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A importância do GNL americano no mercado global; confira as análises da hEDGEpoint

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Nos próximos anos, novos projetos devem permitir um incremento de 63 milhões de toneladas na produção. Contudo, com a decisão de suspensão de novas licenças de exportações, os EUA podem reduzir o investimento em capacidade de produção, restringindo o crescimento da disponibilidade de GNL em face da sua crescente demanda e importância para a transição energética. A menor capacidade de exportações nos próximos anos é um risco para o mercado europeu, bastante dependente da importação de GNL para atender sua demanda interna.

No mês passado, a Casa Branca decidiu suspender as licenças para projetos de exportação de GNL. Essa medida, além de responder às preocupações dos ambientalistas com a poluição decorrente da queima do gás natural, busca trazer maior estabilidade aos preços domésticos do país, que estão cada vez mais sujeitos aos riscos globais.

“Atualmente, o país possui sete terminais operacionais com capacidade de produção de 87 milhões de toneladas de GNL por ano, montante expressivo capaz de abastecer países como Alemanha e França. Com as recentes mudanças, nossa análise discutirá possíveis impactos dessa decisão no mercado de gás natural global”, explica Victor Arduin, analista de Energia e Macroeconomia da hEDGEpoint Global Markets.

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Sem impactos significativos no mercado de GNL a curto prazo

“No curto prazo, os efeitos serão limitados, já que se trata apenas do congelamento de novos projetos de exportação, o que não altera significativamente o fluxo de exportações no país. No entanto, caso essa medida se prolongue, especialmente considerando o contínuo crescimento do consumo de GNL globalmente, o mercado europeu e asiático – principais destinos das exportações americanas – serão impactados de forma significativa”, diz o analista.

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Em dezembro, mais de 87% das exportações de GNL americanas foram direcionadas para esses mercados. Outro resultado possível seria uma recuperação do mercado russo de GNL na Europa, algo não desejado no momento por líderes do continente, que buscam apoiar o esforço de guerra da Ucrania.

“Se por um lado a suspensão poderá ajudar reduzir preços no curto prazo, talvez no longo prazo tenha o efeito inverso, pois desincentivará investimentos. Algumas análises citam montantes em torno de US$ 100 bilhões em 2023. Ademais, o gás natural é uma importante commodity no contexto da transição energética, resultando em uma crescente demanda nos últimos anos. Apesar de emitir gases que prejudicam o meio ambiente, é uma fonte de energia mais limpa quando comparada com outros combustíveis fósseis”, pontua.

Atividade econômica deverá incentivar consumo por GNL em 2024

O equilíbrio global continua a se estreitar, com previsão de um crescimento na demanda de gás natural de 2,5%, de acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE). À medida que os preços seguem convergindo para níveis mais moderados, após uma forte apreciação em 2022 decorrente das sanções ocidentais contra a Rússia, espera-se um maior aumento na procura por GNL.

“Por exemplo, em 2024, o preço do Henry Hub spot está -20% e o Dutch TTF -48% quando comparados com os níveis em 2023. Com o gás natural mais barato, ele torna-se economicamente mais vantajoso, frente outras commodities energéticas, o que incentiva seu consumo”, observa.

E prossegue: “Outro fator que deverá ajudar a impulsionar o consumo de GNL é um ambiente monetário menos restritivo. Tanto os EUA quanto a Europa estão prevendo cortes em suas taxas de juros este ano, o que deverá fortalecer as indústrias de seus países e, consequentemente, aumentar o consumo de eletricidade. Para Europa a principal fonte de energia é o gás natural, grande parte trazido via embarcações de GNL dos Estados Unidos”.

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Distribuidoras brasileiras adotam indexação ao Henry Hub para estabilizar custos diante da volatilidade

Por conta do aumento das exportações de GNL dos Estados Unidos, cada vez mais o gás natural americano torna-se influente no mercado mundial. Enquanto o Brent e o WTI, como commodities mais sensíveis aos eventos geopolíticos, frequentemente experimentam volatilidade que impulsiona os preços para cima, o Henry Hub, como ponto de referência para o gás natural, demonstra maior estabilidade.

De acordo com Victor, “Por essa razão, um número crescente de distribuidoras brasileiras está optando ao índice de preço Henry Hub, buscando diversificar a volatilidade entre diferentes ativos, como um mix entre Brent e Henry Hub índices, por exemplo. Diversas concessionárias estaduais já adotam parte de seus contratos indexados ao Henry Hub. No entanto, os preços continuam expostos a outras fontes de volatilidade, incluindo regulamentações e sazonalidade de consumo nos Estados Unidos”.

Por exemplo, períodos de frio extremo tendem a impulsionar os preços do gás natural, devido ao aumento da demanda por aquecimento no país, ao mesmo tempo em que pode congelar poços de gás, reduzindo a oferta.

“Agora, com as recentes mudanças nas autorizações de exportação de GNL, se mantidas por um longo período, um novo componente entra em jogo para as distribuidoras considerarem”, pondera.

Fonte: hEDGEpoint Global Markets

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado ao agro cresce e CPR chega a R$ 565 bilhões em maio

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que o financiamento privado do agronegócio segue em expansão e atingiu novos patamares em maio de 2026, segundo o Boletim de Finanças Privadas do Agro. O levantamento reúne os principais instrumentos usados pelo setor para obter crédito fora das linhas tradicionais do governo.

O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) chegou a R$ 565 bilhões, alta de 13% em 12 meses. Na prática, esse instrumento funciona como uma antecipação de recursos ao produtor, muitas vezes usada para custear a safra antes da colheita. O crescimento indica maior uso desse tipo de operação no campo.

Apesar do avanço no estoque, o ritmo de novas emissões de CPR perdeu força no acumulado da safra 2025/26. Entre julho de 2025 e maio de 2026, os registros somaram R$ 343,9 bilhões, queda de 6% em relação ao ciclo anterior.

Já as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), usadas pelos bancos para captar dinheiro no mercado e emprestar ao setor, somaram R$ 571,51 bilhões em estoque, praticamente estáveis na comparação anual, com leve recuo de 0,3%. Mesmo assim, a parcela desses recursos que chega efetivamente ao campo aumentou.

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Ao menos R$ 342,9 bilhões estavam direcionados ao financiamento agropecuário, com crescimento de 20% em relação ao ano anterior. Esse avanço está ligado à mudança na regra que obriga os bancos a aplicarem uma fatia maior dos recursos captados no setor, que passou de 50% para 60%.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que também funcionam como uma forma de antecipação de recursos por meio do mercado financeiro, cresceram 12% em 12 meses e chegaram a R$ 175,7 bilhões. Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) recuaram 6%, após um período de forte expansão no ano anterior.

Entre os fundos de investimento voltados ao agro (Fiagro), o patrimônio chegou a R$ 62 bilhões em abril, com 247 fundos em operação. Esse instrumento vem ganhando espaço por aproximar investidores do financiamento direto da produção rural.

De forma geral, os dados mostram que o produtor rural depende cada vez mais de diferentes fontes de crédito além dos bancos tradicionais. Hoje, parte do dinheiro que financia a safra vem diretamente do mercado financeiro, o que amplia as opções, mas também torna o custo do crédito mais sensível às condições do mercado.

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Fonte: Pensar Agro

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