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Mercado de café: Tendências distintas entre arábica e conilon com destaque para o Vietnã

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O mercado futuro do café arábica iniciou as negociações nesta terça-feira (6) com quedas nos principais contratos listados na Bolsa de Nova York (ICE Future US). A análise mais recente do Escritório Carvalhaes enfatiza a estabilidade dos fundamentos de mercado, indicando que devem continuar sustentando os preços. No entanto, a incerteza persiste devido às condições climáticas no Brasil, com os produtores adotando uma postura cautelosa ao fecharem negócios para gerar receita.

Por volta das 09h10 (horário de Brasília), os contratos de março/24 apresentavam uma queda de 175 pontos, negociados a 187,75 cents/lbp. Maio/24 registrava uma baixa de 190 pontos, com valor de 184,80 cents/lbp, julho/24 desvalorizava-se em 165 pontos, cotado a 184,15 cents/lbp, e setembro/24 tinha uma queda de 160 pontos, com valor de 184,20 cents/lbp.

Enquanto isso, na Bolsa de Londres, o café conilon experimentava um movimento ascendente devido às preocupações relacionadas à Ásia e às baixas negociações do Vietnã em decorrência da proximidade do Ano Novo Chinês. Os contratos de maio/24 apresentavam uma alta de US$ 44 por tonelada, atingindo US$ 3112, julho/24 registrava um aumento de US$ 41 por tonelada, cotado a US$ 3029, setembro/24 apresentava valorização de US$ 41 por tonelada, atingindo US$ 2952, e novembro/24 tinha um acréscimo de US$ 37 por tonelada, cotado a US$ 2888.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Café recua nas bolsas internacionais, mas colheita lenta no Brasil sustenta preços no físico

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O mercado de café encerrou esta quarta-feira (29) em queda nas bolsas internacionais, refletindo um movimento técnico de ajuste e a pressão do cenário global. Apesar do recuo, o ritmo mais lento da colheita no Brasil tem reduzido o impacto negativo no mercado físico, sustentando os preços internos.

Bolsas internacionais registram queda

Na Bolsa de Nova York, os contratos do café arábica fecharam em baixa. O vencimento julho/26 recuou para 293,85 cents por libra-peso, com perda de 105 pontos. O contrato setembro/26 terminou em 284,05 cents/lb, também com queda de 105 pontos, enquanto o dezembro/26 encerrou a 276,05 cents/lb, com baixa de 95 pontos.

Em Londres, o café robusta acompanhou o movimento negativo. O contrato julho/26 fechou em US$ 3.446 por tonelada, com recuo de 35 pontos. O setembro/26 caiu para US$ 3.359 por tonelada, enquanto o novembro/26 terminou em US$ 3.288 por tonelada, com perdas de 33 e 31 pontos, respectivamente.

Expectativa de safra pressiona o mercado

O movimento de baixa está ligado, principalmente, ao ajuste de posições no mercado internacional diante da expectativa de aumento da oferta com a entrada da safra brasileira. Esse fator segue como principal vetor de pressão no curto prazo.

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A perspectiva de uma produção elevada, com possibilidade de recorde, continua no radar dos agentes e reforça o viés baixista estrutural.

Colheita lenta no Brasil muda dinâmica

No cenário interno, porém, o mercado apresenta sinais distintos. De acordo com o Cepea, a colheita de café arábica ainda avança de forma lenta na maior parte das regiões produtoras.

Os trabalhos estão mais adiantados apenas na Zona da Mata de Minas Gerais. Já regiões relevantes, como Sul de Minas e Cerrado Mineiro, ainda não iniciaram a colheita de forma consistente. Em estados como São Paulo e Paraná, o avanço também é limitado, com volumes reduzidos.

Esse atraso na entrada da nova safra reduz a pressão imediata de oferta, contribuindo para a sustentação dos preços no mercado físico.

Mercado físico segue travado e seletivo

No Brasil, o comportamento das negociações segue heterogêneo. O café arábica apresenta negócios pontuais, com produtores mais cautelosos diante da volatilidade e aguardando melhores oportunidades de venda.

Por outro lado, o café conilon mantém maior fluidez, impulsionado por demanda ativa e maior volume de negociações.

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Câmbio segue no radar do produtor

Outro fator relevante é o câmbio. A valorização do real frente ao dólar tende a reduzir a competitividade das exportações brasileiras, pressionando os preços internos. Em contrapartida, a alta da moeda norte-americana melhora a paridade de exportação e pode estimular a comercialização.

Mercado entra em fase de transição

O mercado de café vive um momento de transição. Enquanto as bolsas refletem o peso das expectativas de maior oferta, o atraso na colheita brasileira impede quedas mais acentuadas no curto prazo.

A combinação entre ritmo da safra, comportamento do câmbio e dinâmica da demanda será determinante para a formação dos preços nas próximas semanas. A volatilidade segue elevada, exigindo estratégia e atenção redobrada por parte dos produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

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