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CNA lança projeto com foco no comércio eletrônico internacional para o produtor

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) lançou, na quarta (22), o projeto Aterrisagem com Foco em E-Commerce, desenvolvido em parceria com a ApexBrasil, para apoiar e preparar empreendedores rurais para a exportação por meio do comércio eletrônico.

O período de inscrição vai até o dia 15 de dezembro e pode ser feito no site do Sistema CNA/Senar. O projeto tem o objetivo de apoiar e preparar empreendedores rurais brasileiros para os mercados da China, Singapura, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos, diversificando assim as exportações brasileiras do agro.

A iniciativa foi apresentada pelo coordenador de Promoção Comercial da CNA, Rodrigo da Matta, e pela assessora de Relações Internacionais, Rita Padilla. Também participaram do lançamento a coordenadora de Expansão Internacional da ApexBrasil, Karina Bazuchi, e o consultor do Agro.BR, Victor Melão, além de empresários e produtores rurais.

“Esse projeto significa um novo caminho. É um serviço que conseguirá unir o melhor de todos os fornecedores com o que o Agro.BR sabe fazer de melhor, que é preparar o produtor rural. Estamos todos juntos nessa jornada que começa hoje e vai terminar certamente com muitos negócios no próximo ano”, destacou Matta.

Dentre as vantagens apresentadas durantes o lançamento, Rita e Victor destacaram a maior visibilidade da marca e maior alcance, sendo mais um canal de venda internacional com um menor custo do que a abertura de uma loja física em outros países. “Também é mais fácil mensurar e analisar o comportamento do cliente e os insights valiosos do consumidor”, disse a assessora da CNA.

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Victor Melão, consultor do projeto

O projeto terá foco em setores de alimentos e bebidas atendidos pelo Projeto Agro.BR. São eles, os cafés especiais, frutas e derivados, mel e derivados, noz, castanhas, especiarias, erva mate e chás, cacau e derivados, alimentos saudáveis e bebidas alcóolicas.

O projeto será realizado em cinco fases, com seleção de empresas em cada uma delas. A primeira fase acontecerá com 90 produtores rurais que passarão por capacitações, consultorias e avaliações. A expectativa é que ao final das etapas, 50 produtores rurais estejam prontos para empreender no e-commerce internacional.

“Na última fase serão montados grupos de empresários, que serão direcionados para o time da ApexBrasil para que iniciem a participação em plataformas de comércio internacional de acordo com o seu perfil”, destacou Rita.

Segundo Karina, a ApexBrasil tem grande expertise na inserção de empresas no e-commerce internacional. “A ideia é conseguir incluir os produtores rurais nesses mercados, para acessar novos clientes e possibilitar negócios. Trabalhamos com inúmeras plataformas, mas destacamos a Alibaba, que atua em 190 países, a Amazon e a Tmall, e recentemente começamos a atuar com a Shoppee”, explicou.

Durante o lançamento, foram apresentados casos de sucesso de produtores rurais que trilharam o caminho da exportação. Eles expuseram os desafios encontrados e a importância da capacitação e do conhecimento sobre os mercados internacionais.

De acordo com o empresário Carlos Pamplona Rehder, da empresa Novo Mel, o auxílio que o produtor rural pode ter com o projeto será um grande diferencial para comercialização de produtos no exterior. Ele mostrou toda a sua trajetória de preparação, desde a exportação de um palete de mel, em 2004, até as toneladas de mel exportadas atualmente.

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O empresário Diego Pamplona, da empresa Floresta em Pé, também destacou a importância da capacitação nesse processo. “É preciso estudar, conhecer, saber sobre o mercado que se deseja acessar, fazer um planejamento bem estruturado e focar em uma plataforma. No nosso caso, focamos nos Estados Unidos e na Amazon. Tudo o que colocamos o foco, cresce”, indica o empresário.

A diretora técnica da Centro Brasil Design, Ana Brum, explicou como o design pode ajudar as empresas e apresentou casos de sucesso de empresas que mudaram seu posicionamento de marca, design de produtos e embalagens.

Ela mostrou a importância do design de rótulo de produtos no mercado internacional. “O rótulo é um grande argumento de venda, quando o negócio tem design, fica mais competitivo e atinge resultados que talvez não pudessem ser imaginados”, exemplificou Ana.

Ao finalizar o lançamento, Rita Padilla reforçou aos empresários que é preciso persistir no processo de exportação. “O caminho pode ser desafiador, mas é na capacitação, na preparação, seguindo o passo a passo que será possível alcançar os objetivos”, disse.

Fonte: Assessoria de Comunicação CNA

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita passa da metade, mas chuva atrasa máquinas e aumenta risco de perdas

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A colheita do milho safrinha entrou na segunda metade no Brasil, puxada pelo avanço das máquinas em Mato Grosso. O ritmo nacional, entretanto, continua abaixo do registrado no ano passado, enquanto chuvas e elevada umidade dos grãos dificultam os trabalhos no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

O último levantamento consolidado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostrava 49,8% da área colhida até 18 de julho, ante 55,5% no mesmo período de 2025 e uma média de 56,7% nos últimos cinco anos. Dados estaduais divulgados posteriormente indicam que o País já ultrapassou a metade da área, embora ainda não exista um novo percentual nacional consolidado.

A segunda safra concentra aproximadamente 77% de todo o milho produzido no Brasil. A Conab estima uma colheita de 109,43 milhões de toneladas, dentro de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, considerando também as safras de verão e a terceira safra.

Mato Grosso está mais próximo de concluir os trabalhos. Até sexta-feira (24), os produtores haviam retirado o cereal de 90,66% da área, avanço de 11,74 pontos percentuais em uma semana. O índice supera ligeiramente os 90,37% observados no mesmo período do ano passado, mas permanece abaixo da média de 92,68% dos últimos cinco anos.

No Médio-Norte mato-grossense, principal polo produtor do cereal, a colheita chegou a 98,03%. Mantido o ritmo atual e sem novas interrupções climáticas, o Estado deverá encerrar a maior parte dos trabalhos entre o fim de julho e o início de agosto.

Mato Grosso deve colher um recorde de 57,06 milhões de toneladas, mais da metade de todo o milho segunda safra previsto pela Conab para o Brasil. A produtividade estadual foi estimada em 128,64 sacas por hectare, resultado favorecido pelo desempenho das lavouras do Médio-Norte.

A situação é diferente no Paraná. A colheita havia alcançado 29% da área no início da última semana, ante 40% no mesmo período de 2025 e 67% em 2024. Além do plantio mais tardio, as chuvas recentes impediram a entrada das máquinas em várias propriedades e mantiveram elevada a umidade dos grãos.

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O Paraná deverá concentrar a retirada do milho durante agosto. Parte dos trabalhos poderá avançar por setembro, especialmente nas áreas implantadas mais tarde. O Estado cultiva aproximadamente 2,9 milhões de hectares e espera colher cerca de 17,4 milhões de toneladas na segunda safra.

As precipitações da semana passada reduziram o ritmo, mas ainda não há confirmação de perdas expressivas provocadas diretamente pelas chuvas. Segundo técnicos do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), o principal efeito observado até agora é operacional. O excesso de umidade impede a colheita e aumenta os gastos com secagem, mas a extensão de eventuais danos dependerá do tempo de permanência do milho maduro no campo.

Quanto maior a demora, maior o risco de germinação dos grãos na espiga, ocorrência de fungos, tombamento das plantas e redução do padrão comercial. A umidade também pode provocar filas nos armazéns e limitar o recebimento das cargas, sobretudo quando muitos produtores retomam a colheita ao mesmo tempo após a abertura do tempo.

Em Mato Grosso do Sul, a retirada do cereal chegou a 15,8% da área até 17 de julho, ante 8,2% na semana anterior. Apesar da aceleração, o Estado permanece atrás do ritmo da safra passada. As chuvas registradas desde junho elevaram a umidade dos grãos e retardaram a entrada das máquinas.

A produção sul-mato-grossense está estimada em 11,14 milhões de toneladas, cultivadas em 2,2 milhões de hectares. Historicamente, a colheita ganha força na segunda quinzena de julho e atinge o pico entre o fim deste mês e o início de setembro. Por isso, o atraso atual ainda pode ser parcialmente recuperado se houver uma sequência de dias secos.

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Goiás havia colhido 28% da área até 18 de julho. No Estado, a maior preocupação não está apenas no calendário. Períodos de estiagem registrados em abril e maio atingiram as lavouras durante fases importantes do desenvolvimento e reduziram o potencial produtivo em diferentes regiões.

A falta de chuva também afetou áreas de Minas Gerais, São Paulo e Piauí. Nesses locais, a colheita deverá confirmar perdas provocadas por espigas menores, falhas no enchimento dos grãos e redução da produtividade. O impacto varia conforme a época de plantio e o estágio em que cada lavoura enfrentou o déficit hídrico.

No Rio Grande do Sul, os temporais da última semana causaram alagamentos e danos em mais de 200 municípios. O impacto sobre a produção nacional de milho, porém, tende a ser limitado porque o Estado concentra sua produção na primeira safra, que já havia sido praticamente concluída antes das chuvas. Os maiores riscos imediatos estão nas estradas rurais, nas estruturas das propriedades e nas culturas de inverno.

Pelo calendário dos principais estados produtores, a maior parte da segunda safra brasileira deverá ser retirada até o fim de agosto. Áreas implantadas mais tarde no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em partes do Matopiba poderão permanecer no campo durante setembro.

O volume final continuará elevado, mas a diferença entre as regiões será significativa. Mato Grosso caminha para uma colheita recorde e praticamente concluída, enquanto produtores de outros estados ainda enfrentam atraso, umidade excessiva ou perdas causadas pela estiagem.

Fonte: Pensar Agro

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