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Mercado de Frango Brasileiro Pode Ter Reajustes com Oferta Adequada

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O mercado brasileiro de frango manteve preços estáveis para o frango vivo e ligeiramente elevados no atacado ao longo da última semana. Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado, as negociações transcorreram dentro da normalidade, com indicações de que a oferta está adequada, o que poderia favorecer ajustes nos preços nos próximos dias.

Cenário Atual e Perspectivas

Iglesias destacou que as margens da atividade estão favoráveis, impulsionadas não apenas pelos preços firmes do frango vivo, mas também pela estabilidade nos custos de nutrição. Ele observou que o milho, crucial na alimentação animal, está em tendência de queda no Brasil, com expectativa de aumento na oferta devido ao avanço da colheita da safrinha.

Em relação à Influenza Aviária, o analista ressaltou que não houve novidades significativas, com 166 focos da doença registrados no país até o momento, sendo a maioria em animais selvagens e apenas três em aves de fundo de quintal.

Comportamento do Mercado Interno e Externo

No mercado atacadista, os preços permaneceram firmes, com boa reposição entre atacado e varejo. Contudo, Iglesias alertou para uma possível desaceleração do consumo até o final do mês, devido ao processo de descapitalização das famílias. Além disso, destacou o impacto positivo do dólar forte frente ao real, que torna a carne de frango brasileira altamente competitiva no mercado internacional.

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Variação de Preços

Segundo levantamento da Safras & Mercado, em São Paulo, os preços dos cortes congelados de frango apresentaram algumas variações ao longo da semana. O quilo do peito subiu de R$ 9,60 para R$ 9,65, enquanto o da coxa passou de R$ 6,70 para R$ 6,75. Já o preço do quilo da asa se manteve em R$ 10,20. Na distribuição, os preços também acompanharam essas tendências de leve alta.

Os cortes resfriados no atacado também registraram ajustes, com destaque para o quilo do peito, que subiu de R$ 9,70 para R$ 9,75. Na distribuição, o quilo do peito passou de R$ 9,80 para R$ 9,85. As variações de preço refletem o dinamismo do mercado e a busca por equilíbrio entre oferta e demanda.

Exportações e Tendências Futuras

As exportações brasileiras de carne de aves e miudezas atingiram US$ 374,239 milhões em junho, com uma média diária de US$ 37,423 milhões. O volume exportado totalizou 210,538 mil toneladas, com média diária de 21,053 mil toneladas. Apesar da queda no valor médio diário em comparação a junho de 2023, houve aumento na quantidade média diária exportada, refletindo a robustez do setor no cenário global.

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Os dados evidenciam um mercado de frango dinâmico e adaptável, que busca manter sua competitividade tanto no mercado interno quanto externo, mesmo diante de desafios como a variabilidade nos preços de insumos e questões sanitárias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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