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Mercado de Carne Suína na China Enfrenta Estagnação, Indica Pesquisador

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O consumo de carne suína na China atingiu seu limite e não deve crescer no futuro próximo, afirmou Zhu Zengyong, pesquisador da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas, em um seminário realizado na segunda-feira.

A crescente demanda pelo produto ao longo dos anos impulsionou a modernização da suinocultura no país, o maior consumidor mundial da proteína. No entanto, a recente desaceleração econômica resultou em uma redução no consumo, gerando um excedente de oferta que pressionou os preços para baixo.

Segundo Zhu, a demanda atual encontra-se estabilizada, sem perspectivas de aumento. Diante desse cenário, ele recomenda que as empresas do setor evitem expandir a capacidade de matrizes reprodutoras neste ano e priorizem a redução de custos e a eficiência produtiva.

Em 2024, o governo chinês ajustou a meta nacional para a manutenção de porcas reprodutoras, reduzindo-a de 41 milhões para 39 milhões de cabeças. Além disso, implementou regulamentações para controlar a capacidade produtiva da suinocultura. No domingo, o Conselho de Estado reforçou essa diretriz ao divulgar seu plano anual de política para o setor rural – conhecido como “documento nº 1” –, que estabelece medidas rigorosas para o monitoramento do abate e da produção de suínos.

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Zhu alertou que um possível aumento no número de matrizes reprodutoras ao longo do ano pode prolongar a pressão sobre os preços do setor. Ele também projetou uma nova queda nas importações de carne suína em 2025, reduzindo-se ainda mais em relação às 1,07 milhão de toneladas métricas registradas no ano passado. Já a demanda por miudezas deve se manter estável.

No último ano, as importações chinesas de carne suína e vísceras já haviam recuado 15,7%, marcando o quarto ano consecutivo de queda. Com um mercado ainda saturado, Zhu prevê que o volume de suínos abatidos em 2025 será superior ao de 2024, enquanto o preço médio dos animais poderá registrar um recuo entre 10% e 20%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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