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Mercado de carne suína segue estável, com foco na demanda e na reposição entre atacado e varejo

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O mercado de carne suína registrou estabilidade nos preços tanto do animal vivo quanto dos principais cortes no atacado ao longo da última semana. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Allan Maia, a tendência de queda observada anteriormente perdeu força nos últimos dias.

Expectativas se voltam ao consumo e à reposição no varejo

De acordo com Maia, o foco do setor agora está na evolução do consumo e na reposição de estoques entre atacado e varejo, especialmente neste início de mês. A entrada da massa salarial na economia pode impulsionar as vendas, mas os preços ainda baixos da carne de frango — principal proteína concorrente — podem limitar a atratividade dos cortes suínos.

Frigoríficos adotam cautela nas negociações

Ainda conforme o analista, os frigoríficos mantiveram uma postura mais comedida nas negociações do suíno vivo, aguardando sinais mais claros de melhora no escoamento da carne. Por outro lado, os suinocultores indicam que a oferta de animais deve se ajustar nas próximas semanas. As exportações brasileiras seguem aquecidas, o que ajuda a evitar excesso de produto no mercado interno.

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Panorama de preços no mercado nacional

Levantamento da Safras & Mercado apontou leve valorização no preço médio do quilo do suíno vivo no país, que passou de R$ 7,57 para R$ 7,58.

  • Confira os preços médios por região:
    • São Paulo: Arroba subiu de R$ 155,00 para R$ 156,00.
    • Rio Grande do Sul: Quilo vivo manteve-se em R$ 6,60 na integração e R$ 8,00 no interior.
    • Santa Catarina: Estabilidade nos preços, com R$ 6,60 na integração e R$ 7,90 no interior.
    • Paraná: Quilo vivo seguiu em R$ 8,00 no mercado livre e R$ 6,65 na integração.
    • Mato Grosso do Sul: Campo Grande registrou queda de R$ 7,50 para R$ 7,40; integração manteve-se em R$ 6,60.
    • Goiás: Preço estável em R$ 7,90.
    • Minas Gerais: Alta de R$ 8,10 para R$ 8,20 no interior e de R$ 8,30 para R$ 8,40 no mercado independente.
    • Mato Grosso: Rondonópolis manteve-se em R$ 7,50 e a integração estadual em R$ 7,05.
  • No atacado, os preços também ficaram estáveis:
    • Pernil: R$ 12,11/kg
    • Carcaça: R$ 13,49/kg
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Exportações brasileiras seguem em alta

As exportações de carne suína “in natura” continuam firmes. Em maio, o Brasil arrecadou US$ 274,359 milhões com os embarques, com uma média diária de US$ 13,064 milhões. O volume exportado somou 105,937 mil toneladas, ou 5.044,6 toneladas por dia útil, com preço médio de US$ 2.589,80 por tonelada.

Na comparação com maio de 2024, os dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram:

  • Alta de 30,6% na média diária de faturamento
  • Aumento de 15,6% na média diária de volume exportado
  • Elevação de 13% no preço médio da tonelada

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de proteínas animais disparam em maio e carne de frango lidera avanço brasileiro

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As exportações brasileiras de proteínas animais seguem aquecidas em maio de 2026, reforçando o protagonismo do agronegócio nacional no comércio global de alimentos. Dados divulgados pela Secex apontam avanço consistente nos embarques de carne de frango e carne suína, com destaque para o desempenho do setor avícola, que lidera em volume e faturamento.

O cenário positivo reflete a forte demanda internacional pelas proteínas brasileiras, favorecida pela competitividade dos produtos nacionais e pela ampliação das compras em mercados estratégicos.

Carne de frango lidera exportações brasileiras de proteínas

A carne de frango manteve a liderança entre as proteínas animais exportadas pelo Brasil neste mês. Segundo os dados da Secex, os embarques de carnes de aves e miudezas comestíveis frescas, refrigeradas ou congeladas somaram 238,3 mil toneladas até a segunda semana de maio.

A receita acumulada alcançou US$ 450,4 milhões no período, com média diária de US$ 45 milhões. O volume médio exportado ficou em 23,8 mil toneladas por dia útil.

Além do elevado ritmo de embarques, o setor avícola brasileiro manteve forte competitividade internacional. O preço médio da proteína exportada foi de US$ 1.889,9 por tonelada, consolidando o Brasil entre os principais fornecedores globais de carne de frango.

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O desempenho positivo ocorre em meio ao aumento da demanda internacional por proteínas de menor custo e ao fortalecimento das exportações brasileiras para mercados da Ásia, Oriente Médio e América Latina.

Carne suína mantém crescimento nas vendas externas

A carne suína também apresentou resultado expressivo nas exportações brasileiras ao longo da primeira metade de maio. De acordo com a Secex, os embarques de carne suína fresca, refrigerada ou congelada totalizaram 55,5 mil toneladas no período.

A receita gerada pelas vendas externas chegou a US$ 138,4 milhões, com média diária de faturamento de US$ 13,8 milhões.

O volume médio exportado ficou em 5,5 mil toneladas por dia útil, enquanto o preço médio negociado atingiu US$ 2.491,6 por tonelada.

Mesmo com volume inferior ao registrado pela carne de frango, o setor suinícola brasileiro segue sustentado pela ampliação da demanda internacional e pela consolidação da proteína nacional em importantes mercados importadores.

A valorização dos preços médios também reforça a competitividade da carne suína brasileira no mercado externo.

Exportações de pescado têm menor participação em maio

Entre os segmentos analisados pela Secex, o pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado apresentou participação mais modesta nas exportações brasileiras em maio.

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Até a segunda semana do mês, o setor embarcou 419,7 toneladas, gerando receita de US$ 2,15 milhões.

A média diária de faturamento ficou em US$ 215 mil, enquanto o volume médio exportado atingiu 42 toneladas por dia útil.

Apesar da menor representatividade em relação às carnes de aves e suína, o pescado registrou o maior valor médio por tonelada entre as proteínas analisadas. O preço médio negociado alcançou US$ 5.122,9 por tonelada exportada.

Agronegócio brasileiro mantém força no mercado global

O avanço das exportações de proteínas animais reforça a posição estratégica do Brasil como um dos maiores fornecedores mundiais de alimentos.

O desempenho positivo de frango, carne suína e pescado em maio mostra a força do setor exportador brasileiro, que segue beneficiado pela demanda internacional aquecida, pelo câmbio favorável e pela competitividade da produção nacional.

A expectativa do mercado é de continuidade no ritmo elevado de embarques ao longo do segundo trimestre, especialmente para os segmentos de aves e suínos, que seguem ampliando presença nos principais destinos globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

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