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Mercado de café se mantém volátil na expectativa da safra 24/25

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O mercado de café tem oscilado nos últimos dias à espera de novidades em relação a produção global. No Brasil, a colheita vem ganhando ritmo rapidamente em junho, sendo que até esta semana dados da Safras & Mercados apontavam para um volume colhido de 44% no País.

“Apesar do avanço dos trabalhos, ainda têm sido reportado preocupações quanto à menor peneira dos grãos e rendimento, tanto no arábica quanto para o conilon, com crescentes dúvidas quanto ao impacto desses problemas na produção brasileira”, afirma Laleska Moda, analista de Café da Hedgepoint Global Markets.

“No Vietnã, o mercado também mantém cautela quanto aos possíveis impactos do clima na produção de 24/25 no país. Ainda que as precipitações tenham retornado em maio, os níveis seguem abaixo das médias históricas e ainda é cedo para ser descartada uma possível queda na produtividade em relação à 23/24. Na América Central, o clima quente e seco até estas últimas semanas também pode ter efeito no desenvolvimento da temporada 24/25”, acredita a analista.

Este cenário de possível oferta restrita em um novo ciclo tem também feito com os futuros em LN e NY voltassem a operar próximos dos níveis vistos em abril.

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Nesta semana, o USDA também atualizou seus números globais de safra: em junho foram revisados para baixo os números de 23/24 e 24/25, em relação aos dados preliminares, devido aos ajustes feitos na América Central, após os efeitos do El Niño na região.

“Entretanto, o departamento ainda aponta para forte avanço na produção global em 24/25, passando para 176,23 M scs, ante as 169,18 M scs de 23/24. Nas principais regiões produtoras, o avanço está projetado em 6,93 M scs em 24/25”, observa.

Ainda que, de forma geral, seja esperada uma recuperação da produção em 24/25, a maior parte dos agentes do mercado acredita que esse avanço será pequeno.

“Por exemplo, nossas estimativas para os principais países produtores são de avanço de pouco mais de 1 M scs neste próximo ciclo, com espaço para reajustes a depender do clima nos próximos meses”, diz Laleska.

Já em relação à demanda, os números da USDA apontam para um reajuste negativo entre os números preliminares para 23/24, com a demanda global na temporada indo para 167,54 M scs (frente 170,22 M scs nos resultados preliminares), pressionado pela correção especialmente nos números de Europa e EUA.

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“Para 24/25, o departamento apontou para recuperação, para 170,63 M scs. Com a maior produção projetada para 24/25, no entanto, as estimativas apontam para uma recuperação dos estoques finais (25,78M vs. 23,93 M scs em 23/24)”, destaca.

Em resumo, o mercado do café está à espera de maiores novidades em relação à produção de 24/25. Números da USDA desta semana apontam para um cenário mais apertado em 23/24, mas uma recuperação em 24/25, o que levaria a um cenário mais baixista.

Entretanto, as percepções iniciais ainda são de um mercado mais justo nos próximos meses. No Brasil, a produção deve avançar em 24/25, mas ainda podemos ver leves reajustes devido aos problemas de rendimento. Na Ásia, ainda há dúvidas quanto ao efeito do clima em 2023 e começo de 2024 na produção de 24/25, especialmente no Vietnã.

O clima na América Central também deve entrar em foco nas próximas semanas, visto os baixos volumes de precipitações e altas temperaturas até o começo de junho. Assim, o mercado no curto prazo deve seguir oscilando, na espera de maiores definições quanto à oferta.

Fonte: Hedgepoint Global Markets

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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