AGRONEGÓCIO

Mercado de Café Enfrenta Volatilidade em Junho, mas Termina com Saldo Positivo

Publicado em

O mercado de café passou por uma verdadeira “montanha-russa” em junho, resultando em um balanço positivo nas cotações tanto para o arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), quanto para o robusta em Londres e no Brasil. A intensa volatilidade dos preços foi uma constante, impulsionada por um cenário financeiro instável, com oscilações do dólar e de outros mercados, além dos fundamentos específicos do setor.

As preocupações com a oferta global, especialmente com o robusta/conilon, continuaram a influenciar positivamente os preços. Londres manteve sua posição de liderança, afetando também as cotações do arábica na Bolsa de Nova York, seja para cima ou para baixo.

De acordo com Gil Barabach, consultor da Safras & Mercado, o mercado internacional permanece altamente sensível às expectativas de safra no Vietnã e ao andamento da safra brasileira, assim como às flutuações do dólar, principalmente em relação ao real. No Vietnã, a oferta disponível é limitada e há grandes preocupações com a safra 2024/25 de robusta devido ao clima seco. O arábica em Nova York voltou a registrar novos ganhos, mas recuou para a faixa entre 220 e 230 centavos, conforme explica Barabach.

Leia Também:  Mercado Global de Açúcar Deve Registrar Superávit de 5,5 Milhões de Toneladas na Temporada 2024/25, Informa Czarnikow

“No Brasil, o mercado permanece firme. Além da valorização externa, encontra sustentação na alta do dólar frente ao real. O produtor, mais capitalizado, continua a dosar as vendas, aproveitando os preços elevados e a expectativa em torno do inverno, que começou oficialmente na semana passada. O dólar alto é um fator importante na decisão de comercialização”, destaca Barabach.

Incertezas quanto ao tamanho da safra brasileira também ofereceram suporte ao mercado global. Por outro lado, o país manteve um desempenho recorde nas exportações nos últimos meses e deve encerrar a temporada 2023/24 com recorde também, o que limitou os avanços e manteve as cotações em Nova York na faixa de 220 e 230 centavos.

No balanço mensal de junho até o dia 27, na Bolsa de Nova York, o contrato de setembro acumulou uma alta de 2,3%, passando de 221,25 centavos de dólar por libra-peso no final de maio para 226,35 centavos em 27 de junho. Em Londres, a alta do robusta foi de 1,5%.

No Brasil, o mercado acompanhou as bolsas internacionais e também foi impulsionado pelo dólar. O café arábica bebida boa no sul de Minas Gerais alcançou, no dia 27 de junho, R$ 1.340,00 a saca na base de compra, uma alta mensal de 6,35%. Já o conilon tipo 7, em Vitória, Espírito Santo, registrou uma elevação de 5,7% até o dia 27 de junho, fechando o dia a R$ 1.205,00 a saca.

Leia Também:  Estoques de Suco de Laranja Mostram Recuperação, Mas Oferta Ainda Enfrenta Desafios

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Inflação nos EUA pressiona mercados globais e Ibovespa recua em manhã de volatilidade nesta quarta-feira (13/05/2026)

Published

on

Mercados globais reagem à inflação dos EUA e aumentam aversão ao risco

Os mercados internacionais iniciam o dia sob forte influência do dado de inflação dos Estados Unidos, que veio acima das expectativas e reforçou o cenário de juros elevados por mais tempo. O resultado aumentou a volatilidade e reduziu o apetite por risco entre investidores globais.

Wall Street fecha sem direção única

Em Nova York, o pregão terminou de forma mista:

  • Dow Jones: alta de 0,11%
  • S&P 500: queda de 0,16%
  • Nasdaq: recuo de 0,71%

O desempenho reflete a cautela dos investidores com o impacto da inflação sobre a política monetária do Federal Reserve, especialmente em setores de tecnologia mais sensíveis aos juros.

Europa encerra o dia em queda

As bolsas europeias acompanharam o movimento de aversão ao risco e fecharam majoritariamente no negativo:

  • DAX (Alemanha): -1,54%
  • CAC 40 (França): -0,45%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +0,04% (praticamente estável)

O continente segue atento ao cenário macroeconômico global e às expectativas sobre juros e crescimento.

Leia Também:  Pesquisa de Percepção sobre o STJ termina no dia 19
Ásia fecha mista com foco em geopolítica

Na Ásia, os mercados encerraram o pregão sem tendência definida, com investidores monitorando o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping:

  • Xangai (China): -0,25%
  • Hong Kong: -0,22%
  • Nikkei (Japão): +0,52%
  • Kospi (Coreia do Sul): -2,29%

A forte queda na Coreia do Sul foi o destaque negativo, enquanto o Japão conseguiu avançar mesmo em ambiente de cautela.

Ibovespa recua na abertura com pressão de Petrobras e bancos

O Ibovespa iniciou o pregão desta quarta-feira (13) em queda, refletindo tanto o cenário externo quanto pressões domésticas em setores estratégicos.

Logo nos primeiros negócios, o índice chegou a recuar cerca de 1%, em um ambiente de maior aversão ao risco.

Destaques do mercado brasileiro:

  • Abertura: queda próxima de -0,98%
  • Pressão em ações de peso no índice
  • Setor financeiro e energia entre os principais impactos negativos

As ações da Petrobras sofrem com a volatilidade do petróleo no mercado internacional, enquanto o setor bancário, com destaque para a Bradesco, reflete preocupações com qualidade de crédito e cenário macroeconômico mais restritivo.

Leia Também:  Dólar sobe para R$ 4,96 com dados do mercado de trabalho americano
Cenário doméstico: inflação e commodities no radar

No Brasil, o mercado acompanha:

  • Pressão de inflação global e local
  • Oscilações do petróleo
  • Ajustes de expectativa para juros
  • Fluxo estrangeiro mais cauteloso em mercados emergentes

O dólar também segue no centro das atenções dos investidores, oscilando diante do cenário externo mais tenso e da busca global por proteção.

Resumo do dia

O ambiente global desta quarta-feira é marcado por cautela. A inflação americana acima do esperado reacende preocupações sobre juros elevados, pressionando bolsas na Europa e gerando volatilidade na Ásia e no Brasil.

O Ibovespa acompanha o movimento externo e inicia o dia em queda, com atenção especial aos setores de energia e bancos, enquanto investidores aguardam novos sinais da política monetária dos EUA e evolução das tensões geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA