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Mercado de Arroz: Estabilidade de Preços e Expectativas de Demanda

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O mercado de arroz continua apresentando pouca movimentação, com os preços se mantendo praticamente estáveis, enquanto os agentes do setor aguardam uma demanda mais consistente. Segundo Evandro Oliveira, analista e consultor da Safras & Mercado, a recente desvalorização do real e os desafios internos têm levado os produtores a priorizar as exportações como uma alternativa viável.

O Governo Federal anunciou recentemente um reajuste nos preços mínimos do arroz longo fino em casca para a safra 2024/2025. O novo valor mínimo para o arroz tipo 1-58/10, básico, foi estabelecido em R$ 63,64 por saca de 50 quilos para os estados da região Sul (exceto Paraná) e em R$ 80,00 por saca de 60 quilos para as demais regiões.

No entanto, Oliveira observa que o valor de mercado atual no Rio Grande do Sul varia entre R$ 115,00 e R$ 120,00, o que é quase o dobro do preço mínimo definido para intervenção por políticas públicas. “A expectativa era de um reajuste mais significativo que garantisse rendimentos adequados, especialmente considerando os altos custos de produção, que ultrapassam R$ 90,00 por saca no estado gaúcho”, ressalta Oliveira.

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O consultor critica o reajuste de 5% nos preços mínimos, considerando-o insuficiente para cobrir os custos de produção, o que gera descontentamento entre os produtores.

Por outro lado, o Brasil deve registrar um aumento na área plantada com arroz na temporada 2024/25. A intenção de plantio, conforme estimado pela Safras & Mercado, indica uma área de 1,585 milhão de hectares, representando um acréscimo de 2,4% em relação à safra anterior, que foi de 1,547 milhão de hectares. A produtividade média esperada é de 6.937 quilos por hectare, frente aos 6.593 quilos da safra 2023/24.

“Com os reservatórios em níveis ótimos no Rio Grande do Sul e um fenômeno La Niña de moderada intensidade, as expectativas são de boas produtividades tanto no Sul quanto nas regiões Norte e Nordeste do país”, projeta Oliveira.

Com o incremento na área plantada e a recuperação das produtividades médias, a produção de arroz em casca para 2024/25 está estimada em 10,996 milhões de toneladas, um aumento de 7,8% em relação às 10,204 milhões de toneladas da safra 2023/24.

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No que diz respeito aos preços, a média da saca de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros e pagamento à vista) fechou a quinta-feira (18) cotada a R$ 116,04, com um avanço de 0,12% em relação à semana anterior. Comparado ao mesmo período do mês passado, houve um aumento de 2,93%, e um incremento de 39,77% em relação ao mesmo período de 2023.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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