AGRONEGÓCIO

Mercado de Feijão Mantém Estabilidade e Liquidez Reduzida

Publicado em

O mercado de feijão carioca encerrou a semana com pouca movimentação e preços estáveis, refletindo a postura cautelosa dos compradores e a predominância de negociações pontuais. De acordo com Gabriel Viana, analista da Safras & Mercado, houve variação nas ofertas ao longo dos dias, mas a liquidez permaneceu reduzida, especialmente para os feijões comerciais, que continuam sendo a principal categoria disponível. Já os feijões extra, de qualidade superior, seguem escassos, o que impacta os valores praticados, oscilando entre R$ 155,00 e R$ 265,00 por saca, conforme a classificação e a região de origem.

No segmento do feijão preto, o ritmo de comercialização também foi lento, com oferta restrita e compradores mais conservadores. Os preços permaneceram estáveis, com máxima registrada em R$ 225,00 por saca, enquanto a maior parte das negociações se concentrou na faixa de R$ 210,00 por saca para o produto posto em São Paulo.

A semana transcorreu sem grandes oscilações no mercado, com um escoamento dentro da normalidade, especialmente no caso do feijão carioca destinado a exportações. No campo, a segunda safra avança no Paraná, com 51% da área plantada e menos de 1% colhido até o momento. As lavouras apresentam boas condições, sinalizando uma oferta regular para os próximos meses.

Leia Também:  Mercado do milho inicia fevereiro com oscilações e impasse entre produtores e indústrias
Colheita da Primeira Safra e Avanço da Segunda no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, a colheita da primeira safra de feijão está próxima da conclusão, com 90% da área já colhida na região de Ijuí e 60% em Pelotas. A produtividade varia entre 1.200 e 1.800 kg/ha, mas apresentou queda para 1.250 kg/ha nas últimas operações em Ijuí.

Já o plantio da segunda safra alcançou 45% da área projetada, impulsionado pelas chuvas do dia 5 de fevereiro, apesar das restrições hídricas. Atualmente, 92% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 6% em floração e 2% na fase de formação dos legumes. Segundo a Emater/RS-Ascar, a área estimada para a safra 2024/25 é de 18.863 hectares, com produtividade prevista de 1.572 kg/ha.

Projeções da Conab para a Produção Nacional de Feijão

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta que a produção brasileira de feijão na safra 2024/25 alcance 3,349 milhões de toneladas, um aumento de 3,2% em relação ao ciclo anterior, que foi de 3,244 milhões de toneladas. A área plantada deve atingir 2,866 milhões de hectares, um leve crescimento de 0,2%, enquanto a produtividade média esperada é de 1.169 kg/ha, alta de 3%.

Leia Também:  Mercado da Soja Oscila Entre Alta Interna, Pressões Externas e Incertezas Comerciais Globais

A primeira safra tem previsão de 1,105 milhão de toneladas, representando um crescimento expressivo de 17,3%. Já a segunda safra foi projetada em 1,464 milhão de toneladas, com redução de 3,1%, enquanto a terceira safra deve totalizar 778,9 mil toneladas, queda de 1,4% em comparação ao ciclo anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Preço dos legumes sobe até 14,3% no Sudeste e lidera alta dos alimentos em maio, revela estudo

Published

on

As temperaturas mais baixas registradas em maio impactaram a produção agrícola e provocaram forte alta nos preços das hortaliças em todo o Brasil. Levantamento da Neogrid mostra que os legumes lideraram a inflação dos alimentos no mês, com avanço médio de 15,1% no país e de 14,3% na Região Sudeste, refletindo os efeitos da sazonalidade e da menor oferta de produtos.

O estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões” aponta que o preço médio da categoria passou de R$ 6,89 para R$ 7,93 entre abril e maio, consolidando os legumes como o principal responsável pela pressão sobre o orçamento das famílias.

Clima mais frio reduz oferta de hortaliças

Segundo Marcelo Alves, gerente executivo de Dados da Neogrid, as condições climáticas exerceram influência direta sobre o comportamento dos preços.

De acordo com o especialista, o frio reduz a produtividade e desacelera o desenvolvimento de diversas culturas, diminuindo a disponibilidade de produtos no mercado e elevando os preços ao consumidor.

Além dos impactos na produção, Alves destaca que uma gestão mais eficiente da cadeia de abastecimento torna-se ainda mais importante em períodos de maior volatilidade.

Segundo ele, ferramentas de previsão de demanda e maior visibilidade dos estoques ajudam supermercados e distribuidores a realizar reposições mais precisas, reduzindo perdas, desperdícios e rupturas no abastecimento.

Leia Também:  Líder do Governo Lula no Senado é alvo de operação da Polícia Federal em investigação sobre o Banco Master
Leite em pó e feijão também registram alta

Além dos legumes, outras categorias importantes da cesta de consumo apresentaram aumento de preços em maio.

O leite em pó registrou alta de 9%, passando de R$ 40,47 para R$ 44,10. O feijão avançou 5%, enquanto o molho de tomate teve elevação de 3,3% e a água mineral subiu 3,5% no período.

Os resultados reforçam a pressão exercida por produtos básicos sobre a inflação dos alimentos.

Ovos, café, óleo de soja e carne suína ficam mais baratos

Em contrapartida, algumas categorias contribuíram para aliviar os gastos das famílias.

Os ovos apresentaram a maior redução do mês, com queda de 6,5%, fazendo o preço médio por unidade recuar de R$ 0,97 para R$ 0,90.

Também registraram redução de preços:

  • Massas alimentícias secas: -3,0%;
  • Café em pó e em grãos: -2,5%;
  • Carne suína: -1,4%;
  • Açúcar: -1,1%;
  • Óleo de soja: -0,9%.

Entre esses produtos, o óleo de soja foi o único a apresentar queda em todas as regiões brasileiras.

Legumes acumulam alta de mais de 44% em 2026

No acumulado entre dezembro de 2025 e maio de 2026, os legumes permanecem como a categoria com maior valorização no varejo alimentar.

Os preços avançaram 44,2% no período, passando de R$ 5,50 para R$ 7,93.

Na sequência aparecem:

  • Feijão: 26,5%;
  • Leite UHT: 23,9%;
  • Carne bovina: 6%;
  • Ovos: 6%.
Leia Também:  Ibovespa Registra Alta na Abertura, Impulsionado por Tendência Positiva nos EUA

O levantamento evidencia como fatores climáticos continuam exercendo forte influência sobre os preços dos alimentos frescos.

El Niño pode ampliar volatilidade dos preços

Segundo a Neogrid, o mercado segue atento às projeções climáticas para os próximos meses, especialmente diante da possibilidade de consolidação do fenômeno El Niño.

Caso o aquecimento do Oceano Pacífico provoque alterações significativas no regime de chuvas e nas temperaturas, novas oscilações poderão atingir a produção agrícola, principalmente nas cadeias de hortifrútis e lácteos.

Nesse cenário, o fortalecimento da logística, do planejamento de estoques e da gestão da cadeia de abastecimento será fundamental para reduzir os impactos sobre o consumidor.

Sudeste registra maior pressão sobre hortaliças

Na Região Sudeste, os legumes lideraram as altas de preços em maio, com avanço de 14,3%.

Também apresentaram elevação:

  • Feijão: 6,3%;
  • Farinha de mandioca: 4,5%;
  • Leite em pó: 2,9%;
  • Molho de tomate: 2,7%.

Entre as maiores quedas registradas na região estão os ovos (-7,8%), massas alimentícias secas (-2,9%), café (-2,7%), óleo de soja (-2,7%) e leite UHT (-2,6%), amenizando parcialmente a pressão inflacionária sobre a cesta de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA