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Mercado de Arroz Mostra Firmeza com Vendedores Retraídos e Compradores Elevando Ofertas

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O mercado de arroz no Brasil segue demonstrando sinais de recuperação, com os preços do cereal em casca se mantendo firmes em todo o país. A recente desvalorização do real frente ao dólar tem impulsionado o interesse das tradings voltadas à exportação, compensando a demanda interna enfraquecida no último mês, segundo análise de Evandro Oliveira, consultor da Safras & Mercado.

Essa crescente disputa pela matéria-prima tem levado os compradores a ajustar os valores para cima, numa tentativa de atrair vendedores, que permanecem cautelosos, especialmente quando se trata do arroz armazenado. “Embora os preços estejam firmes, o mercado interno ainda enfrenta desafios em relação à oferta e à disposição dos produtores em negociar”, observa Oliveira.

Enquanto isso, o aumento da oferta de grãos importados, aliado à menor demanda por arroz beneficiado, contribuiu para a redução dos preços médios no varejo, que se mantém com promoções nos principais centros consumidores do país.

No que se refere aos preços do arroz em casca, a saca de 50 quilos no Rio Grande do Sul (com 58/62% de grãos inteiros e pagamento à vista) encerrou a quinta-feira (8) cotada a R$ 118,22, marcando um aumento de 0,85% em relação à semana anterior, uma alta de 2,19% em comparação ao mesmo período do mês passado, e um expressivo avanço de 33,44% em relação ao mesmo período de 2023.

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A expectativa de um clima favorável, aliada aos preços elevados, está impulsionando a expansão da área de cultivo de arroz no Mercosul, com uma produção estimada de 4,34 milhões de toneladas para a safra 2024/25, excluindo o Brasil, conforme estimativa da Safras Consultoria.

Segundo Evandro Oliveira, essa expansão no Mercosul é resultado de uma combinação de fatores climáticos, econômicos e estratégicos que favorecem os principais países produtores do bloco: Paraguai, Uruguai, Argentina e Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de biodiesel cresce em Mato Grosso e estado já responde por 26% do volume nacional

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Mato Grosso lidera expansão do biodiesel no Brasil

A produção de biodiesel em Mato Grosso registrou forte crescimento em março e consolidou o estado como principal polo do biocombustível no país. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nesta semana, o estado foi responsável por 26% de toda a produção nacional no período.

As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos (m³) de biodiesel, dentro de um volume nacional de 893,60 mil m³, configurando o maior patamar da série histórica estadual. O resultado representa um avanço de 16,90% em relação a fevereiro.

Mistura obrigatória de biodiesel sustenta demanda

O crescimento da produção está diretamente ligado ao aumento da demanda interna, impulsionada pela política energética nacional. Desde agosto do ano passado, o Brasil adota a mistura obrigatória de 15% de biodiesel ao diesel (B15).

De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado Agro do Imea, Rodrigo Silva, esse fator tem sido determinante para o avanço da indústria no estado.

“A elevação da mistura obrigatória e a demanda mais aquecida pelo biodiesel contribuíram para esse aumento na produção”, afirma o especialista.

Segundo ele, o movimento reflete a adaptação das usinas à nova dinâmica de consumo de combustíveis no país, sustentando o crescimento recente do setor.

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Óleo de soja segue como principal matéria-prima

O boletim também aponta que o óleo de soja continua sendo o principal insumo utilizado na produção de biodiesel em Mato Grosso, com participação de 84% no total, apesar de leve recuo em relação ao mês anterior.

O protagonismo do insumo reforça a forte integração entre as cadeias de grãos e biocombustíveis, especialmente em um estado que lidera a produção nacional de soja.

Imea revisa projeções para algodão, milho e pecuária

Além do biodiesel, o relatório do Imea trouxe atualizações importantes para outras cadeias do agronegócio em Mato Grosso.

Algodão tem ajuste na área, mas mantém produção robusta

A área plantada de algodão para a safra 2025/26 foi revisada para 1,38 milhão de hectares, indicando leve redução frente à estimativa anterior. Em contrapartida, a produtividade foi ajustada para 297,69 arrobas por hectare.

Com isso, a produção total está projetada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo o estado como líder nacional na cultura.

Milho tem produtividade revisada para cima

No caso do milho, o Imea manteve a área da safra 2025/26 em 7,39 milhões de hectares, mas revisou a produtividade para 118,78 sacas por hectare.

A nova estimativa elevou a produção para 52,66 milhões de toneladas, refletindo condições climáticas favoráveis em parte das lavouras, impulsionadas pelo bom regime de chuvas.

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Boi gordo sobe com oferta restrita

No mercado pecuário, o preço do boi gordo apresentou alta em abril. A arroba em Mato Grosso atingiu média de R$ 350,11, sustentada pela oferta reduzida de animais para abate.

O cenário contribuiu para a diminuição do diferencial de preços em relação a São Paulo, onde a média foi de R$ 367,57 por arroba.

Suínos recuam com menor demanda interna

Em contraste, o mercado de suínos registrou queda nas cotações. O preço pago ao produtor mato-grossense ficou em R$ 5,96 por quilo em abril, pressionado pela redução da demanda doméstica.

Segundo o Imea, o enfraquecimento do consumo elevou a oferta de animais e carne no mercado, impactando negativamente os preços.

Cenário reforça protagonismo do agro mato-grossense

Os dados mais recentes confirmam o papel estratégico de Mato Grosso no agronegócio brasileiro, tanto na produção de biocombustíveis quanto nas cadeias de grãos e proteínas animais.

Com a demanda por energia renovável em alta e condições favoráveis no campo, o estado segue ampliando sua participação nos mercados nacional e internacional, consolidando-se como um dos principais motores do agro no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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