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Mercado de cacau atinge preço histórico enquanto enfrenta escassez de oferta e desafios regulatórios da UE

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O mercado global de cacau atingiu um marco histórico, com o preço do cacau ultrapassando os US$ 9.000 por tonelada pela primeira vez. Esta ascensão meteórica é impulsionada pela escassez de oferta, deixando os fabricantes de chocolate em uma luta árdua para adquirir os preciosos grãos.

A oferta limitada de cacau tem sido uma preocupação crescente, resultando em um aumento significativo nos preços. Essa tendência ascendente reflete a produção fraca em várias regiões produtoras de cacau, exacerbada por condições climáticas desfavoráveis e desafios logísticos.

“Estamos testemunhando uma conjuntura única no mercado de cacau, onde a demanda continua a superar a oferta, levando a preços sem precedentes”, afirmou Jesse Rovira, Diretor Comercial da Dimitra para o Brasil. “Essa situação está colocando uma pressão significativa sobre os fabricantes de chocolate e toda a cadeia de suprimentos, por exemplo.”

O preço do cacau ultrapassar o do cobre é um desenvolvimento notável, destacando a importância e a escassez desse recurso natural vital para a indústria de alimentos e bebidas em todo o mundo.

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Além das preocupações com a oferta e a demanda, a indústria de cacau também enfrenta desafios regulatórios significativos. O Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR) está gerando preocupações adicionais para os produtores e comerciantes de cacau no Brasil e em todo o mundo.

O regulamento da UE estabelece a necessidade de uma “Devida Diligência” (due diligence) rigorosa, com o propósito de assegurar que os produtos importados estejam vinculados ao desmatamento.Com o prazo final para cumprir o EUDR até o final de 2024, os grupos de interesse no Brasil devem tomar medidas preparatórias para cumprir esses requisitos”, comenta Jesse

Solução inovadora da Dimitra para conformidade com o EUDR

A conformidade com o EUDR tornou-se imperativa para o setor agroindustrial brasileiro. Reconhecendo a necessidade de evitar interrupções na cadeia de abastecimento, a Dimitra desenvolveu uma solução eficaz para enfrentar esse desafio.

A solução da Dimitra é uma resposta direta à necessidade de avaliação de riscos em toda a cadeia de fornecimento. A solução de detecção de desmatamento via satélite e questionários auditáveis foi elaborada meticulosamente com o objetivo de identificar e mitigar os riscos relacionados à falta de conformidade com o EUDR (Regulamento da UE sobre Desmatamento Ilegal). Ao implementar a Solução, a Dimitra assegura a conformidade, mas também gera evidências verificáveis em cada etapa da entrega, garantindo que os produtos exportados atendam aos rigorosos requisitos regulatórios da União Europeia.

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“Com sua visão inovadora e compromisso inabalável com a sustentabilidade, a Dimitra está estabelecendo um novo padrão de excelência no setor agroindustrial brasileiro, enquanto lidera o caminho para uma indústria mais ética e responsável globalmente”, finaliza Jesse.

Fonte: Dimitra

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do arroz recua no Sul e setor alerta para distorção no mercado após leilões

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O mercado do arroz voltou a registrar queda nos preços pagos ao produtor na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, ampliando a preocupação do setor com uma possível distorção nas referências utilizadas pelo mercado físico. A avaliação é de Sergio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, que aponta os recentes leilões como fator central para a pressão observada nas negociações.

Nos últimos dias, o arroz vinha sendo comercializado entre R$ 60 e R$ 62 por saca na região. No entanto, novos negócios já passaram a ocorrer em patamares entre R$ 57 e R$ 59, reduzindo a rentabilidade dos produtores em um momento de maior cautela no setor.

Segundo Cardoso, parte dessa movimentação ocorreu porque alguns produtores aceitaram operações com preços-base entre R$ 53 e R$ 55 por saca, impulsionados pela existência de prêmios que elevavam o valor final recebido para níveis próximos de R$ 63 e R$ 64.

Mercado físico sofre impacto de leitura considerada equivocada

De acordo com a análise do setor, o principal problema foi a forma como o mercado interpretou essas operações. Mesmo com os prêmios agregando valor ao resultado final, compradores passaram a considerar apenas o preço-base das negociações como referência para o mercado físico.

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Essa leitura acabou fortalecendo a percepção de que produtores estariam dispostos a vender arroz abaixo de R$ 60 sem resistência, aumentando a pressão sobre as cotações e reforçando o sentimento de excesso de oferta no mercado.

Com isso, compradores passaram a atuar de maneira mais cautelosa, reduzindo o ritmo das negociações e pressionando ainda mais os preços praticados nas principais regiões produtoras.

Leilões ajudaram na liquidez, mas afetaram referência de preços

O setor reconhece que os leilões tiveram papel importante na geração de liquidez para parte dos produtores, especialmente em um momento de necessidade de comercialização da safra. No entanto, a ausência dos prêmios nas negociações tradicionais altera significativamente a composição da rentabilidade final das operações.

Na prática, agentes do mercado avaliam que o impacto psicológico das operações acabou tendo peso maior do que os próprios fundamentos do arroz no mercado regional.

Mercosul já indica redução de área e produção

Apesar da pressão atual sobre os preços, o setor observa sinais de mudança nos fundamentos para a próxima temporada. Dados do Mercosul já apontam redução de área plantada e perspectiva de menor produção de arroz no próximo ciclo produtivo.

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Esse cenário pode limitar a oferta regional nos próximos meses e alterar o equilíbrio entre oferta e demanda, fator que poderá influenciar o comportamento das cotações futuramente.

Enquanto isso, o mercado segue monitorando a movimentação dos produtores, o comportamento dos compradores e os efeitos das referências formadas após os leilões recentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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