostrar que o próximo avanço da cotonicultura dependerá menos da simples expansão da área e mais da capacidade de produzir com eficiência, controlar custos, preservar a qualidade e atender às exigências dos compradores.

O 15º Congresso Brasileiro do Algodão será realizado de 22 a 24 de setembro, no Expominas, localizado na Avenida Amazonas, 6.200, no bairro Gameleira, em Belo Horizonte. A programação completa e as inscrições estão disponíveis no site oficial do evento.

Fonte: Pensar Agro

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