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Mercado de celulose dá sinais de estabilidade após trégua comercial entre EUA e China, diz Suzano

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O mercado de celulose começa a mostrar sinais de estabilização após um início de ano marcado pela incerteza gerada pelas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos. Segundo a Suzano, uma das maiores produtoras globais de celulose de eucalipto, os consumidores estão voltando à mesa de negociações com os fornecedores.

“No curtíssimo prazo, as coisas ainda estão um pouco incertas, estamos em momento de descoberta de preço, mas desde a semana passada temos recebido uma demanda frequente de clientes buscando entender esse novo patamar”, afirmou o vice-presidente financeiro da empresa, Marcos Assumpção, durante encontro com jornalistas nesta quarta-feira (20).

Trégua de 90 dias entre EUA e China melhora ambiente macroeconômico

Assumpção destacou que, após a recente trégua comercial entre os Estados Unidos e a China, o ambiente macroeconômico vem se acalmando de forma rápida. O acordo, com validade de 90 dias, surpreendeu o mercado ao reduzir as tarifas de importação entre os dois países — os EUA cortaram suas sobretaxas de 145% para 30%, enquanto Pequim reduziu suas tarifas de 125% para 10%.

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“O ambiente macro está se acalmando rapidamente desde semana passada depois que as tarifas vieram para um patamar um pouco mais baixo”, reforçou o executivo durante a apresentação dos resultados financeiros da companhia.

Suzano mantém projeção otimista para crescimento chinês

A Suzano segue confiante na estabilidade do cenário internacional, especialmente em relação à China, maior mercado consumidor de celulose do mundo. Assumpção afirmou que a empresa não tem percebido uma desaceleração econômica no país asiático e mantém a expectativa de crescimento entre 4% e 5% para 2025.

Mercado acredita em ponto de equilíbrio nas tarifas

Ao ser questionado sobre a possibilidade de um aumento na volatilidade do mercado diante da corrida de importadores para aproveitar o período de tarifas mais baixas, o vice-presidente financeiro da Suzano afirmou que não há, até o momento, sinais de insegurança por parte dos compradores.

“A maior parte dos agentes de mercado parece acreditar que chegamos em um ponto de equilíbrio”, comentou Assumpção, indicando uma percepção mais positiva do setor frente ao cenário global.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Carne suína: percepção de oferta confortável pressiona preços e trava mercado no Brasil

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O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de comportamento misto entre o quilo vivo e os cortes negociados no atacado. A pressão predominante veio da percepção de que a oferta de animais segue confortável, fator que limita reajustes e mantém o setor em ritmo lento de negociações.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a indústria adotou uma postura mais reticente nas compras do suíno vivo em Minas Gerais ao longo da semana. O movimento reflete a percepção de equilíbrio — ou até excesso — na oferta disponível, o que reduz o poder de barganha dos produtores.

Ao mesmo tempo, os frigoríficos monitoram o escoamento da carne suína no mercado interno, que apresenta leve melhora, mas ainda sem força suficiente para sustentar altas mais consistentes nos preços.

Consumo pode ganhar tração na primeira quinzena de julho

De acordo com Maia, as expectativas do setor se concentram na primeira metade de julho, período tradicionalmente associado ao aumento da circulação de renda com o pagamento de salários.

Além disso, o avanço do inverno em diversas regiões do país tende a favorecer o consumo de proteínas, especialmente carnes de preparo doméstico. Outro fator de atenção é a competitividade da carne suína frente à bovina, o que pode ampliar a demanda no varejo.

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No cenário externo, as exportações seguem como principal variável positiva para o setor em 2026, funcionando como importante amortecedor para o mercado interno.

Preços do suíno vivo recuam na média nacional

Levantamento da Safras & Mercado apontou que a média do quilo do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,34 para R$ 5,28 ao longo da semana.

No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,89, enquanto o pernil foi negociado a R$ 11,18.

Cotações variam entre estabilidade e ajustes regionais

No mercado paulista, a arroba suína subiu de R$ 101,00 para R$ 102,00, indicando leve reação pontual.

Em outras regiões, o comportamento foi mais heterogêneo:

  • No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto no interior avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15
  • Em Santa Catarina, a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto o interior subiu de R$ 5,05 para R$ 5,10
  • No Paraná, o mercado livre avançou de R$ 4,90 para R$ 5,00, e a integração manteve R$ 5,60
  • Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande ficou estável em R$ 5,10, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
  • Em Goiás, os preços subiram de R$ 5,40 para R$ 5,50
  • Em Minas Gerais, o interior caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90, enquanto o mercado independente ficou estável em R$ 6,10
  • Em Mato Grosso, Rondonópolis manteve R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
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O cenário geral reforça um mercado fragmentado, com variações pontuais e ausência de tendência única.

Exportações seguem em queda no comparativo anual

As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 212,827 milhões em junho, considerando 14 dias úteis, com média diária de US$ 15,202 milhões.

O volume embarcado atingiu 84,663 mil toneladas, com média diária de 6,047 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.513,8 por tonelada.

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • queda de 5,2% no valor médio diário
  • recuo de 1% na quantidade média diária
  • redução de 4,3% no preço médio

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reforçam um cenário de leve perda de ritmo nas exportações, apesar de o setor seguir relevante para o equilíbrio da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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