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Conheça os dez principais produtos exportados pelo Brasil

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O mercado brasileiro de exportação está em crescimento. De janeiro a dezembro de 2023, o país registrou um recorde de exportações no valor de US$ 339,7 bilhões, ou seja, um aumento de 1,7% em relação ao ano anterior.

De acordo com Helmuth Hofstatter, CEO e fundador da Logcomex, empresa que oferece tecnologia para o comércio exterior por meio de uma plataforma completa end-to-end, ajudando gestores a planejar, monitorar e automatizar o seu supply chain, o Brasil tem cerca de 28.500 empresas exportadoras. “Elas contribuem para o crescimento econômico ao gerar divisas estrangeiras e impulsionar a produção e o emprego local”, explica.

Confira os dez principais produtos exportados pelo Brasil:

1) Soja – Como o maior produtor mundial de soja, o país exporta para mercados como a China (destino de 73% das exportações) e a Argentina (com participação equivalente a 3,8%). Em 2023, entre janeiro e dezembro, foram exportados US$ 53,2 bilhões deste grão.

2) Óleos brutos de petróleo – Entre janeiro e dezembro de 2023, o insumo totalizou US$ 42,5 bilhões em vendas para o exterior. No mercado internacional o Brasil se destaca com o petróleo, representando 3% do mercado global.

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3) Minério de ferro e seus concentrados – O produto tem grande importância para a economia brasileira, tendo sido exportados US$ 30,5 bilhões do insumo em 2023. Cerca de 57,9% das exportações são destinadas à China.

4) Açúcares e melaços – O açúcar é o principal produto exportado no setor sucroalcooleiro. São considerados como outros açúcares lactose, maltose, glicose e frutose. De janeiro a dezembro de 2023, o país exportou 27 milhões de toneladas destes açúcares.

5) Milho não moído, exceto milho doce – Foram US$ 13,6 bilhões exportados para destinos como China, Japão e Vietnã. Atualmente o Brasil é o 3º maior produtor da commodity.

6) Farelos de soja e outros alimentos para animais – A produção do insumo ocorre a partir da moagem de flocos de soja descascada e desengordurada. Até dezembro de 2023 haviam sido exportados aproximadamente US$12,2 bilhões desse produto.

7) Óleos combustíveis de petróleo – Totalizando US$ 11,3 bilhões em exportações, têm como destinos países como Singapura, Estados Unidos e Países Baixos.

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8) Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada – O Brasil lidera como principal exportador de carne bovina no cenário mundial, tendo exportado 286,64 mil toneladas de carne in natura só no primeiro trimestre de 2023. A China segue como o principal destino das exportações, seguida pelo Chile e pelos Estados Unidos.

9) Carnes de aves – Até dezembro de 2023, as exportações de carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas haviam totalizado aproximadamente US$ 9 bilhões.

10) Demais produtos — indústria de transformação – Os produtos da indústria da transformação — produtos semi-acabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço – acumulou o valor de de US$ 9 bilhões exportados, fazendo parte da lista dos principais produtos exportados pelo Brasil.

Fonte: Logcomex

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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